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Bate-papo com convidados

BATE-PAPO COM Sérgio Machado - 03/11/2005 às 19h00

Sérgio Machado, cineasta

O diretor baiano fala sobre "Cidade Baixa", que estréia dia 4 em todo o país. O filme mostra um triângulo amoroso formado entre os amigos Deco (Lázaro Ramos), Naldinho (Wagner Moura) e a stripper Karinna (Alice Braga) no submundo de Salvador. Exibido na 29ª Mostra BR de Cinema, "Cidade Baixa" competiu na seção Um Certo Olhar do Festival de Cannes em maio e saiu de lá com o Prêmio da Juventude, outorgado por jovens cinéfilos europeus a um filme escolhido entre todos que são exibidos no festival.

(07:08:48) Sérgio Machado: Oi, eu sou o Sérgio, pra mim é um prazer tá aqui, pq é a página que eu abro todo dia na internet :) sempre quis saber como funcionava, e estou matando minha curiosidade. talvez esse seja o lugar hoje em que mais acesso informação, mais do que no jornal ou na TV.
(07:08:50) Mafia_Vermelha_RN: Sérgio,Se pudesse fizer uma propaganda pq indicaria sua peça ao público?
(07:10:16) Sérgio Machado: Mafia, "Cidade Baixa" é um filme feito com muita honestidade, visceral. desde o inicio de sua trajetoria em Cannes percebemos que o filme tem uma empatia grande com o publico jovem. é uma paixão levada às ultimas consequencias. tudo o que aconteceu até agora indica que ú um filme que vale a pena ser visto. as atuações dos atores são diferentes e tem chamado muita atenção tb onde foi exibido.
(07:10:17) Asa: Sérgio, ainda não vi seu filme mas sei que está MUITO bem falado. Acompanhei, aqui no UOL, o bate-papo com Lázaro Ramos e ele falou muito bem do SEU trabalho como diretor. Queria saber como foi trabalhar com os atores que protagonizam seu filme: Lázaro Ramos, Wagner Moura e Alice Braga.
(07:12:42) Sérgio Machado: Asa, o que aconteceu em termos de atuação nesse filme é um dado novo. assisti "cidade de deus", achei que o filme apontava pruma coisa nova, e convidei a fatima toledo para preparar os atores. eles não decoravam as falas, faziam exercicios para sentir a mesma emoção que o personagem sentia. a partir daí a camera corria atrás para captar as emoções. acho que as pessoas vão ver algo inedito. são atores geniais que mergulharam em papéis que nunca haviam experimentado antes. a fatima, maior diretora de elenco do brasil, encontrou alguns dos melhores atores do país, e isso pegou fogo. no exterior as pessoas não acreditam na intensidade que vêem, nao estão acostumadas.
(07:12:47) Mafia_Vermelha_RN: Sérgio,O q fala o seu filme?
(07:14:40) Sérgio Machado: Mafia, o filme é um triangulo amoroso diferente. normalmente os triangulos falamde traição, quebra de lealdade, imposibilidade. em "cidade baixa" fala de tesão, possiblidade, paixão. dois trambiqueiros amigos de infancia dao carona a uma stripper, no caminho se metem numa confusão e são obrigados a fugir os 3 pra salvador. na fuga, os 3 se apaixonam. eles se amam loucamente, são loucos um pelo outro, mas não conseguem viver juntos. é um triangulo equilatero, os 3 se amam igualmente.
(07:14:45) Asa: Sérgio, fazer filme no Brasil é um desafio? Tirando o potencial da Globo Filmes, como se é possível fazer uma grande produção cinematográfica?
(07:16:40) Sérgio Machado: Asa, fazer filmes é possivel no brasil, inclusive fora da globo filmes. tem um caminho a descobrir com cidade baixa. pode-se fazer filmes no brasil que passem no mundo inteiro. ele vai ser lançado em cerca de 30 países, foi convidado para uns 40 festivais no mundo, se pagou com as vendas pra fora. esse tv é um caminho. "cidade baixa" vai ser lançado na inglaterra com cerca de 25 cópias, quase o tanto do brasil (35, 40). no festival de londres, as sessões estavam esgotadas ha 3 semanas e foi muito aplaudida. da pra pensar em cinema pro mundo.
(07:16:42) Mafia_Vermelha_RN: Demorou quanto tempo para fazer o filme?
(07:19:36) Sérgio Machado: Mafia, ao todo uns dois anos e meio, desde que surgiu a idéia. o marco inicial foi em los angeles com o walter salles, quanto estavamos finalizando abril despedaçado. iamos fazer pesquisa de locação pro diario de motocicleta. o waltinho me disse que nao fazia mais sentido pra trabalhar como assisstente dele, tinha que fazer meu longa solo. houve um intervalo pra dirigir uma minissérie ("Os pastores da noite", na globo). as filmagens duraram doias meses, a montagem mais alguns meses. quanto terminamos de montar, foi em cima da hora do prazo pra cannes. a partir daí, tudo aconteceu muito rapido: repercussão, premio lá, venda pra varios paises, premio no festival do rio, pre-estreias por todo o brasil. e o filme estréia amanhã.
(07:19:39) tati: Hoje tem o encerramento da Mostra de Cinema...vc acha que o Cidade está entre os favoritos ao prêmio?
(07:21:40) Sérgio Machado: tati, ele está entre os 10 selecionados pelo público, então está concorrendo ao Premio do Juri. lembro-me que ha 3 anos estava em Itaparica na praia e um barraqueiro me encontrou pra dizer que estavam ligando, me procurando. descobri qe tinha ganhado o premio de melhor documentario da Mostra por "onde a terra acaba". vim correndo pra sp, correndo, nem tomei banho :) molhei o cabelo no aviao. e daqui vou pra lá, pra festa de encerramento. essas premiações são sempre muito subjetivas, nao se sabe o que esperar, tudo pode acontecer. ele ganhou ha 3 dias o premio de melhor roteiro no festival de los angeles.
(07:21:44) Mafia_Vermelha_RN: O q vc achou da indicação de 2 filhos de franscisco ao oscar?
(07:22:36) Sérgio Machado: Mafia, achei bacana, confesso que fui assistir sem saber se ia gostar, são sou exatamente um fã da dupla, fui pq gosto do trabalho de fotografo do diretor breno silveira. me emocionei muito na sessão. achei uma boa indicação, era mesmo o filme deste ano.
(07:22:37) Fernando Faro: com cidade Baixa, quantos grandes trabalhos já realizou?
(07:24:39) Sérgio Machado: Fernando, comecei com vídeo na Bahia, um curta chamado "troca de cabeça". fiz varios documentarios em curta, um média que se juntou a outros dois. o media chamava-se "agora é cinza" e o longa "3 historias da bahia". depois fiz o longa documentario "onde a terra acaba", sobre o cineasta mario peixoto. trabalhei como roteirista em "abril despedaçado" e "madame satã", no "central do brasil" como assistente de direção. faz 10 anos que eu emendo um projeto no outro.
(07:24:41) Ratinho_tbmecutura: Qual sua espectativa ao filme cidade baixa?
(07:26:59) Sérgio Machado: Ratinho, tudo o que aconteceu com o filme até agora credencia para ficarmos bem esperançosos. ele ganhou premios por onde passou. a expectativa é grande pq ele foi vendido para varios paises. espero que essa carreira continue aqui e fora. o mais claro pra mim é o apelo junto ao publico jovem. a vendedora inglesa diz que toda vez que chega um comprador jovem ele compra o filme :) e em cannes ganhamos justamente o premio da juventude. o apelo entre jovens de 18 a 25 anos é impressionante. pena que pegou censura 18 anos. recorremos, mas não cederam aos nossos apelos.
(07:27:01) Berg: Quais os orçamentos padões usados em seu filmes? E de onde vem esse dinheiro?
(07:28:11) Sérgio Machado: Berg, cada filme tem um orçamento diferente. os filmes brasileiros todos são feitos a partir de leis de incentivo fiscal. no "cidade baixa", a brasil telecom tinha patrocinado "onde a terra acaba", gostaram tanto que garantiram patrocinio.
(07:28:13) Fernando Faro: qual outro estilo de filme que gosta de trabalhar?
(07:29:04) Sérgio Machado: Fernando, gostaria de aprofundar a experiência radical que tivemos com os atores no filme. queria fazer algo a partir de um assalto a banco com grandes atores, descobrir qual é o limite da relação diretor-ator.
(07:29:06) daniel: sergio, como foi trabalhar com atores ainda não tão conhecidos como a Alice Braga?
(07:31:27) Sérgio Machado: daniel, fizemos testes com centenas de atrizes pelo brasil, e eu nunca tinha certeza de ter encontrado a karinna, uma personagem complexa, com muitaz cenas de nudez. o wagner e o lazaro ja estavam ensaiando e eu nao tinha a atriz. daí resolvemos arriscar tudo na alice, ela veio dos eua depois de divulgar cidade de deus, ela estava assustada com o grau do desafio. paramos em salvador, comemos acarajé, eu disse pra ela: "fecha o olho que vamos mergulhar no abismo". e o resultado nao podia ser melhor, ela ganhou o premio de melhor atriz no Festival do Rio, concorrendo com diversas atrizes brasileiras.
(07:31:30) Lis: A questão da prostituição e das drogas são pontos fortes (e polêmicos) do filme. Vc acredita que esses temas tratados no filme podem ter algum tipo de recepção negativa por parte do grande público no Brasil?
(07:33:26) Sérgio Machado: Lis, o filme fala de uma realidade dura que parte de um desejo de olhar essa realidade com delicadeza. um garoto da favela assistiu o filme numa sessão no rio e disse que se sentia representado, "pq o filme mostra que uma flor pode nascer no lodo". é questão de retratar um universo aspero e mostrar quela tb pode haver amor, paixao. em salvador o filme ta indo muito bem, na Mostra de SP e no Rio sessões lotadas. nao quer dizer que vai acontecer isso a partir da estréia amanhã, mas as perspectivas nao sao ruins.
(07:33:27) interessada: Sergi Machado vc acha que os filmes brasileuros estão ganhando um espaço lá fora?
(07:35:48) Sérgio Machado: interessada, sem duvida. fui pra londres ha 4 dias e achei que ia ser bem diferente, pensei que ia poder conhecer londres, mas dei entrevistas de 15 min das 8h da manhã às 22h. quando entramos pra sessão do filme, tem o corredor com o tapete vermelho, as pessoas gritaram pra pedir autografo. pensei que era engano, mas estavam com fotos. ha um interesse enorme pelo cinema latino-americano, na europa pelo menos. isso graças a cidade de deus e diários de motocicleta. recebi uma ligação do alfonso cuaron (diretor de e tua mãe tb e harry potter), ele me falou da necessidade de trabalharmos juntos. é uma onda nova de cinema no mundo. em cannes este ano foram 2 filmes brasileiros, e muito bem recebidos.
(07:35:51) Cinéfilo: O senhor considera o seu filme popular ou erudito ? ou nenhum dos dois ?
(07:37:00) Sérgio Machado: Cinéfilo, nenhum dos dois. é um filme honesto. num primeiro momento teve uma grande recepção em cannes, o que o colocaria com grande potencial no circuito de arte. mas fizemos sessões em favelas no rio e na bahia e ele foi muito bem recebido. é um filme muito pessoal, nao foi feito a partir de concessões, um pouco autoral, mas não hermético, é um filme em aberto.
(07:37:03) joatan: vc acha que o cinema brasileiro já tem sua caracterista como linguagem ou estamos caminhando para isso. e falta muito?
(07:38:12) Sérgio Machado: joatan, estamos caminhando nao sei se para uma linguagem, mas para uma safra muito boa, a melhor dos ultimos anos no brasil. tem uma geracao que quer fazer filmes, mas tb pensar o cinema como uma arte complexa, uma estetica ligada àquilo que está se dizendo. o trabalho da fatima toledo em cidade de deus e cidade baixa é um marco.
(07:38:16) Mafia_Vermelha_RN: Sérgio,Vcs acham que vão conseguir bater o record d bilheterias como 2 filhos de franscisco bnateu?
(07:39:39) Sérgio Machado: Mafia, acho que não :) "dois filhos" vem com o apelo da dupla sertaneja, um filme com toda uma estrutura de midia que nao temos. acho que vamos ter uma bela bilheteria, mas nosso lançamento é menor. vamos abrir com 30 a 35 copias, e vamos tentar expandir depois, como aconteceu com central do brasil. o dois filhos ja começou com cerca de 300 copias.
(07:39:43) William James: Sérgio, eu assisti seu filme ontem. Gostaria de saber se há um significado na mistura do sangue de naldinho e deco dentro daquela bacia. Além disso, a cor da toalha tem alguma importância?
(07:40:33) Sérgio Machado: mafia, o cidade baixa pode repetir o seu sucesso no exterior pq tem um apelo meior. o dois filhos tem um apelo mais regional.
(07:41:49) Sérgio Machado: William James, vc tá contando o final do filme! claro que tem um significado. a diferença desse triangulo amoroso é que nos perguntavamos: por que nao? por que nao se pode amar mais de uma pessoa? ele encara a possiblidade do triangulo. por que uma mulher nao pode ter esses 2 homens? no final a conclusão é que qq maneira de amor vale a pena.
(07:41:52) joatan: Sérgio, qual o conselho que vc dar para estudantes de cinema no brasil?
(07:43:35) Sérgio Machado: joatan, a primeira coisa é fazer curta, nao da pra procurar alguem sem ter um trabalho na mao. tive sorte pq o jorge amado viu o curta, gostou e enviou pro walter salles. então tem que ter algo muito bacana pra mostrar. hj a tecnologia ajuda. o primeiro tem que ser na marra, com a ajuda dos amigos, juntar um dinheiro. entra no circuito de festivais. tv é importante fazer escola de cinema, estudar. é bacana começar por aí.
(07:43:35) Mafia_Vermelha_RN: Sérgio,Qual sua forma~ção?
(07:43:42) tati: Parabéns pelo filme. Com certeza vai ser um sucesso nos cinemas!
(07:45:54) Sérgio Machado: Mafia, minha formacao é solitaria. quando eu comecei na bahia foi o pior ano do cinema brasileiro, 92/93, na epoca do collor. via muitos filmes, vejo 1 filme por dia ha varios anos. só tive um contato concreto com gente do cinema mais tarde, quando vim estudar cinema na USP em Sao Paulo, mas abandonei pra fazer "central do brasil". meu aprendizado esta muito ligado ao walter. ele sempre me pedia pra dizer que lente estava sendo usada em cada plano. eu dava uma volta na camera, informava... ele queria me ensinar os efeitos de cada lente.
(07:45:59) Sérgio Machado: tati, obrigado!
(07:46:09) Mafê: Oi Sérgio, ainda não assisti ao filme, mas já disseram-me que é muito interessante. Vc quando fez o roteiro junto com o Karim, sentia que poderia ser tão bem recebido?
(07:46:12) Mafia_Vermelha_RN: Como vc esta se comportando com as críticas em cima do filme?
(07:47:19) Sérgio Machado: Mafê, no roteiro era dficil. quando começaram as filmagens percebi que tinha um clima muito especial, como eu so tinha sentido antes no central do brasil. conseguimos fazer o filme e ser feliz. no meio das filmagens ja estava claro que ia sair algo especial, mas nao no roteiro.
(07:48:35) Sérgio Machado: Mafia, como as criticas são maravilhosas, nao tenho do que me queixar. estou esperando que alguma ruim vai vir por aí :), mas por enquanto, tanto no brasil quanto no exterior, são muito boas. fiquei muito impressionado com as criticas inglesas. um jornalista ingles gostou tanto que me convidou pra jantar, ele queria me mostrar a critica antes de publicar.
(07:48:35) pedro: o que me chamou a atençao no filme foi o nível de realidade dos diálogos, que são de baixo calão e com a linguagem típica do submundo de Salvador. Foi dificil escrever esses dialogos?
(07:49:42) Sérgio Machado: pedro, como eu sou de salvador conheço bem os dialogos. mas como eles nao decoravam as falas, eram estimulados a usar suas proprias palavras, elas vinham do lazaro e do wagner mesmo. a alice nao fala essas palavras pq nao é baiana, é paulista no filme ela vem do espirito santo.
(07:49:45) Meu Braço DOI: Pq é tão dificil fazer filme no Brasil???
(07:51:15) Sérgio Machado: Meu BRaço DOI, cinema é uma arte cara mesmo. aqui nao esta especialmente dificil em relação a outros lugares. o maior problema aqui é a distribuição, boa parte da população tb nao pode pagar ingresso. a distribuição é o grande gargalo. mesmo um grande sucesso como dois filhos de francisco é visto por 5 milhões de pessoas, mas o brasil tem 180 milhões!
(07:51:19) AMIGO: VC ACHA QUE EXISTA UM CERTO PRECONCEITO COM RELAÇÃO AO CINEMA NACIONAL PELOS PROPRIOS BRASILEIROS OU VC ACHA QUE ISSO JA FOI SUPERADO, OU QUEM SABE ISSO NUNCA TENHA EXISTIDO NA SUA OPINIÃO?
(07:51:20) ring: sou de salvador , e gostaria de saber do sérgio como está a receptividade aqui em salvador?
(07:51:50) Sérgio Machado: amigo, isso certamente existiu, mas está cada vez mais sendo superado. as pessoas se orgulhavam de dizer
(07:52:26) Sérgio Machado: que nao gostavam, e hj é cafona dizer isso. é muiti ridiculo ter preconceito com filmes do seu proprio país. e nao faz sentido, pq os filmes brasileiros se comunica com o mundo inteiro.
(07:53:24) Sérgio Machado: ring, está maravilhosa. o filme bateu todos os blockbusters americanos esta semana com folga. mas estaria mentindo se dissesse que nao esperava, a gente fez um,a pre-estreia no teatro castro alves para umas 1600 pessoas, todo o movimento de imprensa fazia crer que isso ia acontecer. agora precisamos ver o resto do brasil.
(07:53:34) lua: Sergio quantos filmes vc assiste por semana?
(07:54:35) Sérgio Machado: lua, muitos. desenvolvi um vicio que eu nao consigo dormir sem ver um filme. no meu quarto tem um telão e um fone de ouvido, e minha mulher usa uma mascara pra nao incomodar :) se eu nao assisto um filme, fico insonia, fico ansioso. então pelo menos um por dia, uns 7 por semana.
(07:54:37) samba: Você acha que a uma grande quantidade filmes de médio e baixo orçamento é um melhor caminho para nossa política cultural?
(07:56:24) Sérgio Machado: samba, o melhor caminho é o da diversidade. um filme como 2 filhos, que faz todo esse sucesso, é tao importante quanto "cinema, aspirinas e urubus", que ganhou um premio que o obriga a ser visto por pelo menos 1 miilhão de franceses. o cidade baixa foi vendido pra 30 paises. tem, que ter filmes mais populares, filmes pra ganhar premios em festivais, tudo. em resumo, cada filme bom ajuda e cada filme ruim atrapalha.
(07:56:33) William James: Sérgio, eu tenho 17 anos e gostaria de parabenizá-lo pelo filme. Eu o assisti ontem. Ele é um filme de grande impacto e retrata com muita realidade o dia-a-dia do morador da cidade baixa. Isso fica claro para mim, pois moro em Salvador. Para que isso aparecesse, a escolha dos atores foi muito importante. Também a equipe escolhida foi muito importante para trabalhar todo o potencial do elenco. Além disso, eu te agradeço por ter proporcionado aquele making off junto num colégio de Salvador com o professor Israel, de redação.
(07:58:35) Sérgio Machado: william, tenho falado com estudantes do brasil inteiro depois que descobrimos o potencial com o publico jovem. como estou fazendo agora, virtualmente. falei com umas 5, 6 mil pessoas no brasil inteiro. com o israel faziamos turmas de até 400, 500 pessoas, 4 debates em um dia. como diz a musica, o artista tem que ir aonde o povo está. essa experiencia, e mais o blog do filme (www.cinemaemcena.com.br/cidadebaixa) esrtão sendo canais de ocntato.
(07:58:35) Dmitrius: Qual foi o critério para o processo seletivo dos autores? Voce acha arriscada a escalacao de autores provenientes do Teatro e, principalmente, desconhecidos da televisao?
(07:59:54) Sérgio Machado: Dmitrius, de jeito nenhum. desde o central do brasil usamos o criterio de misturamos atores experientes e misturamos com atores de teatro e não-atores. eu escolhia os elencos do walter salles. um elenco passa por uma mistura desses 3 universos. a obrigacao é abrir testes para atores de todos os lugares, e descobre-se sempre gente muito bacana.
(07:59:56) Victor: Trabalhei no 3 Histórias da Bahia, filme que vc assina um dos episódios e me lembro bem das condições difíceis que tivemos na época. Qual a sensação de voltar a filmar na Bahia, agora com oltar a filmar na Bahia com a estrutura que vc teve para o Cidade Baixa?
(08:01:29) Sérgio Machado: Victor, foi muito mais fácil. o 3 historias foi feito quando ha muito nao se filmava em salvador. eu convidava as pessoas na faculdade pra trabalharem de graça e se dedicarem exlusivamente. o orçamento inicial do filme era de R$ 40 mil, nao da nem pra comprar negativo. foi bacana pra aprender, todo mundo de cinema de salvador vem desse projeto. o "cidade" teve um orçamento em torno de R$ 3 milhões.
(08:03:35) Sérgio Machado: TÔ feliz de estar aqui, é uma pena que acabou tão rápido. como sou um frequentador desta sala, tinha muita curiosidade. fica o convite para verem o filme a partir de amanhã. como estamos competindo com os blockbusters americanos, é otimo usarmos a internet para convidarmos todo mundo. Peço q vejam na primeira semana, pq aí o filme decola e pode ocupar as salas. Um abraço!
(08:03:36) UOL Moderador: O Bate-papo UOL agradece a presença de Sérgio Machado e a participação de todos os internautas. Até o próximo!
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