(06:30:53) Aerton: Olá a todos. É um prazer estar aqui com vocês para conversar sobre sustentabilidade.
(06:33:09) Amanda: Olá Aerton....como você definiria sustentabilidade nos termos atuais?
(06:35:57) Aerton: Apesar de existirem definições dadas pela ONU, como por exemplo: é o modelo de desenvolvimento do presente que garanta que futuras gerações possam atender as suas necessidades, prefiro uma mais simples: queremos nos perpetuar, hoje e amanhã. Portanto, todo o desenvolvimento deve considerar os aspectos econômicos, sociais e ambientias. Não há como uma sociedade se perenizar sem equilíbrio, justiça, condições ambientais adequadas e renda adequada às necessidades básicas de toda a humanidade.
(06:36:17) Siomara: boa noite como saber se essas empresas que se definem como socialmente responsaveis sao de fato isso? que nao se trata apenas de um selinho bobo de "responsabilidade"....???
(06:38:14) Aerton: Temos de tudo. Existem aquelas empresas que tratam o tema com seriedade, assim como outras que tratam apenas como oportunismo de imagem. Cabe, principalmente aos consumidores perceberem a diferença, o que nao é dificil: basta ler as notícias sobre elas, acompanhar os pontos positivos e negativos destas. E, principalmente, puni-las através do não consumo de seus produtos e serviços. Essa é a maior força que temos contra os que tratam da sustentabilidade apenas como imagem.
(06:38:31) Siomara: de quando é, e como surgiu, essa preocupaçao das empresas em serem ou parecerem "sustentaveis"?
(06:39:47) Aerton: Não há uma data ou ano específico. É um processo de tomada de consciência que vem se manifestando ao longo dos últimos séculos, em cada tempo de uma forma diferente. O termo SUSTENTABILIDADE, especificamente, foi cunhado há menos de 30 anos e vem tomando corpo ao longo dos últimos anos.
(06:40:03) gerenteMG: rola muita bobagem de empresa que se diz responsavel mas nao é... tem ai algum mau exemplo de sustentabilidade para contar?
(06:42:32) Aerton: Tenho: o próprio computador que você está usando é um exemplo. Para faze-lo, sao extraidas 2 toneladas de materias primas da crosta terrestre. Sö de água, 1.5 toneladas. Ao final de 2007, mais de 300 milhoes de computadores obsoletos no mundo gerando lixo altamente tóxico. Portanto, antes de ter comprado seu computador você perguntou se a empresa recolhia o antigo ? Antes de dispor o antigo, você se pergunta se alguem precisa dele ? Portanto, a insustentabilidade nao esta apenas nas empresas, mas em todos nos. É uma questao de atitude empresarial e pessoal (cidadã), acima de tudo. É um aprendizado constante.
(06:42:47) bill: hoje, no brasil, quais são as grandes empresas que mais se destacam no quesito sustentabilidade?
(06:44:13) Aerton: Não são muitas. Muito se fala do Banco Real, da Natura, mas existem muitas outras empresas que já têm uma preocupação forte com a questao ambiental e social. Entretanto, mesmo aquelas que mais se destacam reconhecem que ainda existem muitas acoes a tomar no medio/longo prazos. Creio que estamos ainda no início de um processo.
(06:44:24) Roberto: Aerton, boa noite, como esperar um desenvolvimento levando em conta aspectos economicos, sociais, e ambientais num país em q a população mal sabe oq isso significa?
(06:45:59) Aerton: Pois é... só aumenta o desafio. Uma pesquisa do instituto Akatu revelou que apenas 30% dos consumidores sabiam do que se tratava mas mesmo assim poucos (5%) tomou alguma acao contra a empresa em situacao de insustentabilidade. Penso que a conscientização através da educacao é fundamental, mas tambem podemos fazer nossa parte. Por exemplo, com quantas pessoas voced ja falou sobre isso ?
(06:46:04) bill: como as empresas brasileiras estão em comparacao com empresas de outros paises em relacao a sustentabilidade? o interesse pelo assunto no brasil comecou muito ou pouco atrasado?
(06:47:06) Aerton: Por incrivel que pareca o Brasil é uma referencia no tema, em escala mundial. Pouco falamos disso, mas mesmo que tenhamos avancado pouco creio ser motivo de orgulho para todos nos. Avancamos pouco, mas dentre os que avancaram somos o pais que mais andou no tema, com maior numero de referencias.
(06:47:40) Novo: O lixo tóxico é a maior preocupaçao para as geraçoes futuras ?
(06:49:13) Aerton: É o que dizem e realmente é. Mas penso que os problemas sociais sao tao criticos quanto os problemas ambientais. Vivemos, por conta de uma distribuicao equivocada e injusta de renda, um mundo de miserias e violencia, de doencas simples se tornando epidemias, de falta de alimentacao e educacao para grande parte da populacao mundial.
(06:49:33) Gestor Ambiental: Oi boa noite, tudo bem? O que esperar do Governo Federal com relação do Desenvolvimento sustentável na Amazonia tendo em vista a grande degradação que existe atualmente e consequente devastação de vasta area de florestas?
(06:52:07) Aerton: O Governo Federal pode fazer muito mais, entretanto sempre limitado a duas vertentes: marcos legais e licitacoes (pois ele é o maior comprador do país de muitos produtos direta e indiretamente ligados a questao da amazonia). Mas, como disse antes, a maior forca da sustentabilidade nao esta nos governos, mas nos consumidores. Eles é que sao a real forca, pois punem as empresas de forma imediata: no nao consumo de seus produtos. Quando descobrirem essa forca, a realidade certamente mudara numa velocidade muito maior. Vide o exemplo dos consumidores europeus, cujo grau de consciencia mais elevado tem provocado mudancas significativas em empresas brasileiras exportadoras de seus produtos para aquela regiao.
(06:52:26) Denis: Aerton quais os primeiros passos que uma pequena empresa tem que ter para ser sustentavel?
(06:53:05) Aerton: Talvez o pemeiro passo é entender do que estamos falando. Os Indicadores Ethos (livre acesso para download) pode ser um bom caminho para se avaliar.
(06:53:11) Joe Green: Olá Sr. Aerton, boa noite! Já li sua resposta anterior sobre o que é sustentabilidade nos dias de hoje, porém, pergunto: Alcançar a sustentabilidade, no atual modelo econômico é possível? Uma vez que há quem defenda que a expressão "Desenvolvimento Sustentável" é uma expressão contraditória... É possível citar algum grande exemplo que deu certo, que é sustentável? Grato pela atenção!
(06:55:43) Aerton: Existem algumas empresas, como a Interface Floor, a Masisa, dentre outras, que repensaram seus negócios a tal ponto de reinventarem-nos totalmente. Nao vejo como poderemos avancar muito no tema sem inovacoes e rompimento de paradigmas. O termo desenvolvimento sustentável se torna contraditorio pois se pensarmos em outro desenvolvimento que nao sustentavel ele nao tera sentido dado que nao estaremos aqui por muito tempo para receber os benefícios dele. Portanto, náo entendo contrariedade nos termos desenvolvimento sustentavel, mas sim, redundancia. Todo desenvolvimento só tem sentido quando é sustentável.
(06:55:54) Eng. Ambiental: Boa noite senhor Aerton! Como você vê a crescente preocupação de países europeus em desenvolver metodologias de certificação para comprar etanol brasileiro, alegando que a produção não é sustentável? Além disso, você não pensa que seria necessário a existência de metodologias de certificação de sustentabilidade para o petróleo também?
(06:57:08) Aerton: Claro. Metodologias de certificacao tem sido o grande esforço que o mundo busca para a sustentabilidade. Metodologia para calculo de sequestro de carbono, metodologias para calculo de impactos sociais, dentre outros. Apesar de nao temos todos os métodos, muitos ainda serem controversos, estamos caminhando. Temos de continuar na busca.
(06:57:28) Korus: Prezado, Como conciliar os modelos econômicos atuais, de redução extrema de custos para ampliação de mercados com recursos de valor altamente intangível, como água, respeito da comunidade e transparência corporativa ?
(07:00:12) Aerton: Muitos dos estudos e projetos ja realizados mostram que a sustentabilidade tem, em sua essência, a busca pela eficiencia. Por exemplo, a insustentabilidade ambiental aumenta os custos de materias primas no longo prazo, a geracao de residuos e lixos custam para serem movimentados e tratados no campo dos seus impactos, ou seja, tudo isso aumenta o custo mundial, o custo pais e o custo empresa. Do lado da distribuicao desigual de renda, reduz-se a base de consumidores, reduzindo assim o potencial de receita das empresas. Portanto, assim como colesteral, existe o bom e o ruim, acontece com o consumo. Existe o consumo bom e o consumo ruim. Temos de incentivar o bom consumo, aquele que quando realizado em escala potencializa os ativos sociais e ambientais que temos. É um novo modelo de pensar o desenvolvimento de nacoes e empresas.
(07:00:31) MESTRANDO: Boa noite Aerton, como vc vê o papel da comunicação no auxilio da disseminação do conceito de sustentabilidade?
(07:01:47) Aerton: A comunicacao, mais especificamente as agencias de comunicacao, tem um papel fundamental. Elas devem ser usadas nao apenas para incentivar o consumo dos produtos, mas principalmente para incentivar o consumo conscientes dos produtos e servicos. Nao é o que tem acontecido no presente, mas tenho acompanhado discussoes setoriais de empresas de comunicacao onde já comecam a se perguntar sobre a responsabilidade de seus papeis.
(07:02:01) Korus: Aerton, é possível adotar um denominador técnico, científico e econômico comum para questões de sustentabilidade cada vez mais transversais ?
(07:02:21) Aerton: É o único caminho Korus.
(07:02:29) LUIZGALO: Aerton boa noite, como anda o protocolo de kyoto? EUA já assinou?
(07:03:29) Aerton: Os Estados Unidos, como naçao, ainda nao. Mas ocorre um fato interessante: muitas cidades (mais de 500) americanas, assim como alguns estados, o fizeram. Esperemos que com a troca de comando para breve essa realidade se torne em escala federativa.
(07:03:40) Negrao: Sr Aerton, as pequenas empresas trabalham em uma forma sustentavel ?
(07:04:01) Aerton: A grande maioria nao, ate porque nao tem clara a nocao do que seja isso.
(07:05:07) Gestor Ambiental: Sou do interior de SP, moro perto da usina de porto Primavera, e vejo que foram mais de 20 anos para ser feito a usina porem nesses anos não foram feitas obras de sustentabilidade prevendo grande impacto am,biental, como o senhor ve essa vertente governamental em deixar por ultima a questão ambiental em prol do desenvolvimento sabendo que poderia ja serem feitos diversos processos para assim diminuir futuro impacto ambiental , porque o governo não age antes de acontecer o problema, sendo p´ro ativo com relação ao problema futuro.
(07:07:06) Aerton: O Brasil nao tem, em seu modelo de Estado, mecanismos que garantam o planejamento de longo prazo como outros paises. Vivemos a briga do orcamento anual, e nesse contexto, os projetos de longo prazo ficam expostos a mudancas direcao a cada 4/8 anos. Os projetos de sustentabilidade sao, quase sempre, de longo prazo. Vejam o que vivemos no campo da infra-estrutura e tomem dai um exemplo do que falo.
(07:07:17) Mineira: Aerton , A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro. Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista alguns requisitos básicos , quais seriam eles?
(07:09:47) Aerton: Primeiro: ele deve ser rentavel economicamente, pois do contrario nao faz sentido. Segundo: para se obter o lucro, nao pode deixar um passivo ambiental e social a ser pago pela sociedade hoje e no futuro. Terceiro: ele deve levar em conta que os recursos ambientais sao finitos e os sociais infinitos. Daí, pode-se dizer que temos as principais diretrizes para um empreendimento sustentavel. Isso de forma geral falando. Cada caso, cada setor da economica, tem suas especificidades. Para quem quiser se aprofunda mais nisso, sugiro ler sobre o "The Natural Step", onde sao aprensetadas 4 condicoes sistemicas interessantes para o desenvolvimento sustentavel.
(07:09:56) Novo: As leis brasileiras incetivam a sustentabilidade ou estamos atrasados nesse quesito?
(07:10:07) Aerton: Muito atrasados, muito mesmo.
(07:10:15) Lea: sistema de cooperativas podem ser interessantes para a sustentabilidade?
(07:11:03) Aerton: Quando adequadamente montados e operados sim. Isto porque eles reduzem os atravessadores, melhoram a distribuicao de renda e reduzem os custos individuais pois operam em escala. É um bom caminho principalmente para pequenos empreendimentos.
(07:11:09) Marcos: Sr Aerton, o que o Sr acha das cotas de carbono criadas para que os países reduzam a poluição? O caminho é por aí mesmo ou existem outras alternativas?
(07:12:10) Aerton: Talves a cotas de carbono, principalmente no que se refere a sua comercializacao no mercado, talvez seja o mecanismo mais inteligente, interessante e viável para incentivar as acoes em sustentabilidade.
(07:12:23) Eng. Ambiental: Como o senhor encara o fato de que a maioria das empresas que tentam se mostrar sustentáveis só o fazem em busca de uma auto-promoção? A conscientização sempre será vinculada ao lucro?
(07:13:51) Aerton: Sabe, até as empresas que o fazem dessa forma contribuem para o movimento. E sabe porque ? Porque expressam suas incoerências e fazem com que pessoas, como vocë por exemplo, percebam-nas. Só poderia ser melhor se os que percebessem essa forma hipócrita de tratar de um tema tao serio fosse seguido de uma punicao do consumidor em relacao a ela de forma simples: nao consumindo seus produtos e serviços.
(07:14:02) Leandro T.B.: Boa noite, Aerton. Qual a sua opinião sobre a posição da União e dos estados em afirmar que a "sustentabilidade" (licenciamento) é cheia de burocracias e o entrave para o desenvovimentos do país, já que vivemos num sistema cheio de burocracias. Pode citar algumas possíveis soluções?
(07:15:26) Aerton: Reflete a ingorância do Estado em relacao ao tema. Sugiro a leitura da entrevista da ex-ministra Marina Silva na revista "Pagina 22" da Fundacao Getulio Vargas. Ela fala exatamente sobre esse desconhecimento. Entretanto, nao podemos deixar de negar que existe sim uma burocracia que poderia ser mais objetiva, pragmatica e veloz. O que nao se pode é dizer que por ser lenta, nao devemos pratica-la.
(07:15:38) Guri: Aerton.Recentemente fiz um curso oferecido pelo Ministério do Planejamento sobre sustentabilidade,a nível de pós-graduação.Implantar atitudes sustentáveis na sua organização é muito caro,talvez aí esteja a grande dificuldade das pequenas e médias empresas.o q vc tem a dizer sobre isso?
(07:18:04) Aerton: Deixa de ser caro se a empresa quiser aprender sozinha. Existe material farto para isso. Ficará caro se a empresa "terceirizar" esse entendimento. No que se refere à implantacao de tecnologias que exijam investimentos, existem hoje linhas de financiamento muito interessantes do proprio BNDES. Acho que dizer que é oneroso pode nao nos levar a algum lugar. A questao é mais no plano da consciencia. Mas, se um pequeno empreendimento gerar um passivo ambiental e social muito sério, ele é, sistemicamente falando, ineficiente e deve realmente ser repensado. Mas penso que, na maioria dos casos, nao estamos falando de grande vultos a serem investidos. O maior vulto é de tempo, vontade de quebrar paradigmas, de inovar.
(07:18:22) Danilo Alvim: Como resolver a questão da sustentabilidade, no curtíssimo prazo, se a necessidade por aumento de produção para absorver o consumo crescente e a demanda de empregos? A questão da sustentabilidade não deveria passar imediatamente por um novo modelo econômico global?
(07:19:22) Aerton: Sim, mas a possibilidade disso ocorrer é apenas com uma crise aguda, creio eu, e que estamos longe de perceber que já chegamos nela. Somos como sapos, que pulam quando jogados em agua quente, mas que morrem se colocarmos em agua gelada e esquentarmos aos poucos.
(07:19:28) Thiago_Florestal: Srº Aerton: Lendo todas as definições e refletindo sobre desenvolvimento sustentável acredito que só vamos realmente conseguir quando tivermos um crescimento demográfico negativo, o senhor concorda?
(07:20:52) Aerton: O crescimento demografico negativo pode nao contribuir com a mudanca do patamar de consciencia dos que ficarem. Nao creio que tenha correlacao direta, em que pese a reducao da populacao certamente exigiria uma menor pegada ecologica planetaria. Mas o caminho deve ser outro. O mundo tem condicoes de alimentar e acolher a todos os presentes e futuros. É uma questao de "como" e nao de "quanto" a meu ver.
(07:21:02) flavio: Aerton, de uma maneira mais simples e prática, com a politica economica que hoje vivemos, é quase impossível ser sustentável e obter lucro ao mesmo tempo. Porém não podemos ficar de braços cruzados. O que fazer então, começar por onde?
(07:22:27) Aerton: Nao concordo com a afirmacao. Dos muitos projetos que fazemos com empresas de todos os portes, ocorre o contrário. A sustentabilidade melhora os resultados. O problema é que as cabecas hoje pensam apenas na vertente economica. Precisam passar a inserir 2 novas variaveis nessa equacao: o meio ambiente e a sociedade. Ao fazer isso de forma eficiente, se percebe que a sustentabilidade melhora os resultados. A questao economica atual so torna mais complexa a variavei, mas nao impossivel.
(07:22:37) Danilo Alvim: A sustentabilidade não deveria ser algo institucionalizado em todo o mundo, começando por incluir esse tema como matéria de ensino fundamental, assim estaríamos moldando as futuras gerações?
(07:23:49) Aerton: Tem toda razao. Essa é, inclusive, nossa busca. Mas mudar o curriculo do ensino, em suas diversas esferas, nao é simples. Tivemos a experiência de participar da criacao do Uniethos, voltado a incentivar o setor acadêmico a inserir a sustentabilidade de forma transversal nas diversas carreiras. Nao foi e nao é facil.
(07:23:57) Danilo Alvim: O Brasil não estaria perdendo o bonde da oportunidade, em adotar um modelo mais austero de sustentabilidade e servir de modelo global?
(07:25:28) Aerton: O Brasil, em alguns setores (como no etanol, por exemplo) é lider. O Brasil tambem é lider em muitas praticas empresariais. Entretanto, somos tao avancados em alguns aspectos e tao atrasados em outros (como na educacao, por exemplo). Qualquer pais perderá o "bonde"... e o pior.. talvez nao existirão outros bondes que passem para quem perder este.
(07:25:37) isabel_ufmg: Aerton, as grandes corporações estão hoje bastante interessadas em desenvolver políticas sustentáveis, muitas vezes em projetos paralelos à real inserçaõ da empresa. Contudo, estas ações são realmente significantes? Ou muitas delas não passam apenas de publicidade?
(07:27:52) Aerton: Todos fazem essa pergunta. Veja, todo aprendizado passa por fases. Existe a fase da ignorância, a de nao saber, e achar que apoiar uma creche é ser sustentavel. Depois, vem a fase de se questionar sobre os negocios, a fase da negacao, da aceitacao. Tudo é um processo e todo caminho é valido. Só nao vale a hipocrisia, ou seja, quando a empresa aprende o que é e como deveria fazer e nao o faz por diversas razoes. Nao temos resposta para tudo ainda, mas precisamos ser transparentes, nas empresas, em relacao ao nosso impacto e ao que estamos realmente dispostos a fazer.
(07:28:08) Hagan: Muitas empresas se auto denominam "sustentavel". Eu mesmo tenho observado, que em muitos casos são apenas marketing inconsequente. Voce não acha que há necessidade de uma regulamentação.
(07:29:33) Aerton: Nao acredito em regulamentos. Regulamentos, na maioria das vezes, sao construidos para serem burlados, ainda mais em um pais com uma justica como a nossa, lenta. Creio no consumidor, em mim, em voce e todos que estao nessa sala. Nos somos a real forca da sustentabilidade. Antes de comprar qualquer coisa, tente se fazer a seguinte pergunta: eu sei o que estou comprando ? O que sei sobre esta empresa ? Ela merece meu dinheiro ?
(07:30:13) Aerton: É isso. Vou me despedindo... Espero que tenham gostado e espero, sinceramente, que essas 230 pessoas que estao aqui mudem, de fato, seu comportamento como consumidor. Um grande abraco a todos e todas.
(07:30:23) Moderador/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de todos os internautas. Até o próximo!