UOL Bate-papo

7.825 salas abertas pessoas online 391.250 lugares

Bate-papo com convidados

BATE-PAPO COM Rodrigo Rodrigues - 29/01/2009 às 15h00

A mistura de bom humor, música e teatro, os desentendimentos entre os integrantes da banda liderada por Evandro Mesquita, desde a saída de Lobão -responsável pela escolha do nome Blitz- até o fim do grupo em 1986, e seu retorno oito anos depois, são temas do bate-papo e de "As Aventuras da Blitz" (Ediouro), do jornalista e apresentador do "Vitrine" (Cultura) Rodrigo Rodrigues. Curiosidades, fofocas e histórias de bastidores da banda que inspirou a série de TV "Armação Ilimitada" (Globo), criou expressões como "ok, você venceu" e "calma, Betty" e estourou em todo país com hits como "Você Não Soube Me Amar", "Egotrip", "Ridícula", "Radioatividade", "Mais Uma de Amor (Geme Geme)" reaparecem no livro na forma de depoimentos e fotos.

  • Acompanhe o blog do jornalista
  • Compre canções da banda no UOL Megastore
  • Rádio UOL traz os sucessos do grupo; ouça
  • Letras de músicas da Blitz
  • Blitz: 20 anos de modernidade no BRock
  • Veja a íntegra do papo:



  • Participaram do Bate-papo 132 pessoas


    (03:06:44) Edu o gato: oi

    (03:06:45) carola: oi Rodrigo, tudo bem? como surgiu a ideia de fazer esse livro sobre a Blitz?

    (03:19:17) Rodrigo Rodrigues: Eu que convidei a Blitz para escrever o livro "As Aventuras da Blitz". Eu conheço o Evandro e o Billy que é o tecladista há pelo menos dez anos, de quando eu era estudante. Eu fazia um programa de música na faculdade e fui fazer uma matéria com a Blitz, eu achava que ela não existisse mais. Fiz a matéria, o empresário na época curtiu o resultado e me chamou para ficar viajando com a banda durante um ano fazendo um making off da estrada que viraria um extra de um DVD. Acabou não virando nada, mas fiquei amigo rapaziada. Em 2003 eu estava trabalhando no Vitrine na época em que o Tas apresentava e vi que começou a sair biografias de rock das bandas dos anos 80, Titãs, Paralamas, Barão, RPM. E a Blitz começou aquele movimento do rock Brasil ou brock ou rock nacional e vi que ela merecia ter a sua história contada, pois historicamente ela tem uma importância, foi um divisor de águas na música brasileira. Então sugeri ao Evandro que topou, virou a tal de biografia autorizada. E como bom vagabundo fiz três ou quatro entrevistas e deixei para depois escrever. Só comecei a escrever em dezembro de 2007. Aproveitei as férias de 2007 para 2008 e escrevi de cinco a seis horas por dia, fiz as entrevistas que estavam faltando. Fui ao Rio várias vezes porque a banda é de lá, a história está toda lá. Visitei redações de jornal para fazer pesquisas. Li mais de 200 artigos sobre a banda. Entrevistei muita gente por e-mail. A internet ajudou muito a fazer este livro, fucei muito o Youtube, entrevistas que outros integrantes deram em sites que não são muito conhecidos. Enfim passei do final de dezembro a março do ano passado terminando o livro. Entreguei o livro pronto em abril do ano passado. Aí demora mesmo, o livro é ilustrado, tem que ir atrás da imagem, liberação etc. A Blitz foi álbum de figurinhas nos anos 80 e elas estão espalhadas pelo livro.

    (03:21:11) Rodrigo Rodrigues: Sobre a arte do livro: A capa do livro é a capa do primeiro disco e também pega emprestado o nome do primeiro disco. Esta é a única imagem da Blitz com o sexteto porque o Lobão tinha acabado de sair da banda e ela ainda não tinha descolado um baterista novo. E como ele saiu bem na época de lançamento de disco a capa ficou com seis pessoas. Tive uma sorte grande, primeiro que a Fernanda Abreu era uma clipadora compulsiva, tinha cinco pastas de catálogos com entrevistas, credenciais, ingressos etc. E o marido dela, o Luis Stein fez o projeto gráfico. Ele fez todas as capas de discos da Blitz dos anos 80. Só eles tinham de 60% a 70% do material gráfico usado no livro. Fora isto eu pedi para os integrantes atuais, o Billy, o Juba e o Evandro para me dar tudo o que tinham, fotos de arquivos pessoais, cartazes. Eu tinha algumas coisas também. Tinha muita reprodução de jornal e revista que saíram da pesquisa que fiz na Folha de S.Paulo e no Globo no Rio. Aí passei uma ou duas tardes no estúdio de designer do Luis Stein no Rio indexando isso. Ele foi montando e me mandando por e-mail.

    (03:21:49) Rodrigo Rodrigues: O lançamento do livro é hoje na na Livraria Cultura (Conjunto Nacional, av. Paulista, 2.073) e no Rio de Janeiro no dia 3 de fevereiro, terça-feira, às 19h, na Livraria da Travessa (Shopping Leblon, av. Afrânio de Melo Franco, 290, lj. 205 A). Já dá pra comprar pela Internet, mas a partir da próxima semana começa também a chegar nas livrarias de todo país

    (03:06:46) marcos: e ai, cara, belezera? vc já conhecia muito sobre a banda ou teve q fazer uma baita pesquisa?

    (03:22:50) Rodrigo Rodrigues: marcos, eu conhecia muito porque foi a primeira banda que eu gostei quando era pegueno. Eu vi bem de perto aquilo, ela estourou quando eu tinha sete anos. Eu já conhecia bem a banda e fui apurar histórias que eu não conhecia e descobrir personagens que tinham passado pela história da banda. Este livro é uma grande reportagem.

    (03:24:06) Rodrigo Rodrigues: Sobre as impressões que tinha da banda: Quando eu comecei a viajar com a Blitz achei o Evandro mega tranquilão. Ele ao vivo é outra pegada, na dele, fala devagar. Achei que fosse encontrar uma pessoa e encontrei outra. Todos eles são muito legais, o Lobão foi uma figura muito importante para o livro também, deu uma mega entrevista.

    (03:13:41) Edson Lima: Quais as principais dificuldades que enfrentou na pesquisa para escrever o livro?

    (03:25:19) Rodrigo Rodrigues: Edson Lima, teve uma dificuldade que eu esperava, mas achei que iria contornar. Três integrantes, o Antonio Pedro, baixista, e Marcia e o Ricardo Barreto, que são casados, saíram da banda em 1998 brigados, rolou até uma disputa judicial. Mas como isto já fazia dez anos achei que iria conseguir entrevistá-los para o livro e não consegui. Então as histórias deles tive que contar por meio de pesquisa e de outros depoimentos. Fiquei meses tentando seduzi-los ao telefone, cheguei perto de conseguir algumas vezes, mas como tenho relação com os três mesmos que ficaram na banda eles acharam que era um livro chapa branca, "contando a história da banda com a visão de quem ficou". Eu tentei explicar que estava contando com a minha visão geral, mas não consegui a tempo de entregar os originais.

    (03:19:07) marcos: tenho a impressao que a fernanda abreu renega o passado com a blitz. é isso mesmo? ela deu entrevista?

    (03:26:16) Rodrigo Rodrigues: marcos, a Fernanda deu uma entrevista maravilhosa, o marido dela fez a programação visual do livro. E para provar que ela não renega tem uma foto dela de 2007 com o Evandro no DVD ao vivo da Blitz. Ela diz que a sua escola para ser artista foi a Blitz. Ela não renega.

    (03:27:46) Rodrigo Rodrigues: Sobre as características dao grupo: A Blitz é uma mistura de um grupo de teatro da vanguarda carioca chamada Asdrubal Trouxe o Trombone com o Evandro Mesquita, Regina Casé, Luis Fernando Guimarães, Patrícia Travassos. A primeira formação da Blitz é uma mistura do Asdrubal com a banda da cantora Marina. Como o Evandro vinha de teatro e a Patrícia Travassos era sua namorada virou diretora dos shows da Blitz. Então o primeiro show já teve uma pegada cênica. Quando o lance realmente aconteceu e a banda assinou contrato com a gravadora isto se incorporou aos shows da Blitz. Isto vem do lado ator do Evandro e do lado atriz da Patrícia que dirigia a banda, misturar show com teatro.

    (03:19:06) maria: hj, depois de ter se envolvido com o universo da banda, acha q a decisao do retorno foi acertada?

    (03:29:11) Rodrigo Rodrigues: maria, isto é mais com eles do que para mim. Até teve gente que questionou eu escrever um livro desta banda que durou quatro anos. Teve idas e vindas, mas existe história a ser contata. Se não valesse a pena eles não estariam aí até hoje, fazem shows no Brasil inteiro. Agora estão no estúdio gravando um disco novo. Então quando sair um disco novo com inéditas eu poderei responder esta pergunta com mais propriedade, poderei avaliar melhor.

    (03:31:49) Rodrigo Rodrigues: Sobre as idas e vindas da banda, brigas e saída de integrantes: O Ritchie que acompanhou o nascimento da Blitz de perto, ele era vizinho de porta do Lobão e a Blitz ensaiou na casa do Lobão, tem uma frase que resume isso muito bem. Duas coisas acabam com uma banda, o fracasso e o sucesso. A Blitz experimentaram bem os efeitso da superexposição. Quando a Blitz surgiu só tinha ela, as bandas surgiram depois. A Blitz foi tudo, foi roupa, álbum de figurinha, especial de TV, foi banda propaganda de shampoo etc. Mas depois de quatro anos esta conta foi cobrada. Os egos começaram a inflar. O Evandro tinha muito destaque e começou a rolar uma certa ciumeira de parte da banda.
    Isto é normal que aconteça, e aí se coloca um pouco de álcool e drogas e isto vira uma bomba relógio, a coisa explode mesmo. Quando o Lobão saiu foi chutando tudo, mas é a cara dele. Se ele não fizesse isso não seria o Lobão. Quando a Blitz lançou o primeiro disco o Lobão tocava bateria e saiu porque ele já era um artista em 1982, só não tinha lançado o seu disco, mas já estava gravado, Lobão e os Ronaldos. Ele cantava, compunha, era baterista e ser apenas um baterista para uma banda era pouco para ele. Então quando ele começou a querer colocar as suas músicas no repertório da Blitz houve uma certa resistência da banda, por isso preferiu sair para fazer a sua carreira solo. A Fernanda não saiu da Blitz. A Blitz acabou e o que aconteceu foi que ela não voltou em 1994. Porque ela já tinha uma carreira solo próspera. Não fazia sentido abrir mão de sua carreira solo para voltar para a Blitz. Até porque ela não sabia o quanto duraria a Blitz de novo.

    (03:25:19) ANARKOPUNK: VOCE TEVE ALGUMA DESCOBERTA SUPRIENDENTE SOBRE A BANDA?

    (03:33:30) Rodrigo Rodrigues: Anarkopunk, sim, por exemplo, descobri um cara, que passa desapercebido até hoje, e foi o grande responsável pelo grande hit da Blitz "Você Não Soube me Amar". Ele fez todas as guitarras da música, foi um guitarrista que passou pela banda um tempo. Ele tocava na banda da Marina, mas saiu um pouco antes de a banda estourar. E deu de presente esta música que fez junto com o Evandro Mesquita. Se chama Guto Barros, depois tocou com o Lobão e um monte de gente. São coisas que vamos descobrindo conforme vamos cavocando. A Fernanda já tinha uma banda antes da Blitz chamada Nota Vermelha. São curiosidades que vão pintando.

    (03:26:33) Bruno: qual foi o mico que vc nunca vai si esqueser da banda?

    (03:35:00) Rodrigo Rodrigues: Bruno, esta pergunta é mais para eles. Mas tem um capítulo que fala das viagens da banda, ela fez duas viagens, para Buenos Aires e para a União Soviética. Por exemplo, na União Soviética eles estavam fazendo um show e estavam estranhando que a banda estava muito inquieta. Tudo bem que os russos não estavam entendendo as músicas em português, mas mesmo assim pelo balanço e pela levada a banda esperava que a platéia reagisse. Aí no meio do show o Evandro chamou o tradutor e perguntou o que estava acontecendo e ele disse que lá era proibido dançar, por isso que eles estavam só assistindo ao show. E o Evandro parou o shows, chamou a polícia soviética e pediu para o tradutor explicar, para tentar liberar pelo menos numa praça. E dali para frente a platéia ficou delirando. Tanto que isto repercutiu muito nos jornais no dia seguinte. Tem relatos de muitas gafes. São vários pequenos casos no livro, principalmente de viagens.

    (03:27:21) tikila: e a sua banda de trilha de filmes de sucesso

    (03:37:40) Rodrigo Rodrigues: tikila, a Soundtrackers é uma banda que só toca música de filme. Eu tinha 19 anos quando tive este idéia no RJ.
    Depois que a minha carreira na TV ficou razoavelmente estabilizada fiquei com vontade de tocar, estava sentindo falta. E num pub conheci uma galera que gostava do Vitrine, achei que eles tocavam bem, conversamos, sugeri e eles toparam montar esta banda comigo. É legal que cada um usa roupa de um filme, só tocamos música de cinema. Não adianta só a música ser legal num filme ruim. O filme tem que ter sido legal e a música tem que ter sido importante para contar a história daquele filme. É um jeito diferente de envelopar um show de banda cover. Esta proposta pareceu legal. Tem um telão tocando trechos dos filmes. Estamos querendo gravar um DVD no final do ano. Na última sexta de cada mês tocamos no Na Mata Café. Tocaremos em Itu, Americana etc. Também tocamos muito em festas fechadas. O site é www.soundtrackers.com.br.

    (03:28:42) emanuel: rodrigo, e o vitrine? há qto tempo vc tá no programa? como foi assumir a apresentação?

    (03:40:28) Rodrigo Rodrigues: emanuel, somando as duas passagens, quando o Tas apresentava eu era repórter, fiquei dois anos. Agora ao todo são seis anos de Vitrine. Acho que sou recordista de cenário e vinhetas no programa. Antes eu era repórter e agora sou apresentador. Mas é um programa de reportagens, a apresentação é um dia que vamos ao estúdio. 90% do que é feito no programa é feito na rua. O legal da Cultura é que ela pode entrar em todas as outras emissoras. O Vitrine é o único programa da TV aberta que faz matérias sobre outros meios de comunicação. Esta entrada que temos nos meios de comunicação, fora a publicidade, só o Vitrine faz. Só por isso já é muito divertido trabalhar lá.

    (03:34:51) trash80s: a bliz foi a banda mais rentável dos anos 80?

    (03:41:47) Rodrigo Rodrigues: trash80s, não sei, porque tem que contar a década inteira. A Blitz no período de 82 a 86 foi a mais rentável, mas logo em seguida veio o RPM que faturou muito. Quando a RPM surgiu o mercado estava mais preparado. Foi um boom das outras bandas pós Blitz, pois as outras gravadoras também queriam uma banda igual a Blitz, tipo a galinha dos ovos de ouro.

    (03:35:56) duda: qual a maior virtude e o pior defeito da Blitz.....

    (03:43:03) Rodrigo Rodrigues: duda, a maior virtude foi ela ter aberto, ter trilhado o caminho que as outras bandas seguiram, foi um divisor de águas. O defeito talvez tenha sido a falta de preparo para lidar com a fama, a superexposição. Ela foi a primeira a sentir este golpe.

    (03:36:02) carlos: as primeiras musicas da blitz começarm com de forma de sacanagem e ai tiveram que adaptar paraa lançar em radio

    (03:45:15) Rodrigo Rodrigues: carlos, não exatamente, mas a censura barrou duas músicas da banda no primeiro disco. Foram "Cruel cruel esquizofrenético blues" e "Ela quer morar comigo na lua". Então o primeiro disco saiu com duas músicas censuradas. O Mariozinho Rocha, o produtor, riscou a master com uma faca e os discos foram prensados riscados. Então as pessoas que compraram o disco não conseguiram ouvir estas duas faixas. Elas só foram liberadas no ano seguinte lançadas em um compacto

    (03:36:05) Bruno: Oi, Rodrigo. Primeiro: o livro estará nas livrarias de BH, quando?

    (03:43:40) Rodrigo Rodrigues: Bruno, o livro chega hoje em São Paulo, irá chegar primeiro na Livraria Cultura onde será lançado, mas poderá comprar pelo site da livraria. No dia 2 de fevereiro começa a distribuição nacional.

    (03:41:56) ANARKOPUNK: os integrantes da banda tem alguma influencia punk rock ,eles comentaram algo nas intrevistas?

    (03:46:18) Rodrigo Rodrigues: Anarkopunk, as influências eram muito diferentes, eles não tinham nenhuma influência direta. Tanto que a imprensa na época tinha dificuldade de colocar um termo. Até que criaram o termo black in roll. Pois também não é rock puro e simplesmente, era uma coisa inexplicável.

    (03:42:37) Edson Lima: Pelo que dizem o clima na Banda não estava nada legal antes do final, você diria que com o fim da Blitz O "Sonho Acabou" o foi o pesadelo que acabou? Quando vamos ter Blitz na Praça

    (03:51:15) Rodrigo Rodrigues: Edson Lima, a Blitz está aí. De 2005 para cá tem uma formação estável e se apresenta regularmente, tem mês que chega a fazer dez shows. Lançou um DVD ao vivo em 2007. O estopim da crise aconteceu quando o Evandro foi escolhido pela Pepsi para ser garoto propaganda junto com a Tina Turner em Los Angles e quando voltou havia uma ciumeira. Ele já era famoso antes da Blitz, já havia feito filmes. O cantor sempre aparece mais, não tem como evitar isso. E quando voltou da viagem o pau comeu. Foi um ano de clima esquisito que foi piorando e piorando. Aí todo mundo desencanou e resolveram acabar com a banda.

    (03:42:45) Betinha: Você acharia legal a Blitz relançar um acustico como Capital Inicial fez?

    (03:48:14) Rodrigo Rodrigues: Betinha, o acústico tem este poder ressuscitador. Algumas bandas ou artistas simplesmente voltam devido ao acústico, mas ao mesmo tempo não sei se melhora tanto. O melhor acústico gravado foi do Lobão, mas não vendeu muito. Pode ser que o acústico da Blitz cause este tipo de comoção. A música "Dois Passos para o Paraíso" é perfeita para acústico. O Capital só voltou porque ele emendou com um disco de inéditas muito bom. Tem que ter um trabalho inédito em seguida para aproveitar a onda.

    (03:45:10) carlos: tenho o cd da blitz ao vivo e nao gostei muito da fernanda abreu cantando com o gruipo ela e marrenta mesmo ou e uma questao de colocaçao dela na musica "vc nao soube me amar

    (03:53:51) Rodrigo Rodrigues: carlos, não acho que a voz da Fernanda durante a carreira da Blitz tenha atrapalhado, ela era muito importante porque a voz da Marcia era muito aguda e assim equilibrava. A Fernanda é um doce de pessoa, é muito legal, foi muito solícita, me deu uma entrevista ótima, super atenciosa. Ela tem o mérito de ao sair da banda fazer um tipo de som que ninguém fazia, era dance tocado e bombou nas discotecas. Os seus três primeiros discos são importantíssimos na linha do tempo da música brasileira, ela foi inovadora, desbravadora depois de sair da Blitz.

    (03:45:19) LUiz: Sera que a banda tem alguma chance de fazer um turne de recodacao dela?

    (03:54:33) Rodrigo Rodrigues: Luiz, não porque a banda continuou tocando. Todo o show da banda é uma recordação porque ela toca todos os sucessos. Ela está em atividade desde 2005.

    (03:45:31) Teatro: Na sua opinião o que a Blitz pode fazer ainda para divertir o povo Brasileiro?

    (03:56:39) Rodrigo Rodrigues: Teatro, é continuar a fazer o que está fazendo. Hoje é tudo difernete, o mercado fonográfico é diferente. Lembro claramente, eu trabalhei na produção do Rock in Rio 3 e ouvia muito das pessoas mais velhas que eu e que tinham ido no Rock in Rio 1 e 2 que sacavam a tentativa de refazer o clima do 1. Isto era impossível, as pessoas eram outras, o tempo era outro. Então não adianta ficar tentando recriar.

    (03:48:21) Damião: Pra um sujeito que não conhece muito da banda como eu, e a parte das canções mais consagradas, quais músicas você recomenda ouvir?

    (03:59:22) Rodrigo Rodrigues: Damião, "Você Não Soube Me Amar", "Geme Geme", "Dois Passos do Paraíso", "Weekend", "Beth Frígida" e "Egotrip". Estes são o básico. E "Bíquini de Bolinha Amarelinha" que não é da Blitz, mas esta versão ficou mais famosa que a versão anterior da jovem guarda. Fora isto tem uma música do Evandro que se chama "Babilônia Maravilhosa" que foi trilha da novela Top Model que é muito legal também. Recomendo comprar os discos ao vivo de 1994 e de 1997. O meu disco preferido foi o primeiro, por isso briguei para que a capa fosse essa.

    (03:50:57) Bruno: Rodrigo, na capa do "3" há um espaço para um quarto disco. Esse disco chegou a ter algum tipo de gravação? Malandro Agulha estava no set list deste suposto novo disco?

    (04:00:34) Rodrigo Rodrigues: Bruno, o Malandro Agulha foi uma encomenda da Globo para um especial. A banda estava começando a desenhar o que seria o quarto disco. O ritmo de composição já não era o mesmo, então o quarto disco nem chegou a ser esboçado.

    (03:44:35) SC na área: Rodrigo, você e mara! Sou apaixonado por você! Parabéns pelo teu trabalho! E, se um dia cansar de SP, vem pra SC que eu te dou casa, comida e roupa lavada! Bjs do gordo!

    (03:51:25) Apaixonada pelo RR: Rodrigo. cada dia que passa você está mais bonito. Sua vida profissional é maravilhosa. Parabéns sempre.

    (03:51:30) Apaixonada pelo RR: Pra ter casa,comida,roupa lavada e cafuné, nem precisa sair de SP tah!hahahahahah

    (03:54:19) MARCOS PAULO ABC: ACHO O GORDINHO MAIS GOSTOSO DA TELEVISÃO

    (04:08:20) Rodrigo Rodrigues: Valeu, pessoal!

    (03:53:45) Sergio miguez: O lançamento será hoje a livraria Cultura do conjunto nacional, alguém da Blitz estará presente?

    (04:02:29) Rodrigo Rodrigues: Sergio miguez, terá o Evandro Mesquita, o Billy Forghieri e o Juba assim como os outros integrantes. A Fernanda Abreu estará no RJ também. E o Lobão pode ser que apareça ou não nos dois lançamentos. Ele saiu da banda chateado, ele é um falso criador de confusão, porque ele é um doce. Deu uma baita ajuda para fazer o livro, tem muito carinho pelo Evandro. A prova disso é que em 2002 ele tocou no Altas Horas com o Evandro.

    (03:57:42) Fábio: Rodrigo. Quais foram os critérios que você usou para escolher a história com a qual daria início ao livro? E quais utilizou para definir as pessoas que entrevistaria?

    (04:04:46) Rodrigo Rodrigues: Fábio, eu resumo a história do livro assim. Para mim este livro é uma grande reportagem. Geralmente biografia é uma grande reportagem. Coloco muito os integrantes da Blitz falando no livro porque eles ajudam a contar a história. Tem uma linha do tempo dividida em dez capítulos. Encerro o livro com o momento atual e deixo reticências porque quem sou eu para encerrar a carreira de uma banda como esta.

    (04:07:16) Rodrigo Rodrigues: Sobre biografar pessoas vivas: Este é um trabalho ingrato, o Rui Castro falou que biografado bom é biografado morto, mas mesmo assim a família do morto pode encher o saco. No caso da biografia do Roberto Carlos não havia nada para ele ficar tão magoado. Eu posso estar comprando uma briga, mas o risco vale a pena porque merecia ser contada a história da banda. Por isso eu optei por fazer a história do grupo, da banda, do início até os dias atuais. O importante é documentar a passagem do grupo pela linha do tempo da música brasileira.

    (04:08:01) Rodrigo Rodrigues: A partir de 31 de janeiro o livro "As Aventuras da Blitz" estará disponível em São Paulo e a partir de fevereiro no Brasil inteiro. O site do livro é www.ediouro.com.br/asaventurasdablitz. Assistam ao programa, ouçam a banda e leiam o livro. Obrigado, valeu.

    (04:08:17) Geovanna/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Rodrigo Rodrigues e de todos os internautas. Até o próximo!

    Hospedagem: UOL Host