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Bate-papo com convidados

BATE-PAPO COM Gilberto Gil - 30/09/2009 às 19h00

Gilberto Gil

Cantor, compositor e ex-Ministro da Cultura comenta sua participação no "Cibercultura 10+10", evento que celebra os 10 anos da edição brasileira do livro "Cibercultura", do escritor e pesquisador francês, Pierre Lévy. Além de discutir e repensar o fenômeno cultural desencadeado pela revolução das convergências digitais e seu impacto na sociedade, o evento que acontece dias 1 e 2 de outubro, no Teatro Guarany, em Santos (SP), oferece uma oficina de remix com Gilberto Gil, Bem Gil e convidados. Em uma sessão de trabalho que usará ferramentas livres, os participantes presentes no teatro ou conectados pela Internet irão trabalhar, de maneira colaborativa e coletiva, em canções já lançadas pelo músico. Envie sua pergunta e saiba mais sobre o "Cibercultura 10+10" e sobre os projetos passados e futuros de Gil.

  • Biografia do convidado
  • Letras das canções de Gilberto Gil
  • Ouça os sucessos do cantor na Rádio UOL
  • Vídeos e clipes com o músico
  • Saiba mais sobre o evento "Cibercultura 10+10"
  • Ouça a conversa com Gilberto Gil:

  • Participaram do Bate-papo 320 pessoas


    (06:59:57) cocota: boa noite, giiiiiiiiiiiil!

    (07:02:17) Gilberto Gil: Boa noite a todos!

    (07:00:01) dani: Qual o principal desafio para a cultura na era digital nos próximos 10 anos?

    (07:04:24) Gilberto Gil: Eu acho que não há um só desafio. São muitos desafios. Primeiro do ponto de vista da própria oferta de possibilidades técnicas que todo este mundo novo oferece para a cultura, na forma de criar cultura, nas artes, na educação, na ciência, nos vários modos de produção de conhecimento e etc. Então, temos de pensar em como estas possibilidades se tornam novas ferramentas para produção. Por exemplo, a questão da digitalização das várias formas culturais do passado, dos acervos antigos e mesmo da cultura tradicional que se produz hoje, mas a partir de novas possibilidades de digitalização, portanto, temos de ter essa visão crítica da cultura e das novas formas culturais. Os impactos são muito grandes e variados, não há uma maneira de dizer quais campos serão mais impactados nos próximos dez anos. Há uma nova cultura, inclusive, uma nova cultura para qual nossos olhares precisam estar atentos e se adaptarem. É uma coisa muito grande!

    (07:01:08) Oaxiac Odéz: Em suas músicas vc costuma falar sobre as inovações tecnológicas. Vc costuma acompanhar os lançamentos nessa área?

    (07:09:24) Gilberto Gil: Oaxiac Odéz, eu sempre tive muito facínio pela tecnologia e pelas máquinas, que são uma forma mais concreta de expressão desta realidade tecnológica. As máquinas me impressionam desde cedo. Minha infância foi durante a Segunda Guerra Mundial, onde os tanques de guerra estavam presentes e tudo aquilo me causava muita impressão. Aquilo marcou e me deixou um lastro de interesse pelo desenvolvimento tecnológico. Criei um interesse pela tecnoclogia que acabou influenciando a minha própria criação mesmo. Na prisão eu escrevi "O Cérebro Eletrônico", "Vitrines". Eu não sou um usuário contumaz de nenhuma dessas novidades, até tenho dificuldade, não sou um bom operador. Não tenho intimidade com essas novidades, mas sou muito interessado. Defendo a liberdade de acesso e de uso amplo de softwares, defendo uma necessidade de que as pessoas não se aflijam, não tenham medo dessas coisas. Esta é a minha forma de me atualizar de me aproximar destas novas tecnologias. Eu não sou propriamente um ferramenteiro disso, mas procuro me manter próximo.

    (07:06:44) Ludmilla: Olá, Gil. Quero fazer uma pergunta sobre sua música "Pela Internet". Você acredita que músicas com este tema podem, por exemplo, promover uma inclusão digital? Acredita que elas podem ensinar algo sobre internet para o público?

    (07:12:38) Gilberto Gil: Ludmilla, olha, claro que sim! Na medida em que elas são comentadas. Como estas canções tem sempre uma visão crítica, apologética, de apoio ou não-apoio, então as pessoas que ouvem estas canções são levadas a tomar suas próprias posições em relação aquilo. Isso às vezes origina interesses por aquela questão que talvez não existisse antes naqueles ouvintes. Muitos jovens vão passar a se interessar por aquilo através do contato com a música. Aquilo se torna um assunto na vida dessas pessoas, senão um assunto dominante, pelo menos um assunto periférico. Isso é transformador já em si. Muita gente remixa e refaz vídeos, músicas. Essas pessoas chegaram a isso a partir de alguma referência, eles se aproximaram do cinema e das novas tecnologias e hoje estão aí.

    (07:02:26) aline: Qual a importância de oficinas como a de remix que vocês realizarão (e como ela será)? Existem atualmente um bom número de oficinas de fácil acesso para jovens discutindo esse assunto?

    (07:15:51) Gilberto Gil: aline, a primeira questão importante é a familiarização que as pessoas vão ter em casa e no evento sobre como funcionam estes processos. Vão conhecer como se transmite um audiovisual e poderão participar desta obra aberta também. Sua primeira finalidade é realmente familiarizar todo mundo no modo de fazer essas coisas. Depois, existem os conteúdos que serão disponibilizados para compartilhamento. São observações e impressões que ficarão disponíveis. Fazer oficinas com grupos e redes variadas significa jogar essa bola pra frente, é isso que a oficina em Santos vai fazer na sexta-feira. Vamos entrar neste game geral! (risos)

    (07:02:53) alfredo: Como você adaptou sua produção como artista às novas ferramentas digitais, quando teve a percepção da importância disso?

    (07:19:32) Gilberto Gil: alfredo, é uma adaptação gradativa. Eu sou egresso do mundo tradicional, do mundo analógico, da cultura pré-cibernética. Eu venho de lá e a minha formação musical, meu modo de compor e meus interesses temáticos, tudo vem deste tempo anterior a esta cultura. Como eu sou um fã muito grande e tenho um interesse muito grande por essa coisa, eu vou tentando me adaptar. Tento usar novas ferramentas como quando comecei a usar o computador, para escrever, para mexer em músicas. Eu sou um usuário moderado, meu interesse maior é fazer com que meus filhos, netos e todo mundo passem a se interessar por isso de forma adequada e responsável. Meus próprios usos são modestos, mas tenho interesse que isso se espalhe, aí sim não tem modéstia nenhuma. (risos)

    (07:05:58) Minguita: Como vai ser esse processo de interatividade a fim de que os internautas participem do "Cibercultura 10+10"?

    (07:21:58) Gilberto Gil: Minguita, você tem aí o site do evento, a interface do acesso lá pra Santos. No site do evento (http://www.cpflcultura.com.br/) você tem todas as informações de como proceder para interagir. Amanhã, à partir das 10h, as pessoas podem acessar o site e os conteúdos online que forem disponibilizados. Na sexta-feira estaremos fazendo a parte prática, e estaremos amanhã e na sexta das 10 às 18h.

    (07:09:45) Erica: Como você vê a cibercultura no Brasil?

    (07:25:55) Gilberto Gil: Erica, eu acho que o Brasil se encantou por este mundo todo. O Brasil vem batendo recordes de interesses variados na Internet e de suas ferramentas e aplicativos. Acho que tem uma juventude brasileira que, como em outros lugares também, demonstra um interesse enorme por essas coisas. Apesar de o Brasil ainda viver situações anacrônicas em outros aspectos, o país vem avançando muito neste aspecto. O Brasil já emergiu de uma situação periférica para uma região média. O interesse que os jovens tem facilitam nossa chegada à posição central no mundo, também. Os instrumentos eletrônicos são uma ferramenta importante para isso.

    (07:12:47) william: Gil, qual a sua sincera opinião sobre a dificuldade dos novos artistas tem de mostrar seu trabalho, já que hoje é a coisa mais fácil do mundo baixar um cd pela internet, na sua época os músicos não tinham o público que existe hoje, com muito acesso à internet. Pode me responder?

    (07:30:13) Gilberto Gil: william, no meu tempo, não tínhamos essas facilidades, portanto era mais fácil para nós, detentores de talento, chegarmos. Não havia tanta competição, tantos meios. Ao mesmo tempo que isso também era uma dificuldade para quem estava chegando. Isso aconteceu e causou uma nova dificuldade que é o congestionamento da área. Antes falávamos de quatro, cinco mil pessoas no Brasil todo. Hoje não, podemos contar aí alguns milhões de pessoas interessados em música, em arte. Pelas facilidades tecnológicas, essa dificuldade foi criada. A solução para isso vem vindo com o próprio enfrentamento dessa dificuldade. É preciso acreditar na criatividade, eu acho que esta dificuldade do atropelamento e do congestionamento que esses meios trazem serão resolvidos pelos próprios músicos, pelo acesso permanente, pela perseverança, por acreditar que alguma coisa pode mesmo sair de tudo isso. Tudo vai ser regulamentado com o próprio uso. Nós estamos numa fase experimental, muito aberta a todas estas possibilidades.

    (07:17:43) eliane: Quais as principais mudanças você acha que as ferramentas digitais proporcionaram na cultura -- e especialmente na música --, observando agora, 10 anos após o lançamento do livro de Pierre Lévy?

    (07:35:29) Gilberto Gil: eliane, eu já falei bastante disso, mas acho que foram essas questões, primeiro a ampliação extraordinária do acesso aos conteúdos, aos produtos, bens e serviços culturais. Isso teve um impacto enorme! Há uns 10, 20 anos atrás não tínhamos todo este acesso a bibliotecas e acervos do mundo todo. O que se tem hoje de possibilidade é enorme. Esse acesso como consequência foi criando impactos na própria criatividade, nas próprias formas de criação. Antigamente as pessoas faziam super-8, por exemplo, hoje os meninos vão direto para o videogame, para outras coisas. Uma forma de vídeo, de música analógica vai migrando para uma forma digital. Seria impensável uma produção como "Harry Potter" sem essa profusão de ferramentas que se tem hoje.

    (07:22:39) Viviane: Você pensa em um dia parar de cantar e exercer outra atividade ligada ou não a musica?

    (07:32:35) Gilberto Gil: Viviane, não. Enquanto eu tiver voz, pretendo continuar cantando. Com a idade vai se tornando difícil a sustentação da voz, então enquanto eu puder, continuarei cantando. Ainda não quero parar de ser jogador para virar técnico! (risos) Eu quero continuar sendo artista e provavelmente tentarei prolongar essa minha vivência até o máximo dos meus dias.

    (07:24:09) TUKA_KRIKA: Querido Gil..Buonissima Noite,vi que a Cantora Maria Rita participou da gravação de uma musica em teu DVD (AMOR ATE O FIM),que foi gravado por Elis Regina em 1974,qual foi a emoção de ter a cantora Maria Rita cantando ao teu lado na gravação??

    (07:37:25) Gilberto Gil: TUKA_KRIKA, eu não havia gravado essa música ainda e foi uma canção muito marcante na voz da Elis e agora, quando gravei a música, me lembrei de chamar a Maria Rita. Como o Bem, meu filho, estava participando, quis chamar a filha da Elis. (risos) Ela tem sua personalidade, seu estilo e é uma querida, resolvi chamá-la e ela gravou comigo.

    (07:42:26) Moderadora/UOL:

    Gilberto Gil após sua saída do Ministério da Cultura, em julho de 2008 (crédito: Alan Marques/Folha Imagem)

    (07:26:25) Marcus: Em sua Opinião, a queda da popularidade de jornais e revistas impressos se deu pelo surgimento da internet em si ou pela insistencia da midia "tradicional" em padrões esgotados ? O Mesmo vale para o setor musical/artistico em geral ?

    (07:40:34) Gilberto Gil: Marcus, os padrões esgotados são um sinal de que coisas novas estão vindo por aí. Não é por acaso que surgem coisas novas, elas não surgem no vácuo. A Internet, o hipertexto, as novas formas de livros e jornais surgem porque as formas antigas acabam cedendo espaço, elas acabam passando o bastão. É como se elas dissessem que seus modelos de negócio se esgotaram. Os novos meios, os blogs e as redes sociais criam novos espaços jornalísticos, literários e musicais. Isso mostra a emergência dos novos meios, uma coisa passa para a outra sem haver o desaparecimento dos primeiros formatos.

    (07:32:01) paulo pacini: olá, parabéns pelo trabalho e paciência na politica. Concorda com José Miguel Wisnik que o grande público tem dificuldades par acompanhar é entender sua produção atual como tem dificuldade de entender processos mais complexos de cultura e vida? Falta para para ouvir?

    (07:48:10) Gilberto Gil: paulo pacini, algumas pessoas tem dificuldades por não terem acesso a essas tecnologias. Muitas pessoas tem seu dia tomado por outras coisas, ocupações, trabalham oito horas e passam três ou quatro horas se locomovendo. Todas essas ferramentas demandam um tempo para que você se familiarize. Ao mesmo tempo, os meninos mesmo nas situações de baixa renda estão chegando mais rapidamente a tudo isso. Muitos meninos usam celulares, vão a lan houses... Eles próprios estão criando novas linguagens, novas formas de interpretação da velha cultura e da cultura que está surgindo. Aí também se intala um paradoxo, nesta dificuldade que as pessoas tem de entender movimentações que eu faço, que o Wisnik faz. Ao mesmo tempo, as pessoas acessam estas tecnologias cada vez mais. Mesmo que a gente ache que eles estão defasados, eles estão suprindo esta defasagem rapidamente longe das nossas vistas. (risos)

    (07:34:48) Gigi: Hoje em dia, tudo vai para rede, para o Youtube, assim como o caso da Vanusa e o hino, o Belchior desaparecido! Você acha que esse universo acabou com a privacidade?

    (07:44:18) Gilberto Gil: Gigi, a privacidade tem de se reiventar. Diante desta hiperexposição de suas vidas, essas pessoas também vão criando novas formas de privacidade. Eu não preciso mais reinventar a minha privacidade, porque não vivo da mesma forma que estes jovens. Hoje, o que é privativo passa a ser público e o que era público pode se tornar privado. As pessoas pensam no que não gostariam de tornar público e também se tornam confortáveis com a hiperexposição também. Você pode ficar escondido nessa hiperexposição. Acontece uma recomposição da intimidade a partir da necessidade e do desejo de cada um.

    (07:36:33) Calunga: Gil, está fazendo falta alguma composição nova em parceria com o Chico, alguma coisa prevista?

    (07:45:10) Gilberto Gil: Calunga, não, outro dia eu liguei para o Paulo Coelho sobre uma possibilidade de parceria. Ontem falei com Arnaldo Antunes, semana passada, com o Dominguinhos... Também quero propor novas parcerias com Chico e Caetano para este projeto que deve acontecer em meados do ano que vem.

    (07:39:19) Gustavo: Gilberto Gil, em primeiro lugar quero te dar meus parabens pelo seu trabalho que você vem desenvolvendo a muitos anos , pela sua competência como ministro.Gil minha pergunta é :quando você era ministro da cultura você se "jogou na politica" e deixou a musica de lado ou você deu preferencia a coisa que você mais gosta que é cantar?e como foi trabalhar com o presidente Lula?Obrigado.

    (07:52:38) Gilberto Gil: Gustavo, eu dediquei 80, 90% do meu tempo para cumprir todos os compromissos políticos, viajei o mundo, fui para o interior, para comunidades indígenas, ia para o congresso defender propostas, criava fóruns de cultura. Trabalhei quase seis anos, mais precisamente cinco anos e sete meses. Dediquei-me totalmente a isso e residualmente eu fazia música, quando era possível, aos finais de semana. Não senti saudade do palco porque todo ano reservei um mês, um mês e meio, para fazer shows pelo Brasil e no exterior. Sempre usei as folgas que eu tinha como ministro. Eu não pude manter meu trabalho como compositor, isso ficou hibernado até o final do Ministério. Eu senti falta, mas eu sabia que era um sacrifício que eu estava fazendo em prol de trabalhar com o presidente Lula, é um prazer trabalhar com alguém que está buscando uma nova visão para o Brasil no exterior. Eu deixei de ter prazer com a música e passei a ter neste outro convívio. Conheci muita gente no Brasil todo, criamos projetos interessantes na área do cinema, da música.

    (07:43:00) kixaba: Gil, o que você acha do vale cultura. Não seria mais proveitoso investir em produção?

    (07:59:22) Gilberto Gil: kixaba, o fato de existir o vale cultura não significa que devamos deixar de investir em cultura. Nós temos de facilitar não só a produção cultural mas também o consumo cultural. Famílias de baixíssima renda não tem condições de ter despesas com isso. O vale serve para dar uma alternativa, um uso alternativo ao seu dinheiro, ao dinheiro que já é mínimo, já é escasso. Nossa intenção é estimular o consumo de cultura.

    (07:46:33) cleber - campina: ola Gil, depois de ouvir vários de seus discos e do recente kaya na gandaya que eu adoro, não tenho como deixar de querer saber qual a sua opinão sobre a questão da legalização da maconha

    (07:56:50) Gilberto Gil: cleber - campina, a minha opinião é muito conhecida. Minha opinião há muito tempo é de que os custos da liberação são menores do que os que a proibição provoca, como a matança, a guerra entre traficantes e a polícia, os enormes recursos mobilizados para a repressão, a vitimização de setores amplos da sociedade no Brasil e na América Latina, além de outros lugares onde esta questão se faz presente. Muita gente diz que o consumo das drogas aumentaria se a legalização fosse aprovada, mas talvez isso acontecesse apenas num primeiro momento. Com o desaparecimento dos gastos com aparato policial, poderemos investir em políticas públicas, no próprio aparato médico para cuidar da sociedade. Vimos isso no caso do cigarro: as novas gerações fumam menos e as gerações antigas também tem de se acostumar com um consumo moderado. Ninguém é proibido de comprar cigarro, no entanto seu consumo é sempre desestimulado. Eu peso cada vez mais em casa as consequências da liberação da maconha e as consequências da proibição e vejo que a liberação tem realmente custos muito menos para a sociedade.

    (07:50:32) Moderadora/UOL:

    No Bate-papo UOL com Convidados, Gilberto Gil discute processos criativos e cultura na era digital (crédito: Divulgação)

    (07:51:41) Dom Quixote: Gil, oque você achou da decisão do funk ser considerado movimento cultural no Rio. Existem outras manifestações que precisam desta "liberação"?

    (08:01:31) Gilberto Gil: Dom Quixote, o funk já é um movimento cultural há muito tempo, desde que ele se tornou o ritmo dominante na periferia do Rio de Janeiro e também de São Paulo. Isso mobiliza milhares de pessoas, oferece emprego e alternativas à marginalidade. Tem função social, econômica e ao mesmo tempo é uma linguagem cultural e musical importantíssima. Precisamos legitimar essas atividades tirando delas o peso da repressão policial. Isso é natural, é democrático e inclusive demorou para acontecer.

    (07:54:08) Gigi: Você é um querido Gil, um patrimônio musical do Brasil, que Deus te cuide sempre, um beijo imenso!

    (08:04:02) Gilberto Gil: Gigi, obrigado, um beijo! Eu me cuido como eu posso! (risos)

    (07:54:18) Joel: "O Poético e o político"...Vc escreveu isto num jornal de Salvador, creio. Serviu de "base" para muitos jovens poetas e jovens políticos. Muito bom ! Agradeço com uns 20 anos de intervalo. Abraço

    (07:54:26) Luciana: Gil sou sua fã a muito tempo , tenho 38 anos! !! Quero te ver cantando sempre com esse sorriso maravilhoso !!!

    (08:04:26) Gilberto Gil: Luciana e Joel, obrigado! Obrigado a todos vocês!

    (08:04:55) Gilberto Gil: Eu agradeço a vocês, participem do evento e espero que da próxima vez eu esteja com vocês audiovisualmente!

    (08:04:49) Moderadora/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Gilberto Gil e de todos os internautas. Até o próximo!

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