UOL Bate-papo

  • pessoas online
  • 7.577 salas abertas
  • 378.850 lugares

Bate-papo com convidados

BATE-PAPO COM Caio Guatelli - 21/01/2010 às 17h00

Repórter fotográfico da

Repórter fotográfico da "Folha de S.Paulo" que acaba de voltar do Haiti, onde fez a cobertura sobre o terremoto de magnitude 7,0 na escala Richter que devastou o país mais pobre da América no último dia 12, conta o que viu e comenta a situação da população. Entre os prêmio que Caio Guatelli já recebeu estão o "Prêmio Abril de Jornalismo", em 2005, e o "Prêmio Folha de S. Paulo de Jornalismo", em 2008. Também foi finalista do "Conrado Wessel Art Prize" em 2009.

  • Acompanhe o especial Terremoto no Haiti no UOL
  • Forças humanitárias continuam na ajuda ao Haiti
  • Lula diz à ONU que Brasil está disposto a aumentar doação
  • Leia todas as notícias publicadas sobre o tremor na "Folha"
  • Saiba mais sobre o fotógrafo enviado ao Haiti

  • (04:59:47) Caio Guatelli: Boa tarde

    (04:59:52) Mastrangelo: Boa Tarde

    (04:59:54) castellanonyc: esse guatelli eh ninja mesmo!

    (04:59:57) tati: boa tarde Caio, tudo bem?

    (05:00:01) Alice: boa tarde

    (05:00:10) Caio Guatelli: Tudo bem pessoal!

    (05:00:58) Moderadora/UOL:

    Haitianos vitimados pelo terremoto que atingiu Porto Príncipe recebem primeiros socorros em instalação hospitalar improvisada a céu aberto na base do exército brasileiro (crédito: Caio Guatelli/Folha Imagem)

    (05:00:04) Mastrangelo: Caio blz/???? onde vc ficou nos dias em que esteve no Haiti?

    (05:00:51) Caio Guatelli: Olea Mastrangelo. Fiquei hospedado na Base do Exercito Brasileiro, em Porto Principe

    (05:01:03) Shinoda: Olá Caio, tudo bem ? Meu nome é Alessandro Shinoda, também sou fotojornalista. Quero parabenizá-lo pelo seu trabalho e minha pergunta é a seguinte: o que você diria para outros amigos fotojornalistas sobre as dificuldades e o dia-a-dia dessa cobertura, pois nós fotógrafos diferenciamos de outros repóteres pelo fato deles não necessariamente precisarem estar em área de conflito para escrever a matéria diretamente; mas para se fazer uma imagem precisamos estar lá diante da situação, sendo ela boa ou não. Obrigado.

    (05:02:57) Caio Guatelli: Tudo é difícil, especialmente no Haiti. Não era só o terremoto, havia muita fome e insegurança também. O importante é seguir os instintos e respeitar seu medo. O medo me guiou muitas vezes dentro daquela cobertura.

    (05:03:35) joca: qtos dias ficou lá? chegou qdo, foi embora qdo? e tá sabendo sobre esses novos tremores? oq pode acontecer com o pouco que restou depois deles?

    (05:04:12) Caio Guatelli: Fiquei lá do dia 13 ao dia 18.

    (05:05:00) Mara: Oi Caio vc já estava no Haiti fazendo alguma cobertura ou foi depois do terremoto?

    (05:05:25) Caio Guatelli: Eu e o Fabiano Maisonave, repórter da Folha de S. Paulo, chegamos super rápido a Porto Principe, fomos uma das primeiras equipes de reportagem a chegar ali. Eu saí de São Paulo cerca de 10 horas depois do episódio.

    (05:09:23) Moderadora/UOL:

    Caio Guatelli, fotógrafo da "Folha de S.Paulo", conta o que viu e comenta a situação da população no Haiti após o terremoto do último dia 12 (crédito: Caio Guatelli/Folha Imagem)

    (05:06:02) cocota: boa tarde, caio! pelo que temos visto na impressa a situação lá é bestial. de dar inveja a saramago e meirelles e suas visões em "o ensaio sobre a cegueira". é isso mesmo? oq dizer?!

    (05:06:59) Caio Guatelli: É realmente indescritível, nunca imaginei tamanha destruição e sofrimento juntos. Quando eu cheguei não havia a menor organização por parte da ONU, era haitiano salvando haitiano...

    (05:08:02) maroca: Quais são os riscos de um repórter diante desse trabalho

    (05:09:04) Caio Guatelli: Os riscos são enormes, próximos ou igual a morte. Estive em meio a tiroteios, saques, e muitas confusões.

    (05:09:29) castellanonyc: Caio, qual foi o seu maior desafio la no haiti?

    (05:10:01) Caio Guatelli: Sobreviver para relatar era meu desafio.

    (05:10:30) Angélica: mas e a insegurança?o medo?isso nao te afetou?

    (05:11:02) Caio Guatelli: afetou muito. Por várias vezes eu liguei para a Folha de S. Paulo avisando que eu não aguentava mais... Mas segui em frente até onde o medo me deixava seguir.

    (05:16:26) Moderadora/UOL:

    "Sobreviver para relatar foi meu maior desafio no Haiti", afirma o fotógrafo Caio Guatelli; na foto, vítimas do terremoto recebem primeiros socorros em instalação hospitalar improvisada a céu aberto na base do exército brasileiro (crédito: Caio Guatelli/Folha Imagem)

    (05:11:21) Shinoda: E numa situação como essa, vc prioriza o medo mais do que instinto ?

    (05:12:45) Caio Guatelli: depende do momento. Na primeira vez que me senti ameaçado eu corri. No dia seguinte a mesma ameaça já não me fazia o mesmo efeito. Cheguei ao ponto de estar em pé no meio de uma rua em fogo cruzado. Foi quando fotografei o haitiano morto com um tiro em sua nuca.

    (05:12:55) Press: como vc conseguia transmitir seu material... e fazia em tempo real.. ou antes do fechamento..?

    (05:13:52) Caio Guatelli: Eu encontrei internet em dois lugares, no aeroporto (onde aparentemente alguém esqueceu uma rede sem fio aberta) e na Base do Exercito Brasileiro. Eu transmitia numa correria tremenda, com um olho no relógio o tempo todo... Tanto aeroporto quanto Base do Exército ficavam em caminhos cheios de transito e destroços. Era demorado o deslocamento. As vezes eu tinha que desistir de um evento que podia culminar num salvamento e priorizar a transmissão do que eu ja tinha em mãos.

    (05:15:23) belem: por que vocês já voltaram ao Brasil?

    (05:16:11) Caio Guatelli: Da Folha fui o único que voltou. Voltei porquê eu pedi pra voltar. Eu achei que já tinha feito minha parte e já tinha passado de meu limite em algumas vezes.

    (05:16:31) alice: oi, caio. como é cobrir esse tipo de tragédia? dá pra separar o profissional do pessoal? como vc se sente como fotógrafo e como ser humano?

    (05:18:36) Caio Guatelli: Ser humano é um só, não consigo ser durão enquanto estou com a câmera por todo o tempo, também me entreguei as lagrimas

    (05:18:48) Moderadora/UOL:

    Família Lochar faz foto para Caio Guatelli em frente sua casa destruida, na periferia de Porto Principe (crédito: Caio Guatelli/Folha Imagem)

    (05:18:56) PARANA: VC SENTIU ALGUM TREMOR LÁ

    (05:19:26) Caio Guatelli: Senti dois, mas foram fracos. O maior deles de 4.7 graus

    (05:19:36) Roberto: Quando você ficou sabendo que iria cobrir essa tragédia, você tinha a dimensão da destruição do terremoto?

    (05:20:50) Caio Guatelli: Não tinha idéia do tamanho, nem tive tempo de descobrir. Todo o tempo que eu tinha era o de arrumar a mala e correr para o aeroporto. Quando eu chegeui lá fiquei chocado.

    (05:20:59) LOIRINHA LINDINHA: OQ DE MAIS ABSURDO VC ENCONTROU LA??????

    (05:22:39) Caio Guatelli: Tudo era absurdo: A condição de vida do haitiano, o tamanho da destruição, a quantidade de mortos e feridos, a incapacidade das autoridades internacionais de começar a agir rapidamente, a expressão nos rostos das pessoas

    (05:22:45) francisco - lins: fiquei muito assustado com o que aconteceu, tenho um amigo meu do exercito que ainda está lá, ele sobreviveu, mas a agonia de um contato permaneceu por muito tempo, ele acha que o pior está por vir, devido as infecções, você acredita que isto pode ocorrer por lá?

    (05:23:53) Caio Guatelli: Acho que pode piorar se acontecer mais algum tremor, mas difícil imaginar um cenário pior do que já é

    (05:24:02) Moderadora/UOL:

    "Tudo [no Haiti pós-terremoto] era absurdo: a condição de vida do haitiano, o tamanho da destruição, a quantidade de mortos e feridos, a incapacidade das autoridades internacionais de começar a agir rapidamente, a expressão nos rostos das pessoas" (crédito: Caio Guatelli/Folha Imagem)

    (05:24:02) Shinoda: Olá Caio, como vai ? Miha pergunta é a seguinte : houve situações onde vc teve que por a câmera de lado pra se recompor e continuar adiante ? Obrigado.

    (05:25:22) Caio Guatelli: Sim, dentro do hospital universitário ao ver centenas de feridos sem ajuda. Não havia nenhum medicamento e nenhum médico, era um hospital com feridos e seus parentes e mais ninguém

    (05:25:39) castellanonyc: Caio, vc classifica essa a cobertura mais dificil na sua carreira?

    (05:26:32) Caio Guatelli: foi a mais difícil de minha carreira sim

    (05:26:40) Mastrangelo: Vc teve medo de fotografar quando o Haitiano levou o tiro na nuca e os outros começaram saquea-lo???

    (05:28:21) Caio Guatelli: Sim , muito medo. Queria sair correndo mas o instinto me dizia que eu podia insistir ali mais um pouco. Ali fiquei por uns 5 minutos vendo e registrando as reações das pessoas que passavam por ali E os tiros estourando para todos os lados...

    (05:28:32) Mael: o que você achou sobre os trabalhos dos militares norte-americanos no Haiti?

    (05:30:09) Caio Guatelli: Sensacional. Os caras são foda! Não há nenhuma outra nação com o poder de ajuadr como os norte americanos. Eu que era meio contra eles hoje sou admirador. Eles foram são os mais valentes e os que mais estão ajudando

    (05:30:13) Moderadora/UOL:

    Dias após o terremoto, haitianos passam por casa destruída em rua de Porto Príncipe (crédito: Caio Guatelli/Folha Imagem)

    (05:30:16) caeBIKE TECH: onde poderemos acompanhar mais fotos suas dessa cobertura??

    (05:31:08) Caio Guatelli: vou criar uma galeria com as fotos dessa cobertura em meu site: www.caioguatelli.com.br devo fazer isso ainda hoje

    (05:31:22) joca: e a situação dos bandidos que voltarao as ruas e estao saqueando o "insaqueavel"? viu mto disso? como isso pode acontecer? é inexplicavel, inacreditavel pra mim...

    (05:33:27) Caio Guatelli: Difícil saber quem são os bandidos. Ali estão todos morrendo de fome e de sede. Não sobrou quase nada... O que sobrou não dá pra dizer que tem dono, não dá pra chamar de bandido quem consegue achar um saco de batatas ou uma TV perdida em meio ao concreto destruido

    (05:33:32) lol: as pessoas abordavam você na rua? Diziam o que?

    (05:35:31) Caio Guatelli: no dia 14 eu era um dos poucos fotógrafos que perambulava pelas ruas de Porto Princípe, fui bastante aboradado nesse dia. As pessoas pediam ajuda para tirar seus parentes de baixo dos escombros, indagavam o meu sentimento, tentavam me deixar acuado... Todos estavam com medo, tanto eu quanto eles

    (05:35:59) zinza: que experiências anteriores te ajudaram a enfrentar esse desafio diante dessa tragédia?

    (05:37:37) Caio Guatelli: O dia-a-dia em São Paulo, com as coberturas de enchentes, incêndios, seca, crimes...

    (05:33:31) Moderadora/UOL:

    Mais fotos de Caio Guatelli no Haiti podem ser vistas, em breve, no site www.caioguatelli.com.br (crédito: Caio Guatelli/Folha Imagem)

    (05:37:46) amigo: para vc esse desastre e comparado a uma guerra mundial

    (05:39:01) Caio Guatelli: O resultado é semelhante. A solução também. Temos todos que ajudar essas vítimas, recebê-los em nosso país e ajudar quem não consegue sair de lá

    (05:39:14) Alice: caio, vc que esteve in loco e tem noção da real dimensao do estrago... como vc enxerga a intervenção da ajuda humanitaria? pq paises tao desenvolvidos nao consequem dar uma ajuda um pouco mais eficiente e organizada?

    (05:41:40) Caio Guatelli: O estrago foi grande demais. Talvez seja impossível recosntruir aquela cidade e até o país. A ajuda demorou a chegar. Da ajuda que chegou me deixa impressionado a ajuda americana. Mas é tudo muito difícil, a extensão da tragédia é imensa, talvez não caiba naquele espaço toda a ajuda necessária para reerguer aquele povo

    (05:42:41) Caio Guatelli: Quando digo que me deixa impressionado a ajuda dos americanos quero dizer que eles estão ajudando muito, muito além do que qualquer outro povo

    (05:42:28) joyce: para muitas pessoas religiosas acreditam q o acontecimento no haitie trata-se do fim dos tempos o q vc tem a dizer sobre essa opiniao??vc acha ela valia??

    (05:43:27) Caio Guatelli: acho que o planeta é frágil, e temos que aprender a respeitá-lo

    (05:43:31) felipao-alpha: caio, sei que vc tem uma filha.O que vc falará para ela quando ela estivermaior sobre a sua ida a este pais e nestas circunstancias?

    (05:42:23) Moderadora/UOL:

    Haitianos vitimados pelo terremoto que atingiu Porto Príncipe recebem primeiros socorros em instalação hospitalar improvisada a céu aberto na base do exército brasileiro (crédito: Caio Guatelli/Folha Imagem)

    (05:45:59) Caio Guatelli: Meu filho, apesar dos seus 3 anos de idade, já demonstra entender que o que se passou foi algo imensamente triste.

    (05:46:02) san: Assim como a tragédia, teve também o lado bom da ajuda humanitária, como foi fotografar esse lado?

    (05:48:43) Caio Guatelli: É impressionate ver como uma pessoa se coloca em risco para salvar uma outra que nunca viu na vida. Me senti encorajado ao ver bombeiros e soldados entrando e saindo do meio dos destroços em busca de sobreviventes. Aquilo me fez sentir na obrigação de ser mais solidário, de ajudar mais, em qualquer situação do dia-a-dia

    (05:48:51) Déa: Boa tarde Caio, parabéns pelo teu trabalho. como vc pode relatar o trabalho do exercito brasileiro? vc acredita que o foco da missão possa mudar para reconstrução ?

    (05:51:16) Caio Guatelli: O exército brasileiro fez pouco perto do que poderia ter feito enquanto estive por lá. Vi dezenas de médicos das forças armadas esperando órdens superiores para entrar em ação, essa espera durou 2 dias. Foram dois dias que eles ficaram parados em Porto Principe enquanto pessoas morriam no hospital universitário, onde não havia ajuda internacvional nenhuma

    (05:51:25) Abner: Depois dessa você obteve um visão diferenciada do Haiti ?

    (05:52:48) Caio Guatelli: Eu já conhecia o Haiti e suas dificuldades. Me surpreendeu um terremoto "escolher" um lugar tão devstadao para aumentar ainda mais a agonia

    (05:53:00) m2p: Caio, depois desta experiência, o que você acha que mudou pra você? E para o mundo?

    (05:53:55) Caio Guatelli: Temos que respeitar mais uns aos outros e ao nosso planeta. Toda essa relação é frágil demais.

    (05:51:21) Moderadora/UOL:

    Em 12 de janeiro um terremoto de magnitude 7,0 na escala Richter devastou o Haiti, país mais pobre da América; na foto, exército brasileiro socorre vítimas em instalação hospitalar improvisada (crédito: Caio Guatelli/Folha Imagem)

    (05:54:26) Doraemon: Como você enxerga o papel de fotógrafo em tragédias como essa? Como você lida com o dilema: Ajudar ou registrar?

    (05:54:45) Caio Guatelli: meu registro é minha ajuda

    (05:57:47) Moderadora/UOL:

    Haitianos sobem em escombros de loja em rua do centro de Porto Príncipe para obter alimentos e produtos de valor (crédito: Caio Guatelli/Folha Imagem)

    (05:55:06) Cibele: suas fotos ficaram incriveis...pena q são tristes!

    (05:55:19) Mah Freitas: Ola, boa tarde, acabei de entrar no bate papo. Eu faço Jornalismo, gostaria de lhe parabenizar pelo seu trabalho, pela garra e coragem que voce mostrou.

    (05:55:19) ÁRY: VC É MUITO CORAJOSO

    (05:55:36) Manu: As fotografias me impressionam, parabéns pelo seu trabalho, mesmo sendo tão dificil estar ao lado de tanta gente necessitada.

    (05:55:41) rogerio assis: caio, parabéns pela cobertura.

    (05:57:45) Caio Guatelli: Obrigado pelo apoio. Foi muito difícil. É muito bom saber que meu trabalho funcionou para espalhar o drama e a ncessidade daquele povo.

    (05:57:49) castellanonyc: Caio, em algum momento vc deixou de ser fotografo para ajudar? como vc lidou com isso, pois te conheco a muitos anos e sei a pessoa humanitaria que vc! isso foi uma dificuldade pra vc? de nao se envolver com a dor do povo Haitiano?

    (05:59:47) Caio Guatelli: Olá Joãozinho. Eu parei para ajudar uma menina de 14 anos que tinha a perna esquerda esmagada. Deixei de fotografar e fui buscar ajuda no exercito brasileiro a mais de 20km dali. Pedi para alguem ir salva-la. Eles ao menos tentaram...

    (06:02:45) Moderadora/UOL:

    Policial haitiano tenta conter debandada no centro de Porto Príncipe; após o terremoto policiais e saqueadores entraram em conflito em vários pontos da cidade (crédito: Caio Guatelli/Folha Imagem)

    (05:59:50) baiano: Voce não acha que os países ricos devem gastar menos com "defesa de soberania", e sim com ajudas humanitárias, não propriamente depois de acontecida uma tragédia desta dimensão, mas já de forma preventiva, e, principalmente para aliviar o sofrimento das pessoas dos países mais pobres??

    (06:01:34) Caio Guatelli: Sem dúvida. Guerra não é coisa de gente, quem gasta com guerra só vai perder

    (06:01:38) alex esteves: Caio, tudo bem? Diante de tantas coisas inéditas para fotografar, como você fazia para se concentrar e mirar no que mais importava?

    (06:02:39) Caio Guatelli: não sei dizer, tentava respirar fundo e imaginar que não falatava muito para acabar...

    (06:02:46) Ira: Nas fotos mostradas pela imprensa, vemos muitos corpos pelas ruas, mas estes corpos não apresentão ferimentos tipo, cabeça esmagada, braços etc, do que exatamente estas pessoas morreram?

    (06:03:58) Caio Guatelli: morreram por esmagamentos sim, por falta de ar, pelo impacto...

    (06:04:04) Moderadora/UOL:

    Soldado americano chora pouco após deixar escombros de supermercado local; resgate teve que ser interrompido pois havia risco de novos desabamentos (crédito: Caio Guatelli/Folha Imagem)

    (06:04:05) Shinoda: Vc pretende usar suas imagens pra ajudar essas pessoas de alguma maneira ?

    (06:05:47) Caio Guatelli: acho que já estão ajudando não é? Eu acho que o brasileiro que viu minhas fotos ficou mais sensibilizado a ajudar. Seja doando, fazendo uma prece, oferecendo abrigo, dando sua mão ao que chora...

    (06:06:44) Caio Guatelli: Obrigado a todos pelo apoio. Espero ter ajudado. Grande abraço e sorte aos que estão por lá.

    (06:07:21) Moderadora/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Caio Guatelli e de todos os internautas. Até o próximo!
    Produtos UOL
    Antivírus
    Backup
    Assistência Técnica