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Bate-papo com convidados

BATE-PAPO COM Henrique Carneiro - 20/09/2005 às 17h00

Henrique Carneiro

Autor de "Álcool e Drogas na História do Brasil" falou sobre o livro que escreveu em parceria com Renato Pinto. A obra é um histórico do consumo de drogas e álcool no Brasil, da época colonial aos dias atuais.

Participaram do Bate-papo 477 pessoas

(04:53:56) Henrique Carneiro: Olá para todos! É um prazer estar aqui conversando sobre o livro Álcool e drogas na história do Brasil.
(04:56:13) Jonnas: CArneiro, boa tarde. Sabemos que os entorpecentes brasileiros evoluiram muito. No império havia ópio e algo parecido com cocaína. O que mais se criou desde então. Você focalizou isso na sua pesquisa para o livro?
(04:58:42) Henrique Carneiro: Jonnas, A pesquisa para o livro foi realizada por diversos autores, 17 no total, eu em meu capítulo, investiguei a evolução do próprio conceito de droga, que abrangia desde o açúcar e o álcool até diversas especiarias e plantas. O ópio era importante na farmacopéia e a cocaína, mais para o final do século XIX tb tv a sua importância.
(04:58:48) DOM RUAM: boa tarde, vc acha que a enducaçao religiosa e fundamentau para que a pessoa tenha uma noçao mais ampla
(04:59:35) Henrique Carneiro: Dom Ruam, eu acho mais importante a educação laica que traga as informações científicas. A educação religiosa eu entendo que cabe apenas aos devotos de cada religião.
(05:00:26) PIERRE: Henrique, que curiosidades vc descobriu na sua pesquisa. Acho que existia uma maneira peculiar de se consumir drogras pós-descobrimento. O que, por exemplo?
(05:01:52) Henrique Carneiro: Pierre, a farmácia renascentista era baseada em produtos muito bizarros, desde as múmias até as pedras bezoares, passando até mesmo por produtos excrementícios animais e humanos. Havia um consumo de produtos vegetais, minerais e animais, muitos sem qq efeito farmacológico realmente comprovado.
(05:02:32) Rafa: gostaria de saber sobre n a maconha
(05:04:33) Henrique Carneiro: Rafa, a maconha é uma planta de origem africana no Brasil, daí o seu nome mais comum que vem da língua quimbundo. Seu uso psicoativo deve ter sido trazido por escravos, mas era muito comum o uso de produtos de cânhamo (que é a maconha) para fibras, tecidos, etc. A segunda fonte mais importante de óleo para iluminação pública, depois do óleo de baleia, era o azeite de cânhamo.
(05:04:37) Leitor_µsn_h: Olá tudo bem?? Meu nome é rogério e eu gostria de saber mais sobre esse livro!!! Do que ele fala?
(05:05:25) Henrique Carneiro: Caro Leitor, o livro fala das drogas e bebidas alcoólicas na história do Brasil, é uma coletânea de 17 autores que tratam desde o cauim até a situação contemporânea.
(05:05:31) adri: Como o homem começou a usar o álcool?
(05:07:01) Henrique Carneiro: Adri, é algo não determinado com exatidão, mas supõe-se que da fermentação natural de certos frutos. A evidência mais antiga sobre o vinho é de cerca de 3 mil anos antes de Cristo, no Irã. O álcool destilado, entretanto, é muito mais recente só se popularizando na época moderna, especialmente a partir do século XVII.
(05:07:05) juninho: qual a sua posoção sobre liberar ou ñ a maconha?
(05:09:14) Henrique Carneiro: Juninho, sou contrário ao proibicionismo atualmente vigente em relação a certas drogas, ele já se demonstrou fracassado e, relação ao álcool na época da Lei Seca. Creio que é preciso uma alternativa que estabeleça regulamentações mas que não se baseie mais na repressão aos consumidores. A maconha, em particular, vem sendo usada para diversos fins medicinais e recreativos por milhões de pessoas e considero necessário a sua descriminalização.
(05:09:16) PIERRE: Henrique, sei que as drogas eram socialmente aceitas até século retrasado. Que tipo de males isso causou às sociedades?
(05:11:15) Henrique Carneiro: Pierre, os maiores males causados pelas drogas vem do seu uso abusivo iu excessivo, isso pode acontecer não só com drogas, mas com qq outro comportamento humano, inclusive com alimentos, as pessoas podem se viciar em muitas coisas. As drogas trazem bens e males assim como outras práticas humanas.
(05:11:20) Leitor_µsn_h: O que te fez escrever esse livro
(05:13:12) Henrique Carneiro: Caro Leitor, venho pesquisando esse assunto desde o meu mestrado e doutorado em história, qd investiguei as origens da botânica e da farmácia. Já publiquei cinco livros e agora estou lançando este sexto, que organizei juntamente com o Prof. Renato Pinto Venâncio, da UFOP, pois realizamos lá em 2003, um seminário a partir do qual publicamos este livro.
(05:13:17) peter: o livro ultrapassa as barreiras históricas e trata também dos assuntos que dizem respeito aos malefícios do alcool e das drogas? se sim, gostaria de saber os principais malefícios do alcool... obrigado
(05:16:22) Henrique Carneiro: Peter, o livro trata em diversos capítulos de muitso aspectos do uso do álcool, especialmente a aguardente ou cachaça, que serviu para aumentar a produtividade dos escravos nos garimpos mas tb para a organização de engenhos clandestinos em quilombos. O álcool foi objeto de grandes disputas econômicas e a coroa portuguesa tentou impedir sua fabriocação no Brasil pois ele era usado para se obter escravos na África. Talvez os maiores males causados pelo álcool destilado digam respeito às populações indígenas que antes só consumiam o fermentado de mandioca ou caju. Mas a aguardente tb foi um remédio indispensável, tanto para a assepsia como para muitos usos internos, até mesmo como analgésico e anestésico.
(05:16:30) pedruco: Gostaria de saber sua opinião sobre o álcool, dorga legalizada e difundida na publicidade
(05:18:52) Henrique Carneiro: Pedruco, creio que o álcool, como todas as drogas, possui méritos e deméritos. Sua grande virtude é como lubrificante social, como substância produtora de alegria e festividade, seu grande defeito é ser muito tóxico e altamente viciante, talvez uma das mais viciantes drogas que existem juntamente com o tabaco. A publicidade de todas as drogas me parece que não deveria ser permitida, mas o seu consumo privado deveria ser considerado um assunto da esfera da liberdade pessoal dos indivíduos.
(05:19:01) frss: E sobre a intensidade do uso da maconha como droga alucinógena no Brasil, cresceu ou diminuiu, claro levando em conta a tx de natalidade e etc...
(05:21:03) Henrique Carneiro: Frss, não há como aferir exatamente o consumo de maconha, por ser uma droga ilícita e as pessoas não darem informações facilmente. Mas é cero que trata-se de um produto de grande consumo e de enorme importância econômica cuja legalização permitiria imensa arrecadação tributária e economia de recursos dispendidos na tentativa vã de erradicação de cultivos.
(05:21:24) Precoce: Henrique, certa vez li que a maconha era de origem chinesa...
(05:22:18) Henrique Carneiro: Precoce, a origem da maconha (Cannabis sativa) é das estepes da Ásia central, das regiões uralo-altaicas. A mais antiga menção escrita a ela está num herbário chinês de cerca de 2 mil e quinhentos anos antes de Cristo.
(05:22:22) alcool??__nããoooo: o número de jovens que tomam bebidas alcoolicas vem crescendo desde antigamente?
(05:23:47) Henrique Carneiro: O número de jovens que tomam álcool flutua dependendo de inúmeros fatores, sociedades extremamente purtitanas tendem a ter mais casos de alcoolismo crônico do que sociedades mais tolerantes, como as mediterrânicas na Europa.
(05:23:51) Paulo: vc acha que o álcool deveria ser uma droga ilícita, por tamanho dano que causa nas pessoas e nas famílias?
(05:26:03) Henrique Carneiro: Paulo, já se tentou, durante 14 anos (de 1919 a 1933) nos EUA a proibição do comércio do álcool, o resultado foi um aumento no consumo, um aumento nas intoxicações por produtos adulterados e um enorme aumento na renda obtida nesse negócio o que levou ao nascimento da famosa Máfia de Chicago. Algo muito semelhante ocorre hoje em dia com outras substâncias. A proibição não só não funciona mas aumenta os lucros dos que fazem o comércio.
(05:26:06) Fabão: Qual é a influencia dos imigrantes que colonizaram o Brasil com o uso de álcool e drogas?
(05:27:01) Henrique Carneiro: Fabão, os imigrantes italianos trouxeram uma importante cultura vinícola para o sul do Brasil, os japoneses tb influenciaram no hábito do chá preto e trouxeram o fermentado de arroz, o saquê.
(05:27:12) MarcoS: e nao conheço o seu livro? mas fiquei interessado. ele só analisa a droga dentro da sociedade, ou vc da seu ponto de vista sobre o assunto?
(05:28:36) Henrique Carneiro: Caro Marcos, como expliquei antes, este livro,´"Álcool e drogas na história do Brasil" é uma coletânea de 17 autores.Seu lançamento, aliás, ocorrerá no dia 29 de setembro, a partir das 19 hs, na Livraria da Vila, na Rua Fradique Coutinho, na Vila Madalena.
(05:28:51) victormansur: NO SEU LIVRO FALA SOBRE O ECSTASE?
(05:30:25) Henrique Carneiro: Victormansur, nesse livro não, pois ele aborda mais as drogas em períodos históricos mais remotos, Mas escrevi outro livro, a "Pequena Enciclopedia sobre a história do Álcool e das Drogas", publicado pela Editora Campus/Elsevier, do RJ, em que trato sim do MDMA, conhecido como ecstasy.
(05:30:35) WAGNERRJ: Boa tarde Henrique. Sobre a descriminalização do uso da maconha, o que vc acha que falta a mentalidade do brasileiro quanto a esta questão para que não seja mal-vista?
(05:32:28) Henrique Carneiro: Caro Wagnerrj, a maconha, inclusive por seu uso vir dos escravos, sempre foi muito alvo de preconceitos e sofre hoje em dia uma verdadeira demonização. Mas acredito que já há um grande consenso entre as opiniões mais esclarecidas do país, especialmente nos meios de saúde pública, que é preciso descriminalizar essa planta retirando-a da esfera criminal.
(05:32:35) Josi: A respeito das drogas nas tribos indígenas, qual a sua opinião ?
(05:34:54) Henrique Carneiro: Josi, nas tribos indígenas o uso de drogas cumpre um papel central na sua cultura. O seu uso é muitas vezes sagrado, sendo parte essencial das técnicas dos xamãs. Na Amazônia existe um valiosíssimo conhecimento tradicional de muitas drogas que são ambicionadas pela indústria farmacêutica. Algumas como a ayahusca, já se constituíram mesmo em cultos religiosos organizados, outras como a jurema, fazem parte da identidade brasileira no catimbó e eternizada na obra de José de Alencar, Iracema, que é a filha do pajé que ministra a jurema para os guerreiros.
(05:35:04) Walisson UFOP: Bom, de qualquer forma, foi coincidência te encontrar por aqui... ainda estou analisando o projeto sobre drogas em minas no século XVIII depois te mando por e-mail, ok? Abraço!
(05:35:21) Henrique Carneiro: OK Walisson, fico esperando!!!
(05:35:24) jonny: como faço para adquirir seu livro?
(05:36:48) Henrique Carneiro: Jonny, Vc pode pedir diretamente para a editora no site www.alamedaeditorial.com.br ou no tel. 011-3862 0850, ou procurar nas livrarias.
(05:36:59) Rodrigo: Henrique , vc não acha não se liberam mais drogas no Brasil por uma questão de saúde pública ?
(05:38:43) Henrique Carneiro: Rodrigo, acho que proibir as drogas é mais daninho para a saúde pública do que permiti-las com regulamentação estatal, pois caso permitidas com controle evitaria-se o consumo de substâncias adulteradas e especialmente o vínculo delas com circuitos de violência e tráfico.
(05:38:48) hic: oi...em q ano as drogas começar a dar indicios grandes no Brasil?
(05:40:13) Henrique Carneiro: Hic, não entendi bem a pergunta, as drogas estavam no Brasil desde antes da colonização pois os índicos consumiam várias como tabaco, cauim, jurema, rapés alucinógenos, etc. Os portugueses trouxeram o álcool destilado e o ópio que não existiam na América e, através dos escravos africanos, provavelmente chegou a maconha.
(05:40:17) everton: o sr. acredita q a liberação vai diminuir o narcotrafico?
(05:41:10) Henrique Carneiro: Everton, a liberação das drogas acabaria com o narcotráfico, pois elas seriam vendidas como o tabaco ou remédios em estabelecimentos especializados, registrados e controlados como um comércio legal, pagador de impostos e sujeito à fiscalização.
(05:41:17) hussein: quanto tempo vc pesquisou para escrever este livro?
(05:42:41) Henrique Carneiro: Hussein, Iniciei minha pesquisa sobre o assunto no mestrado em 1993, depois fiz o doutorado, fiquei um ano na França pesquisando nos herbários modernos e depois defendi meu doutorado em 1997. Assim que já faz ao menos doze anos que estudo esse tema.
(05:42:53) Anderson.SP: Na sua visão, oq vc poderia citar como exemplo benefico do uso das drogas?
(05:43:44) Henrique Carneiro: Anderson, um uso benéfico das drogas é para amenizar a dor, durante séculos a humanidade só teve nas drogas aliados efetivos para o combate ao sofrimento provocado pela dor física e também pela dor psíquica.
(05:43:49) Profs.: professor, que disciplina vc ministra na USP? Tem relação com seu trabalho de pesquisa?
(05:46:07) Henrique Carneiro: Profs, Na USP sou professor na cadeira de História Moderna, que é o período compreendido entre a queda de Constantinopla, em 1453, e a Revolução Francesa, em 1789. Nesse período as drogas mais importantes da humanidade se tornaram alguns dos mais importantes produtos do comércio internacional, estimulando as descobertas marítimas, enriquecendo impérios e provocando guerras. O tabaco, o café, o chá, o vinho, o ópio, as aguardentes, foram todos produtos chave na constituição da sociedade moderna.
(05:46:18) Rodrigo: Muita gente morre por conta do tráfico de drogas mas é de dominio público , o que mais mata no Brasil é o transito , é o alcool é um dos principais responsaveis por esses acidentes , se liberarem as outras drogas esses acidentes não aumentariam ?
(05:46:20) rocklee_: em que ramo da historia vc atua? e porque drogas?
(05:47:27) Henrique Carneiro: Rodrigo,O uso de drogas por motoristas é um terrível mal que deve ser combatido por meio de educação, prevenção e mesmo por duras sanções.
(05:48:27) Henrique Carneiro: Rocklee, atuo no "ramo" da história moderna, estudo as drogas pq elas são muito importantes, talvez só superadas pelos alimentos como os produtos mais valiosos e influentes em termos materiais e simbólicos na hsitória dos povos.
(05:48:31) Moderador UOL:
Reprodução

Capa do livro "Álcool e Drogas na História do Brasil",de Henrique Carneiro

(05:48:44) rafinha: vc cabe qndo comecou o crack no brasil
(05:49:48) Henrique Carneiro: Rafinha, o crack é um subproduto da cocaína, mais perigoso e daninho, inclusive pela sua impureza e contaminação. Tornou-se uma versão "popular" da cocaína que era o símbolo máximo de glamour e de luxo dos yuppies dos anos 90.
(05:49:56) geraldo: henrique ,vc é a favor da pena de mrte para traficantes como se faz na Indonesia?
(05:51:11) Henrique Carneiro: Geraldo, sou contra a pena de morte em qq caso, mas em se tratando de drogas considero uma violência absurda as execuções que se verificam na China e na Indonésia e torço muito a favor dos nossos compatriotas encarcerados e condenados à morte naquele país.
(05:51:21) Jota: E gostaria de saber quais outros autores sobre este assunto das drogas o senhor indicaria para leitura. Sem me esquecer claro dos seus livros...
(05:53:44) Henrique Carneiro: Jota, o meu livro na verdade é uma obra coletiva, organizada por mim e por Renato Pinto Venâncio, com outros 14 autores. Há uma bibliografia imensa nacional e internacional que está indicada no final do livro que, lembro será lançado dia 29 de setembro, na livraria da Vila, em SP, como parte da programação do Simpósio Drogas: controvérsias e perspectivas, que estou organizando e ocorrerá dias 29 e 30 de setembro no departamento de História da USP. Os interessados podem consultar o site de nosso núcleo de pesquisas, o NEIP:www.neip.info
(05:53:53) Bougleux: completando a pergnunta do rafinha, queria saber sua opiniao quanto a essa droga, como ela vem mudando a sociedade desde sua disseminacao, e se ela é realmente a que mais mata no brasil
(05:54:32) Henrique Carneiro: Bougleux, pelos dados oficiais da OMS a droga que mais mata no mundo é o tabaco, seguida pelo álcool.
(05:54:39) Paulo: Sr. Henrique, temos uma noção das causas que levam indivíduos a se envolverem com as drogas, Já existe uma pesquisa que trouxe exatidão em determinada causa?
(05:55:42) Henrique Carneiro: Paulo, Freud dizia que as drogas fazem parte da "economia libidinal" do ser humano. Elas são buscadas para produzir prazer e evitar a dor, isso é uma característica básica do ser humano.
(05:55:45) joa: Henrique, Soube que em seu livro tgem um capítulo, que trata sobre um "chá" "Santo Daime", O que é esse Chá e de onde ele vem?
(05:58:02) Henrique Carneiro: Joa, o capítulo sobre o Santo Daime, escrito por Beatriz Labate e Gustavo Pacheco, traz um histórico dos estudos sobre essa substância que é, na verdade, a mistura de duas plantas, um cipó (Banisteriopsis caapi) e uma folha (Psychotira viridis) que resultam numa substância psicodélica (ou enteogênica) usada para obtenção de estados de consciência apropriados à meditação, devoção e concentração.
(06:00:23) Henrique Carneiro: Agradeço a participação de todos, espero ter dado uma idéia dos temas do livro e convido a todos para o lançamento dia 29 de setembro, as 19hs na livraria da Vila, na rua Fradique Coutinho e tb para o simpósio Drogas: controvérsias e perspectivas, a realizar-se dias 29 e 30 de setembro de manhã e de tarde na USP, no anfiteatro da História.Quem quiser conhecer mais sobre o tema pode entrar no site:www.neip.infoObrigado a todos e um grande abraço.Henrique Carneiro
(06:00:31) Moderador UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Henrique Carneiro e a participação de todos os internautas. Até o próximo!
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