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Bate-papo com convidados

BATE-PAPO COM Laurentino Gomes - 27/02/2008 às 20h00

Laurentino Gomes fala de história do Brasil e do best-seller

Jornalista fala sobre o livro "1808", que relata como a fuga de D.João 6º mudou a história do Brasil e de Portugal há 200 anos. A obra é fruto de 10 anos de pesquisa jornalística e consta como um dos livros de não-ficção mais vendidos atualmente no país.

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  • 200 anos depois, D. João 6º invade bibliotecas brasileiras
  • Saiba mais sobre o livro "1808"
  • Mostra aborda abertura dos portos


  • (08:06:50) Laurentino Gomes: O livro "1808" é uma reportagem da revista Veja que não chegou a ser publicado na época, mas será publicada na semana que vem. Era uma série de especiais com suplementos chamada "A Aventura do Descobrimento".

    (08:04:54) pedro: Boa noite! vc tem outros livros escritos? Quais são?

    (08:08:52) Laurentino Gomes: pedro, eu sou um calouro neste mundo dos livros. Tenho muitas reportagens escritas, pois trabalhei 30 anos anos como jornalista. O livro nada mais é do que uma reportagem mais longa, exaustiva e profunda. Ele não tem uma linguagem acadêmica, procura ser muito didático com o leitor comum sem ficar na superficialidade. Por exemplo, procurei fazer uma análise um pouco mais aprofundada do motivo de a corte ter vindo para o Brasil. Estão surgindo trabalhos de historiadores muito bem escritos. Agora está na hora de libertar um pouco a narrativa histórica do jarguão acadêmico.

    (08:04:58) Vitor: Como um livro que não interessa a tanta gente assim foi parar na lista de mais vendidos?

    (08:10:23) Laurentino Gomes: Vitor, eu não esperava que ele tivesse esta enorme repercussão. É uma boa surpresa, significa que as pessoas se interessam pela história do Brasil. O jornalista leva uma vantagem ao contar como os fatos aconteceram tornando mais didático. Por exemplo, ao falar que um escravo no RJ há 200 anos custava 298 réis tem que explicar quanto custaria hoje.

    (08:12:41) Laurentino Gomes: Eu me perguntava como iria explicar para os leitores como um rei e uma rainha fugiram de um país. Então fiz uma analogia com o presidente da república, onde todos, inclusive os ministros, iam embora do país. Hoje seria possível reconstuir um país com a saída do rei, mas naquela época não era possível. O rei não era só o governante de Portugal, era o símbolo da personalidade portuguesa. Então Portugal ficou um território vazio, sem identiedade e a mercê das invasões. O portugueses se sentiram enganados.

    (08:05:09) joana: Alguma coisa te surpreendeu nessa pesquisa?

    (08:15:41) Laurentino Gomes: joana, havia uma excessiva caricatura dos personagens do rei D. João VI devido aos historiadores portugueses e da rainha Carlota Joaquina devido aos historiadores brasileiros. Ela não era esta rainha devassa que aparece.

    (08:15:48) Moderadora/UOL:

    Escritor e jornalista Laurentino Gomes comenta a história do Brasil e seu livro "1808" (crédito: Priscila Gomes/UOL)

    (08:07:12) chalaça: Laurentino, boa noite. Dá pra imaginar o que seria do Brasil se a família real não tivesse se mudado para cá?

    (08:17:57) Laurentino Gomes: chalaça, se a corte portuguesa não viesse para cá em 1808 este Brasil que conhecemos hoje não existiria com esta identidade nacional porque até 1807 não existia um país aqui. Existiam fazendas, a língua portuguesa e o governo português em comum. Não havia comunicação, imprensa e estradas, estas eram proibidas de serem construídas oficialmente para combater o tráfico. O governo mantinha a população separada para poder controlar e havia muitas revoltas populares. Então se a corte não tivesse vindo para cá o Brasil teria se desintegrado em três ou mais partes assim como aconteceu com a América espanhola.

    (08:07:12) Carril: Boa noite. Além do livro vc poderia contar o que fará sobre 1808?

    (08:19:59) Laurentino Gomes: Carril, este livro me gerou novas oportunidades. Um deles é o audiobook ou audiolivro. É uma mídia muito comum nos EUA, mas pouco explorada no Brasil. É útil para cegos e também para ouvir no trânsito. Também um livro todo ilustrado em aquarela e uma exposição.

    (08:07:25) joana: Como escrever um livro de história sem ser chato e cair no didatismo da escola?

    (08:21:16) Laurentino Gomes: joana, é preciso uma disciplina muito grande na forma de pensar o livro e planejar. Fiz com capítulos curtos e com muita ilustração. É uma grande reportagem. Sobre as fontes, embora este livro seja de reportagem, a sua metodologia é acadêmica. Claro que faço algumas conjecturas do que seria o Brasil sem a vinda da corte. Fiz questão de citar todas as fontes. Usei bastante fontes de internet como o Google e Wikipedia para ter referências para chegar às fontes primárias, aquelas que têm credibilidade.

    (08:23:06) Laurentino Gomes: ..........

    (08:15:57) Sonia: Quanto tempo demorou entre as pesquisas e o término do livro?

    (08:24:23) Laurentino Gomes: Sonia, demorou bastante tempo. Comecei em 1997 e a medida em que foram se aproximando o período das comemorações eu fui acelerando. O trabalho final foi bastante rápido porque a pesquisa tinha sido bem organizada.

    (08:15:58) pedro: O q vc acha de adaptações como a que o Fantástico fez pra contar a história pro povo. É valido?

    (08:27:25) Laurentino Gomes: pedro, é válido no sentido de ajudar a popularizar a história do Brasil. No começo do livro faço uma observação a respeito da excessiva caricatura da Carla Camurati no filme "Carlota Joaquina...". A televisão tende a puxar estas obras para a caricatura ao contrário do livro. É natural que se puxe mais para o estereótipo, para o pitoresco. O primeiro impulso do jornalista é ir para o pitoresco narrando histórias de personagens que são atraentes. Mas quando o livro está pronto tem que ter uma certa justiça com os personagens e acontecimentos. 200 anos para a história não é nada, portanto é natural que este evento esteja carregado de muitos preconceitos e caricaturas. Mas já é hora de fazer justiça a estes personagens.

    (08:16:24) Carril: Você é jornalista e homem de negócios. Como concilia as atividades?

    (08:28:34) Laurentino Gomes: Carril, sou um gestor de comunicação na editora Abril. Lido com 23 revistas. Sou um homem de negócios com experiência jornalistica, isto me ajuda a ser um gestor melhor.

    (08:14:27) jones: O Brasil poderia ser uma monarquia?

    (08:30:35) Laurentino Gomes: jones, o Sérgio Buarque de Holanda tem uma teoria de que o Brasil continuou tendo a monarquia depois da independência por medo. Havia muitos escravos, por isso o medo de que pudesse acontecer uma revolta. Somente 1,5% eram alfabetizados naquela época do D. João VI.

    (08:18:45) RODRIGO-RJ: ESTOU LENDO O SEU LIVRO E ESTOU ADORANDO..PARABÉNS

    (08:30:46) Laurentino Gomes: Rodrigo-RJ, obrigado, espero que leia até o fim.

    (08:25:59) pedro: Vc pensa em escrever outro livro sobre história? Qual seria o periodo escolhido? Vale historia nacional e mundial, rs

    (08:31:54) Laurentino Gomes: pedro, quero sim. Este livro foi feito com muito cuidado então não posso aproveitar este sucesso para fazer uma coisa rápida.

    (08:26:05) gigi: Escrever um livro não deve ser nada fácil, você se dedicou de corpo e alma para esse trabalho, como vc se sente depois de tanto esforço?

    (08:32:55) Laurentino Gomes: gigi, me sinto muito recompensado ao saber que as pessoas estão lendo o livro. Esta é a melhor recompensa. Vejo que ele pegou várias faixas da pirâmide da população brasileira desde as camadas mais altas até gente muito simples. Era isto o que eu queria.

    (08:26:12) jones: Na época dos reis já era corrupto?

    (08:36:00) Laurentino Gomes: jones, sim, para o bem e para o mal este país que temos hoje é herdeiro de 1808. A violência e a criminalidade eram muito altas. Alguns problemas atuais como a corrupção já estavam lá. Se estabeleceu uma troca de interesses entre os ricos da colônia e a corte. O rei que quebrou o primeiro Banco do Brasil em pouco mais de dez anos. Outra forma era dar privilégios e títulos de nobreza. O rei de Portugal distribuiu mais títulos de nobreza do que toda a história de Portugal. Foi um período de muita corrupção, de muita caixinha. Para o bem ou para o mal o Brasil é herdeiro disso. Dá para consertar, mas antes é preciso entender o que aconteceu no passado.

    (08:26:17) WESLEY AIERROC: Em relação a vinda família real e toda sua corte, podemos afirmar que tivemos um príncipe regente medroso ou um príncipe corajoso. Pois para vir para uma terra estranha carece coragem?

    (08:38:27) Laurentino Gomes: Wesley Aierroc, uma coisa importante é que não dá para confundir a pessoa do D. João VI com a corte portuguesa. Ele era muito medroso, tímido, solitário, indeciso. Tinha crises de depressão. Ele tinha medo de trovoadas, isto está no relato dos viajantes. Mas ele tem uma virtude pouco explicada nos livros de histórias que é reconhecer sua fragilidade e delegar poderes para que outros tomem seu lugar. Tem três homens que salvaram a sua biografia. Um deles foi o Dom Rodrigues de Souza Coutinho que orientou a sua saída de Portugal.

    (08:34:17) Raul: Se todo livro de história fosse como o seu, todo mundo adoraria essa disciplina.

    (08:38:39) Laurentino Gomes: Raul, que bom.

    (08:34:27) pedro: Vc já teve resposta do livro em Portugal? Ele foi lançado lá?

    (08:34:31) carol: Você pretende vir a Portugal lançar seu livro? Quando?

    (08:39:37) Laurentino Gomes: pedro e carol, o livro foi lançado há três semanas em Portugal e foi muito bem recebido. Já está em sua terceira edição e em primeiro lugar. Eu fiz um título provocativo: "Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil" e o povo adorou, estão comprando bastante.

    (08:34:36) Magnolia: Como você se sente diante do fato de um livro de história virar best-seller?

    (08:42:01) Laurentino Gomes: Magnolia, eu não esperava, foi uma super novidade. Tenho duas explicações muito pessoais sobre como os livros de história se tornaram populares. Os livros que havia tinham uma linguagem muito difícil, com estilos pesados, difíceis de ler. Então o fato de terem surgido obras mais acessíveis contribuiu para aumentar o interesse pela história. A outra é que o Brasil se tornou muito difícil de se explicar. Havia uma ilusão de que bastaria eleger alguns presidentes messiânicos para que todos os problemas fossem resolvidos automaticamente. Então as pessoas estão indo ao passado para entender o Brasil e isto está sendo possível com estes livros com uma linguagem mais estruturada, mais consistente.

    (08:34:39) Claudinho: vc acha que com as novas mídias o livro (de papel) deve acabar?

    (08:41:19) Carril: Você acredita no futuro do livro? Ou ele será um suporte para outras mídias?

    (08:43:03) Laurentino Gomes: Claudinho, todas estas mídias vão sobreviver. Claro que tem algumas que são mais populares que outras. Mas estas mídias vão conviver, pois são complementares. Olhando para o passado, a revista não acabou com o jornal e nem com o livro.

    (08:34:43) alice: Os EUA produzem mtos filmes históricos... falta isso no cinema nacional? Vc gostaria de ver uma adaptação do seu livro?

    (08:44:17) Laurentino Gomes: alice, adoraria que ele virasse um filme ou uma minissérie. Mas tem muitas outras coisas para se fazer também, não só filmes. Existem poucas obras de história.

    (08:46:31) Laurentino Gomes: A cidade do RJ era uma vilazinha colonial que se transformou de uma hora para outra na capital do país. Hoje os monumentos estão muito abandonados. Isto me entristeceu muito, está tudo muito abandonado. O Palácio de São Cristovão está totalmente abandonado. No Museu Nacional não se consegue saber onde era o quarto do rei.

    (08:48:50) Moderadora/UOL:

    Best-seller "1808", que trata a chegada da família real ao Brasil, é tema de bate-papo com jornalista Laurentino Gomes (crédito: Priscila Gomes/UOL)

    (08:41:25) alice: oq vc acha dos livros do Eduardo Bueno, o Peninha? Ainda não tive oportunidade de ler seu livro, porém pelo que vc esta falando é um jeito bastante parecido com seu livro. É isso?

    (08:48:14) Laurentino Gomes: alice, são coisas um pouco diferentes. Ele foi meu colega de redação e tem o mérito inegável de ter popularizado a cultura de ler livros de história no Brasil. Mas ele romanceia um pouco, diferente de mim. Eu uso uma metodologia de apuração explicando de onde tirei a informação.

    (08:41:28) Gih: Boa noite, eu gostaria de saber porque a Família Real fugiu de Portugal

    (08:52:02) Laurentino Gomes: Gih, porque não havia alternativa. Em 1807 D. João VI e a família de Portugal tinham um dilema, estavam entre a Inglaterra e Napoleão que reinventou a guerra e dominou todo o continente europeu. A inglaterra precisava de mercados e o Napoleão decretou o bloqueio continental da Europa. Portugal estava no meio, espremido entre estas duas potências. Uma exigia que Portugal rompesse com a outra. Se o Dom João VI tivesse permanecido em Portugal eles teriam sequestrado a esquadra portuguesa e as colônias na América. Sem o Brasil, Portugal não era nada, não tinha recursos para se defender. Olhando agora, vejo o D. João VI teve uma decisão sábia.

    (08:41:32) carol: Estudo história, li 1808 e achei que o livro reforça estereótipos com relação aos portugueses. Você não acha que exagerou um pouco a mão no tom satírico?

    (08:53:50) Laurentino Gomes: carol, não dá para negar a identidade de Portugal na época, um país atrasado que não foi afetado pelas ideías da reforma protestante. Era proibida a circulação de livros. A corte portuguesa era muito fúnebre e depressiva. Então não dá para ser mais generoso com Portugal se ele estava parado no tempo, um dos países mais atrasados da Europa.

    (08:41:42) jones: Qual seu modo de ver a vinda da corte para o Brasil?

    (08:56:59) Laurentino Gomes: jones, o plano de transferência da corte portuguesa para o Brasil já era muito antigo. O padre Vieira já defendia a vinda da corte para o Brasil, era uma decisão bastante óbvia. Nos dois séculos que antecederam esta fuga isto foi discutido várias vezes. A saída de Portugal foi feita às pressas, toda a prataria das igrejas e 60 mil livros ficaram abandonados no porto de Lisboa.

    (08:53:43) Adso: Sengundo você, Napoleão disse que D. João foi o único que o enganou. Por que Napoleão não pensou numa vingança contra o Rei e Portugal?

    (09:00:13) Laurentino Gomes: Adso, ele tentou. Napoleão escreveu isto em suas memórias na ilha de Santa Helena pouco antes de morrer. O D. João foi muito hábil ao lidar com estas duas forças. Ele se valeu da precariedade das comunicações na época e foi postergando a sua decisão que era inevitável. Mas Napoleão invadiu Portugal e em seguida foi expulso pelos ingleses. Começou a perder a guerra lá. Enfrentou uma batalha de guerrilha em Portugal e Espanha que não era convencional.

    (08:53:50) Gilvan-Americana S: No Orkut há pelo menos três comunidades dedicadas a seu livro. Você considera esse tipo de divulgação comercialmente válido, ainda que atinja públicos amplamente mais jovens?

    (09:01:30) Laurentino Gomes: Gilvan-Americana S, tem várias comunidades deste livro. É um jeito de criar uma oportunidade de conversar sobre este assunto. Eu também tenho uma comunidade no Orkut para isso. Entram pessoas apaixonadas pelo livro, é muito agradável ler as mensagens de lá.

    (08:54:13) Claudinho: O que vc achou do filme da Sofia Coppola, Maria Antonieta?

    (09:01:43) Laurentino Gomes: Claudinho, ainda não vi este filme.

    (08:54:30) Gilvan-Americana S: Boa noite. Leio em média 3 livros/mês, e achei 1808 um livro bárbaro, não apenas em relação ao tema em si, mas pela riqueza de dados apanhados ao longo desses dez anos de pesquisas. Como foi para você o cancelamento da publicação na revista Veja? Houve alguma mágoa?

    (09:02:46) Laurentino Gomes: Gilvan-Americana S, ao trabalhar em uma redação de jornal ou de revista é natural que isto aconteça, faz parte da atividade jornalística. Mas pelo contrário fico feliz que esta pauta tenha existido, pois escrevi o livro. E a Veja está fazendo um especial sobre 1808 que sairá daqui há duas semanas.

    (08:54:47) Raul: Laurentino, li seu livro de um fôlego só, como se lê uma boa história.

    (09:02:59) Laurentino Gomes: Raul, que bom...

    (09:00:52) Lúú ;D: Parabéns tioo, eu estava passando na Nobel e olhei assim e do nada LAURENTINO GOMES, eu começei a pular que nem loca!! {fala pra lú que eu estou morrendo de saudade} (EU ERA SUA VIZINHA!!) 12A !!

    (09:05:13) Laurentino Gomes: Sobre livros de história: Um excelente livro é o "Império à Deriva: a Corte Portuguesa no Rio de Janeiro " de um jornalista australiano chamado Patrick Wilcken. Tem um olhar um pouco estrangeiro e é complementar ao "1808". O livro da professora Lilia Moritz Schwarcz é o "A Longa Viagem da Biblioteca dos Reis" que pega do terremoto de Lisboa em 1755 até a independência brasileira. Tem o livro de um conterrâneo meu que é o Jurandir Malerba chamado "A Corte no Exílio", um pouco mais acadêmico, mas também tem uma linguagem acessível. Para quem quiser ir mais fundo, o livro "Dom João VI no Brasil" do Oliveira Lima é pesado, mas o melhor sobre este assunto. Há outros livros que só se acha em biblioteca como o do Tobias Monteiro, "História do Império" que conta muito bem não só a vinda da família real como toda a história do império brasileiro. Os livros da professora Francisca Nogueira de Azevedo "Carlota Joaquina na Corte do Brasil" e "Carlota Joaquina, Cartas Inéditas" são muito bons. Então saíram vários livros sobre este período e coisas muito específicas sobre o Jardim Botânico e comidas na corte. Mas quem quiser ir bem mais fundo tem o "Raízes do Brasil", do Sérgio Buarque de Holanda, e "Interiorização da Metrópole" da professora Maria Odila Leite Dias, excelentes livros de mais profundidade acadêmica.

    (09:05:26) Laurentino Gomes: Eu agradeço a todos, muito obrigado.

    (09:05:27) Moderadora/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Laurentino Gomes e de todos os internautas. Até o próximo!


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