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Bate-papo com convidados

BATE-PAPO COM Leyla Galetto - 24/04/2008 às 18h00

Leyla Galetto

A convite da revista "Você S/A", consultora de Recursos Humanos avalia como a idade é fator de influência no mercado de trabalho. Ser jovem e chefe pode gerar desconfiança? Saiba mais sobre esse e outros assuntos no papo.

Participaram do Bate-papo 510 pessoas


(06:07:41) carola: oi Leyla, tudo bem? gostaria de saber se a idade influencia na hora de uma entrevista de emprego para um cargo de chefia, por exemplo. Obrigada.

(06:08:28) Leyla Galetto: Carola, não, o que influencia são as competências exigidas para o cargo. É assim que o mercado seleciona.

(06:09:25) carola: mas e no dia-a-dia, um chefe muito jovem pode ser "descrimidado" por funcionários que são mais velhos e tem mais tempo de experiência?

(06:11:36) Leyla Galetto: Só se ele não for competente. Se ele for bom, vai acabar conquistando o grupo pela competência, pela habilidade em identificar as diferenças de expectativas em cada geração. Se ele estiver preparado para lidar com cada pessoa, independente da geração, ele vai se dar bem.

(06:12:02) joana: como fazer pra adquirir respeito independente da idade?

(06:13:23) Leyla Galetto: O respeito se adquire pela atitude. Se você tiver uma atitude madura, será respeitado, como consequencia. Não adianta querer passar uma imagem adulta se tem atitudes imaturas.

(06:13:46) Amanda: Leyla, e essa história das pessoas fazerem cirurgias plásticas para conseguir uma vaga no mercado? O que você acha disso?

(06:15:28) Leyla Galetto: Eu não tenho esse tipo de informação. Pode ser que você esteja falando de um mercado difereciado, como o mundo das artes, TV, eventos, etc. No mercado de trabalho tradicional ou seja, no mundo corporativa, isso não é tão observado.

(06:15:38) agnaldo: tenho 41 anos e ja tentei entrar em 2 empresas uma delas na spvias e nao consegui a senhora acha que o fato da idade pode estar atrapalhando?

(06:21:00) Leyla Galetto: De maneira alguma, Agnaldo. Provavelmente você, mesmo detendo todas as qualificações que o perfil exigia, todos sofrem concorrência de pessoas com as mesmas qualificações. As vezes, aspectos pessoais, que para você não são importantes, são determinantes na hora da seleção e por conta disso você, não foi o escolhido. Um exemplo: a empresa estava buscando uma pessoa com gestão de grandes times de trabalho e talvez o candidato não tivesse essa experiência em grandes volumes de subordinados. É só um exemplo. Outro: Estamos trabalhando uma posição para direção comercial de uma empresa. Um dos pre-requisitos é que o candidato esteja atualmente à frente de uma operação de 1 BI/ano. Quem tem as competências mas não tiver essa responsabilidade não será considerado. Portanto, não tem nada a ver com a idade.

(06:21:34) joana: quero saber como ser reconhecida na firma que trabalho ha sete anos. sou assitente geral e sempre me sobra mto trabalho, mas pocuo reconhecimento. srrá que minha pouca idade tem a ver?

(06:26:37) Leyla Galetto: O primeiro passo para chegar lá é olhar em volta e ver como é que funciona a questão do reconhecimento na sua empresa. Como as pessoas são promovidas? Como recebem aumento? Como elas recebem feedback positivo? Isso tem a ver com a idade? Só quem tem mais idade é promovido na organização? Ou é uma questão de atitude? De realizar o que a empresa definiu como objetivo? SErá que você esta focando nesses objetivos ou naquilo que você acha certo fazer? Somente depois de fazer esse "estudo" você poderá definir qual será o seu próximo passo na busca desse reconhecimento. Ou buscando o mesmo tipo de comportamento dos outros para conseguir também ser reconhecida. Daí você poderá avaliar, se já tiver feito tudo o que podia, se vale mesmo a pena continuar nesta empresa. Boa sorte!

(06:26:57) Irlandês: Há uma vedadeira idade limite, após a qual o mercado realmente se fecha aos veteranos?

(06:29:31) Leyla Galetto: Não. Temos visto que esta possibilidade tem se ampliado muito com a formação dos conselhos e governanças coporativas. Em outros níveis, também há demanda de especialistas bem experientes, como por exemplo engenheiros para desenvolvimento de turbinas. Quanto maior a experiência, muito mais bem-vindo ele será dentro da necessidade atual. SE você for muito bom no que faz, sempre haverá espaço no mercado, ainda mais na realidade brasileira, na qual a carência de mao-de-obra preparada é alta.

(06:30:06) marcos: quais serão as profissões que chaves que definirão os rumos no mercado de trabalho?

(06:32:37) Leyla Galetto: Todas as ligadas a serviços (consultoria, turismo, hoteis, etc), desenvolvimento de novas tecnologias, agribusiness, geração de energia e combustíveis, informação, comunicação, meio ambiente, e também aquelas ligadas ao publico da terceira idade (cada vez se vive mais e melhor).

(06:32:48) Calvin: Boa Noite Leyla. Na sua visão, quais são as competências mais valorizadas nos dias de hoje?

(06:36:21) Leyla Galetto: As competências são flexibilidade (conseguir se adaptar rapidamente a mudanças, se reorganizar, ter prontidão para dar uma resposta, estar aberto a correr riscos, a largar o velho e começar de novo), objetividade (ter foco, saber separar o que é mais importante), visão, ser multicultural, ser colaborativo (trabalhar em equipe, em time) e até mesmo saber trabalhar à distância e fazer um trabalho independente, tendo a capacidade de se concentrar e mostrar resultados.

(06:37:05) TATIANA: Boa Noite Leyla. Tenho 25 anos, me formei ha dois anos e tenho pouca experi^encia profissional (2 estagios e 1 emprego temporario). Vc acha q j'a estou "velha" para o mercado? Como reverter essa situaacao?

(06:39:27) Leyla Galetto: Não, você não está velha, pelo contrario! As empresas estão buscando pessoas jovens e recem-formadas como você. Há muitos programas de trainee, por exemplo, que são direcionadas para pessoas com as suas caracteristicas. Não desista! No site do Grupo Foco, por exemplo, temos muitos programas em aberto. É uma dica! www.grupofoco.com.br

(06:40:11) Cláudia: Recentemente voltei e enviei cerca de 1000 currículos, mas não fui chamada por nenhum. Meumedo é o fato de apesar de estar bem qualificada e ter muita experiencia em diversas áreas, tenho 32 anos e parece que minha idade é de risco para asempresa, consierando que sou solteira e existe a possibilidade de querer ter filhos logo por causa do tempo natural...Isso é um fator agravante?

(06:42:53) Leyla Galetto: De maneira alguma! Acredito que você deva fazer uma revisão no seu curriculo. Talvez ele não esteja no formato adequado, e com as informações necessárias para atrair quem está selecionando. Outro ponto: será que você enviou para as empresas certas, ou seja, aquelas que poderiam se interessar pela sua experiência? Pense nisso e boa sorte.

(06:43:09) Eunice: olhe, tenho 58 anos anos, sou jornalista e assessora de imprensa. Costumamos brincar que, após os 40, somos mortos e, após os 50, viramos´múmias. Mas encontrei trabalho ano passado e, entre uma turma de jovens, fiquei conhecida pela minha disposição, prazer no trabalho, memória etc. Tenho lido que algumas empresas estão empregando pessoas mais velhas, que a experiência volta a ser valorizada. Você sente isso no seu dia-a-dia de consultora de RH?

(06:45:43) Leyla Galetto: Claro! E muito! E cada vez mais! E à medida que o Brasil for crescendo, com o que se projeta só no ano de 2008, não teremos profissionais para preencher todas as posições em aberto. Assim, deveremos cada vez mais, envolver as faixas etárias dos seniores/veternos e baby boomers. Parabéns! Você é um exemplo de que sempre há espaço para quem é bom no que faz.

(06:45:48) cadê o padre?: uma boa aparencia é fundamental em uma entrevidta?

(06:48:05) Leyla Galetto: Eu chamaria de uma aparência adequada, o que é bem diferente do que usualmente chamamos de beleza. Sim, e importante. E o que isso significa é básico: cabelos bem cuidados, lavados, penteados. Roupa limpa, discreta/sóbria, elegante. Unhas bem cuidadas, sem excessos de cores, cheiros, acessórios. Isso eu chamaria de uma boa apresentaçao.

(06:48:39) Cesinha: Tenho 63 anos, sou aposentado, mas quero voltar a trabalhar. Pego qualquer trabalho, no entanto, se me for dado o direito de escolher, gostaria de ser recepcionista de um hotel 5 estrelas. Falo fluentemente inglês e francês, além do português. Sou muito charmoso, apesar de careca e barriga protuberante. A meu favor tem o fato de que me comunico com muito desprendimento. Ah, tenho profundos conhecimentos de Direito, pois sou advogado nas horas vagas. Você acha que eu tenho alguma chance no mercado de trabalho?

(06:50:08) Leyla Galetto: Todas! Você acredita que pode e poderá! O mercado precisa sim de pessoas com boa comunicação, com vontade de crescer, independente da idade que tenham. Você já investiu nessa sua intenção? Se não, comece já.

(06:51:11) cida: vc acredita que o fator idade nao tem peso na hora da contratação ? por que os entrevistadores fazem tanta questão de saber a idade do entrevistado, ate mesmo antes de agendar a entrevista ? tenho 47 anos e sinto o peso da idade na hora da contratação.

(06:52:57) Leyla Galetto: A idade, assim como qualquer outra informação sobre o candidato sempre será importante para que o entrevistado possa traçar o seu perfil. Já dissemos aqui o quando o mercado já está precisando de gente mais mais experiente. Invista na área em que você tem mais experiência, intensifique as suas melhores competências e não desista.

(06:53:11) tec. laboratorio: Boa noite, tive que pedir demissao da empresa em que trabalhava devido ter passado em um concurso publico, mas apos os 3 meses de treinamento nos avisaram que deveriamos aguardar a convocação para posse do cargo. Estou ha 15 dias parado e com a intenção de enviar um cv novamente a minha ex-empresa. O que acha?

(06:55:14) Leyla Galetto: Você deveria fazê-lo. Imprevistos acontecem. Pode ser que a sua ex-empresa nem tenha conseguido alguem para substituir você. Não fique esperando, pensando. Agende uma reunião, faça um contato pessoal, acredite em você, explique com sinceridade o que aconteceu e demonstre o quando você ficaria feliz em voltar. Boa sorte!

(06:55:49) Lord Carl: Drª a senhora considera os processos de seleção de pessoas imparciais? Até que ponto?

(06:58:07) Leyla Galetto: O processo é imparcial dentro de um contexto orgazanicional. É como quando você vai comprar uma casa - existe uma infinidade de cidades, bairros, ruas, etc. Você tem que definir um parâmetro, expectativas, necessidades, interesses, condições financeiras e ir afunilando, até achar a melhor opção. As empresas fazem o mesmo.

(06:58:20) Luis: Você acha que o mercado necessita de profissionais cada vez mais novos, com estudos e formação mais teoricas?

(07:00:40) Leyla Galetto: O que vem acontecendo é que cada vez há menos profissionais disponiveis e mais demanda. As empresas vão recrutando os mais jovens, recem-formados. Eles estão sendo convidados para ingressar no mercado de trabalho mais cedo. Há muitas faculdades formando uma infinidade de pessoas boas.

(07:01:24) Leyla Galetto: Pessoal, foi um prazer participar. Estou à disposição pelo e-mail lgaletto@grupofoco.com.br

(07:01:44) Geovanna/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Leyla Galetto e de todos os internautas. Até o próximo!


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