(04:58:48) eliza: olá!
(05:03:13) RobertoShinyashiki: Boa tarde!
(05:05:29) RobertoShinyashiki: Sobre o livro: é interessante observar como o mundo vive assustado. Nestes 30 anos acompanhando empresas e dando consultoria de carreira, observo que o ser humano não nasceu para viver assustado e o quanto esta condição nos deixa com o rendimento vulnerável. Eu tenho trabalhado com os atletas do clube Pinheiros e nosso objetivo é fazer os atletas entrarem em campo focados e não nervosos. Os executivos hoje também tem muito medo. Medo de não cumprir metas, medo de perder seu emprego. Há um tempo atrás eu trabalhei com um time que foi ameaçado de rebaixamento e o presidente do clube disse para eu avisá-los de que se o time caísse eles não teriam contrato, e isso não se fala. Eles não precisavam de mais esta tensão. Hoje, segundo uma pesquisa que fizemos, no Brasil, as pessoas tem mais medo de ficar sós e de fracassar. Geralmente terapeutas trabalham o medo no varejo, medo de dirigir, de falar em público ou de voar de avião. Mas neste livro, "A Coragem de Confiar", eu trato o medo de forma geral. O medo é um sintoma, não uma causa. Ele mostra que as pessoas não tem confiança, não tem confiança em si ou nos outros. Às vezes as pessoas me perguntam se eu acredito no governo ou na economia, mas não preciso acreditar nem em um nem no outro. Eu primeiro acredito em Deus acima de tudo e que ele quer o melhor para mim. Tenho que confiar n'Ele. Às vezes as pessoas pedem para Deus mas não acreditam que vão conseguir. Segundo, eu acredito no próximo. Eu sei que cada um tem um sonho e se eu ajudá-los a realizar seus sonhos, a vida delas vai crescer e elas também vão querer me ajudar com os meus próprios sonhos. Eu sempre falo para as pessoas que trabalham comigo que seus sonhos se realizam conforme você ajuda os outros a realizarem os seus. Por último, você tem de confiar em si mesmo. Este é o tripé da confiança. Existem três tipos de problemas. Tem gente que não confia em Deus e essas pessoas entram num estado de desesperança muito facilmente. A vida fica muito mesquinha e miserável, como é o caso de alguns empresários que estão preocupados só com dinheiro e lucro. Agora tem gente que só acredita em Deus e fica fanática, não confia nos outros nem em si mesma. Tem outras pessoas que confiam muito nos outros e estão sempre dependentes. Já tem outras que só confiam em si mesmas e acabam tendo uma certa pobreza.
(05:16:05) RobertoShinyashiki: Eu fui convidado por um rapaz para ir num churrasco depois de dar uma palestra. Quando eu cheguei lá vi que o pai dele era o dono de um dos maiores bancos do Brasil e eu o reconheci por já tê-lo visto na mídia. Enquanto comíamos, ele me contou que trabalhava de 14 a 16 horas de domingo a domingo e me perguntou como ele poderia trabalhar só 8 horas de segunda à sexta. Eu disse que ele deveria arranjar uma boa equipe e confiar nela para poder trabalhar de outra forma, ao contrário você vira um escravo. Ele é mais pobre que a faxineira da empresa, que vai pra casa, vê televisão, curte os filhos... O empresário não tem vida própria, ele precisa aprender a confiar nos outros. Provavelmente esta pessoa não confia no conjuge também, ela precisa abrir o coração para entender a experiência de amar e confiar alguém. Terapia é um bom caminho para resolver isso, mas é importante descobrir qual das confianças falta em casa pessoa. Tem uma história do zen-budismo que eu acho muito rica. O sujeito passa a vida procurando a mulher perfeita e, já no final da vida, ele está sozinho. Ele conta que encontrou a mulher perfeita, mas ela não o quis. Então eu vejo que muita gente passa a vida procurando mas não encontra. Não adianta procurar um homem 5 estrelas, um homem com duas estrelas e meia às vezes já é legal para você poder cresce junto com ele.
(04:58:58) liana: Como se iniciou sua carreira de escritor de livros de auto-ajuda? O que o inspirou?
(05:21:03) RobertoShinyashiki: liana, eu sempre fui muito estudioso. As pessoas nem sempre sabem o meu curriculum, mas eu sou médico, me formei na USP, fiz MBA, estudei no exterior... Você estuda muito, mas na vida de um terapeuta você ajuda 40 pessoas por ano. Eu olhava o mundo explodindo lá fora e eu só ajudava 40 pessoas. Por isso eu resolvi escrever um livro pra ajudar mais gente. Foi uma produção independente e vendia uns dez mil exemplares por mês até eu descobrir que eu virei best-seller. Aí comecei a escrever cada vez mais. Eu achava que começar uma psicoterapia era algo muito repetitivo para um terapeuta, então eu pensei também em escrever o que eu repito para as pessoas. Eu dou meus livros para os meus pacientes lerem e entenderem todo o processo. Nunca imaginei que eu venderia mais de 7 milhões de livros e semana que vem vou para o Japão lançar este livro e estou negociando com uma editora coreana. Eu não tenho o menor problema que falem que meus livros são de auto-ajuda, mas eu estudei muito e tudo o que eu escrevo vem depois de uma pesquisa, enquanto que alguns livros de auto-ajuda são de técnicos de futebol ou pessoas de outras áreas que resolvem escrever sobre metas e superações, mas não tem uma pesquisa profunda sobre o assunto.
(05:18:33)
Moderadora / UOL:
Roberto Shinyashiki conversa com os internautas sobre o tema de seu mais recente livro, "A Coragem de Confiar - O Medo é o Seu Pior Inimigo" (crédito: Fernanda Pineda/UOL) (04:59:05) eduardo: O que é mais importante para que o ser humano seja confiante, não tenha medo de viver? Existem regras/ passos fundamentais?
(05:11:55) RobertoShinyashiki: eduardo, você precisa confiar em Deus, confiar no outro e em você mesmo.
(05:03:26) Vinicius_Curitiba: Roberto, em sua última palestra em Curitiba, você falou da universidade americana a qual lecionou, qual é ela? E quando será sua próxima temporada como professor por lá?
(05:24:12) RobertoShinyashiki: Vinicius_Curitiba, chama-se Salt State University em San Diego, mas estou com tantos convites para o ano que vem que eu não sei se devo voltar para lá. Atualmente eu cuido dos atletas do clube atlético Pinheiros e é um projeto que me apaixona, pois tenho três anos para fazer a preparação destes atletas para as Olímpiadas. Trabalhar com atletas é algo que eu adoro e que me dá uma realização muito grande. Hoje eu não trabalho mais no meu consultório, então estou trabalhando só com os atletas.
(05:25:16) RobertoShinyashiki: Sobre a Dayane dos Santos: eu a conheço muito bem porque trabalhei com ela nas Olímpiadas de Sidney e não tive a oportunidade de conversar com ela depois do episódio dela ter sido pega no exame anti-dopping. Ela é super ética e provavelmente isto deve ter sido um deslize.
(05:30:02) RobertoShinyashiki: Sobre a auto-confiança: a auto-confiança tem três pilares. O primeiro pilar são os seus resultados. No caso do futebol, por exemplo, os times que estão lá na frente estão tendo resultados positivos e aumentando sua confiança. Os times que estão em baixa acumulam derrotas e tem sua auto-confiança abalada. Se você é pai e tem um filho que só tira nota baixa numa certa escola, você precisa repensar isso, porque isso vai abalar a auto-confiança dele, é muito acúmulo de derrotas e talvez um outro colégio fosse melhor para o perfil dele. Num outro caso, você precisa avaliar suas derrotas. Às vezes você é demitido de um emprego e começa a se torturar e se culpar por isso, além de passar a evitar vôos mais altos. O Donald Trump, por exemplo, vai a falência nos negócios direto, mas ele sabe se reorganizar. Por último, temos a preparação que você teve para cada momento. Se você é músico e ensaiou para uma apresentação, chegando lá você vai ter mais auto-confiança. O tenista Federer, por exemplo, ele ganhou muitos títulos, mas perdeu bastante também.
(05:08:31) bela: roberto qual será seu próximo livro?
(05:31:28) RobertoShinyashiki: bela, eu já tenho quatro ou cinco livros com 2/3 já escritos. Tem um sobre empreendedorismo, tem um sobre sabedoria, que se chamará "Vivendo aprendi", com aprendizados de vida, tem também um de preparação mental para atletas.
(05:13:27) Luciana: Porque vc acha que as pessoas que confiam nos outros são consideradas bobas, crédulas e alvos fáceis de pessoas inescrupulosas?
(05:34:04) RobertoShinyashiki: Luciana, tem um livro chamado "A Estratégia do Golfinho" que não é meu, mas é ótimo e eu recomendo. O autor diz que se as pessoas fossem peixes, elas seriam três tipos de peixes: os tubarões, que passam por cima, as carpas, que acham que vão resolver tudo sendo "boazinhas" e acabam sendo engolidas pelos tubarões, e tem os golfinhos, que são os animais fortes, com valores e com pensamento estratégico, portanto ganham dos tubarões. No Brasil, nós temos muitas carpas, nos Estados Unidos, muitos tubarões, por exemplo. O desafio é criar golfinhos nos planetas, pessoas com valores e estratégias. Se uma pessoa é mau caráter, você não pode achar que ela vai virar boa só porque você foi gentil com ela. Se você está trabalhando com um tubarão, faça contratos, converse com um advogado, por exemplo.
(05:15:27) alice: Há uma tendência dos homens ou das mulheres serem mais auto-confiantes? Isso pode ter a ver com gênero?
(05:37:44) RobertoShinyashiki: alice, não tem a ver. Hoje eu conversava com meu sócio e ele fez uma pesquisa sobre quem é a mulher que está na internet, então percebemos que as mulheres precisam aprender a entregar o lucro nas empresas. A mulher sabe trabalhar em grupo mas nem sempre sabe entregar o lucro, os resultados. Os acionistas querem isso e se você der isso, sua valorização aumenta. Os homens, no entanto, precisam aprender a valorizar os sentimentos num ambiente de trabalho, porque as empresas hoje precisam aprender a substituir o termo "cliente" pelo termo "fã". É preciso entender como fazer esse processo. Uma outra coisa é aprender a tomar decisões no escuro. As mulheres crescem mais rapidamente hoje porque elas sabem lidar e usar a intuição.
(05:17:23) Herói_de_Verdade: Roberto, em uma de suas palestras você falou sobre o perigo do ''burro motivado'', e é possivel relacionar com seu novo livro, com o tripé da confiança, mas para que esse tripé seja de sucesso, é preciso que haja também conhecimento na busca da realização...não é?
(05:41:16) RobertoShinyashiki: Herói_de_Verdade, sim. Essa matéria sobre o "burro motivado" saiu na revista "Isto É!" quando publiquei meu livro "Heróis de Verdade". Eu comentei com o repórter que não gostava de ser chamada de palestrante motivacional porque a motivação não pode vir de fora, mas sim de dentro de você. Nem sempre você pode se sentir motivado se o outro tiver mais preparo que você numa competição, por exemplo. Portanto, é preciso se preparar para criar a sua própria motivação e confiança.
(05:19:41) Kleiton: Boa tarde Roberto! Hoje a depressão é considerada a doença do século, como você pensa que conseguiremos vencer esta doença? E como você mesmo disse estamos cada vez mais ansiosos e nisso gerando vários problemas, como conseguimos controlar esta ansiedade? e como podemos buscar um equilíbrio entre a nossa confiança, confiança nos outros?
(05:44:53) RobertoShinyashiki: Kleiton, estou falando como psiquiatra, tá? Existem três tipos de depressão. Uma é endógena, em que as pessoas nascem com um problema nos neurotransmissores e tem esses problemas constantemente. Se a pessoa tem essa tendência sucida há muito tempo, ela precisa de um acompanhamento médico. Existe a depressão traumática também, acontece um fato que traumatiza a pessoa, como perder um ente querido. Existe hoje também a depressão existencial, que é a mais comum. As pessoas passam a vida fazendo coisas que matam sua vocação original e acabam se tornando depressivas. Eu falo que as empresas não contribuem para a felicidade porque matam a vocação dos empregados, de gente que faz o que não gosta para tentar conseguir resultados que não querem. Sucesso sem felicidade é um fracasso! A solução é pensar no que você quer fazer da sua vida e ir buscar. Esse é um caminho importante que eu trato no livro "O Sucesso é Ser Feliz". Essa ansiedade é como se estivessemos sempre prontos a sermos castigados pela vida a qualquer momento. Temos que trabalhar esse medo buscando melhorar nossa confiança. Tem uma série de ações para trabalhar nossa confiança.
(05:21:38) Luciana: as relações superficiais que se estabelecem hoje em dia contribuem para aumentar essa desconfiança em si mesmo?
(05:48:53) RobertoShinyashiki: Luciana, é verdade. Eu vejo que os relacionamentos estão muito superficiais, as pessoas valorizam a quantidade e muito pouco a entrega e a intimidade. A impressão que eu tenho é que o mundo virou muito econômico, o que importa é o que você tem. Sem dúvida o grande barato da vida é ter intimidade com alguém. Eu acredito que homens e mulheres precisam se preocupar mais com a profundidade das relações.
(05:25:12) Sandy: Olá Dr. Roberto, boa tarde. Gostaria de saber sua opinião sobre o tratamento de distúrbios emocionais através da homeopatia. Grande abraço, Juliana/RJ
(05:47:14) RobertoShinyashiki: Sandy, eu sou apaixonado por homeopatia, sempre procuro tratar meus problemas físicos desta forma ou com acupuntura. Eu gosto sempre que você esteja aberto, afinal tem gênios trabalhando para desenvolver a alopatia.
(05:31:23) Carollisboa*: Q dica vc dá p/ as pessoas que querem seguir carreira de psicologo?? (como a minha amiga)
(05:51:24) RobertoShinyashiki: Carollisboa*, embora eu seja psiquiatra, eu sou apaixonado pela psicologia, apaixonado pela mente humana. A psicologia tem a arte e a ciência para tratar as pessoas, mas é preciso incluir a sabedoria no atendimento também. Existem pessoas muito pouco sábias atendendo. Eu comecei minha carreira com dois outros psiquiatras no hospital Borda do Campo, depois estudei com um argentino, o Kerrman, e todos os outros com quem estudei eram sábios também e me inspiraram. Eu acho que o mundo precisa de sabedoria. Quando você escolher um mestre ou uma linha de trabalho, pense se esta é uma linha sábia. Se a pessoa que está te atendendo e tem aquela cara de louca, fuma desesperadamente ou está ansiosa de atendendo, essa pessoa não vai te ajudar. Procure um sábio.
(05:52:48) RobertoShinyashiki: Sobre a diferença de psicologia e psiquiatria: eu comecei a fazer a faculdade de psicologia e abandonei, porque percebi que queria entender como funciona o cérebro humano. A psicologia lida mais com pessoas com problemas cotidianos, as pessoas "normóticas". Já a psiquiatria cuida de patologias, de doenças.
(05:34:14) PROFESSORA: OLÁ, boa tarde, senhor Roberto, sou professora e gostaria que o senhor me falasse um pouco a respeito da saúde mental de muitos de meus colegas, sofremos uma carga emocional muito grande dentro da escola.
(05:55:18) RobertoShinyashiki: PROFESSORA, sou apaixonado por professores e adoraria escrever sobre eles, talvez em 2011 ou 2012. Mas vou fazer uma crítica: a maioria dos professores dá aula para alunos que não existem mais. Muitos professores reclamam que os alunos são agitados, mas hoje a criança que vai para escola é dinâmica, já assistiu horas e horas de televisão. São outros seres, outras vivências e experiências. Eu dou aula no MBA da USP e eu fiz MBA, era um outro mundo. O aluno que chega lá tem de cumprir metas e chega cansado no curso, então eu sou um professor de alunos cansados. Eu tenho que dar a aula para ele assim mesmo e chamar sua atenção da mesma forma. Dei aulas em faculdades também e sei que os universitários leram pouco, então eu tenho sim que lidar com ele e me comunicar com ele desta forma. O problema é que os professores dão aulas para quem não existe. Quanto aos professores que são agredidos no trabalho, o problema está na educação dos filhos. Antes, quando estava o pai ou a mãe em casa, eles educavam. Algumas pessoas deixam os filhos para a escola educar seus filhos, mas isso não é educação dos professores. Outros pais tem dinheiro e pagam psicólogos para educarem seus filhos. Num outro caso, a polícia é quem educa, deixam os filhos usarem drogas até serem presos e aprenderem uma lição.
(05:59:55) RobertoShinyashiki: Então o universo das escolas precisa mudar, vai ter uma oportunidade de mudança e eu não acho que isso deva demorar muito perto dos absurdos que tem ocorrido. A impressão que eu tenho é de que os próximos governos vão entender que o problema da droga passa muito pela educação. Vai ser preciso investir na escola e na educação. Os pais também são pais de filhos que não existem! Eles querem filhos bonzinhos e certinhos e eles não existem assim. Filhos não nasceram para só dizerem "sim". Numa festa, se oferecerem uma coca, ele não vai saber dizer não. (risos) Numa empresa, ele não vai saber impor sua idéia. No shopping, se a criança faz birra para ganhar um presente, os pais ou cedem ou batem no filho, então é preciso desenvolver o diálogo, a conversa e por isso eu acho que algumas pessoas não nasceram com vocação para ser pais. Filho não é só um acontecimento de alegria e de sorriso, dá muito trabalho. E eu digo isso com a confiança de quem tem cinco filhos.
(05:36:50)
Moderadora / UOL:
Capa do 15º e mais recente livro do médico e escritor Roberto Shinyashiki, que fala sobre o medo (crédito: Reprodução/Divulgação) (05:47:00) lipi: Boa tarde ! Roberto os psicologos ou psiquiatras podem ajudar a uma adolescente a ajudar quanto a opçao sexual, Por que sao muias dúvidas quanto a isso? Espero Resposta
(06:04:03) RobertoShinyashiki: lipi, o grande desafio da educação e portanto também da psicoterapia, é descobrir qual a alma da pessoa ou do seu filho, no caso dos pais, e assim amá-lo. A sociedade destrói as pessoas querendo que jaboticabeiras dêem laranjas, por exemplo. Um filho meu jogar futebol num contexto de quase profissional e meu desafio é não criar expectativa de que ele vire profissional, enquanto que eu vejo que alguns pais estão ali pressionando pela profissionalização e outros pais pressionam para que os filhos deixem de jogar. Se você tem uma tendência para o homossexualismo, não tente evitar isso. Se você tem tendência para o heterossexualismo, não mude isso também e não embarque nas modas, porque as modas destroem a sua individualidade. As modas matam as pessoas e cada um tem que viver a sua vocação. Sucesso de verdade é realizar a sua vocação.
(05:52:57) marilisa: meu nome é Marilisa, gostaria de fazer uma pergunta, estou grávida de 9 meses, e me sento tão desmotivada quando penso no bebê. Isso pode ser sinal de uma depressão? por favor me responda
(06:01:08) RobertoShinyashiki: marilisa, você deve falar com seu médico, mas o instinto materno ou paterno, por exemplo, vai ser desenvolvido conforme a convivência com seu bebê. A pressão que eu tinha sobre mim mesmo quando fui pai era grande, eu queria que tudo fosse perfeito, e amar um filho significa aceitar isso e saber lidar com os problemas que seu filho irá passar sim, já que ele será um ser humano normal.
(05:42:25) Sandy: Dr. Roberto, o medo nao é um sentimento totalmente negativo, certo? Poderia citar algumas situações onde é válido ter medo?
(06:05:45) RobertoShinyashiki: Sandy, sem dúvida alguma! No livro eu explico direitinho. O medo é adequado quando acontece no contexto de uma ameaça. Quando você vai atravessar a rua, é bom ficar atento. Se seu filho está doente, você obviamente fica com medo e trata seu filho. Quando o medo se torna uma constante, aí sim ele é inadequado.
(06:07:07) RobertoShinyashiki: Esses dias me perguntaram como eu resumiria meu trabalho, então eu digo que o grande desafio da vida é juntar a busca do sucesso com a busca pela felicidade. Então, novamente, "sucesso sem felicidade é um grande fracasso", então una os dois e saiba viver melhor. Foi um prazer estar aqui com vocês!
(06:07:08) Moderadora / UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Roberto Shinyashiki e de todos os internautas. Até o próximo!