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Bate-papo com convidados

BATE-PAPO COM Revista Vira-Lata - 01/12/2001 às 19h00

Revista Vira-Lata, combate à Aids

No Dia Internacional de Luta Contra a Aids, o músico Paulo Garfunkel conversa com internautas sobre o programa de prevenção à Aids na Casa de Detenção do Carandiru. Com a ajuda do médico Drauzio Varella, Paulo e o cartunista Líbero Malavoglia criaram a revista Vira-Lata, que há 10 anos é distribuída entre os presos dos principais presídios de São Paulo

 (18:25:38) Garfunkel e Malavoglia: entra na sala...


 (18:59:12) Paulo Garfunkel: entra na sala...


 (19:00:59) Paulo Garfunkel: Boa noite, neste sabadão. É bom estar falando deste projeto, um trabalho desenvolvido pelo Drauzio Varella. Uma revista sobre erotismo que fala diretamente ao detento sobre prevenção à Aids.


 (19:01:25) Carlos.. fala para Paulo Garfunkel: Boa Noite Paulo.


 (19:01:25) leandro fala para Paulo Garfunkel: Boa Noite Paulo! como esse projeto começou?


 (19:02:37) William fala para Paulo Garfunkel: Qual é a principal forma de prevensao que esta sendo apresentada neste projeto?


 (19:03:43) Paulo Garfunkel: leandro: A gente passou a visitar o Carandiru, conversar com os detentos para saber a conduta dos presos e transmitir isso aos quadrinhos. Achamos que essa seria a melhor maneira de mostrar a prevenção à Aids e falar de assuntos do ineresse dos presos, distribuindo as revistas para todos os presos. Isso é muito bom. O contato nos ensina a melhorar a maneira de fazer a revista e passar a mensagem.


 (19:05:13) Carlos.. fala para Paulo Garfunkel: Vc acha que este projeto pode abranger todas a penitenciarias do país??


 (19:05:23) Paulo Garfunkel: William: Acamisinha. não tenha a menor dúvida que tentamos passar a informação do sexo seguro. Nas histórias, bem eróticas, mas sempre com preservativo.


 (19:07:07) joao fala para Paulo Garfunkel: OLA! Quais são os resultados desse projeto? Vocês tem acessos a esses dados?


 (19:07:39) Paulo Garfunkel: Carlos: Hoje, atendemos a Casa de Detenção do Carandiru, onde o Dr. Drauzio Varella tem o maior contato com os presos. E acho que o projeto pode sim chegar a todas as penitenciárias do país. A linguagem é bem próxima a dos detentos e por isso vai funcionar com certeza.


 (19:08:55) Bi@ fala para Paulo Garfunkel: qual a porcentagem de infectados no carandiru?


 (19:11:09) Paulo Garfunkel: joao: Ainda não sabemos quantas vidas o vira-lata salvou. Mas sanbemos que a revista já está concientizando muita gente. Sabemos que no Carandiru há as visitas íntimas, quando rola sexo. E isso disseminava muito o vírus, e é isto que pretendemos atingir. Outro tema que estamos abordando é a droga. Falamos muito do crack na Cadeia e sabemos que isso também muito depois da revista lá dentro.


 (19:11:41) William fala para Paulo Garfunkel: Presos possuem visitas intimas. Voce acha que é mais comum o virus entrar ou sair do presidio ?


 (19:12:18) Paulo Garfunkel: Bi@: Não sou muito bom com estes números, mas sabemos que estes números caíram de 20% para 7% nos Carandiru.


 (19:14:31) William fala para Paulo Garfunkel: No presídio existe a contaminacao proposital ? em uma briga por exemplo.


 (19:15:22) Paulo Garfunkel: William: Olha, é bem comum sair. Temos muito dados sobre a doença que é adquirida pelo preso e passada para a mulher na visita íntima. Um grande problemas que enfrentamos, neste caso, é mal nívelde vida dos presos. Ou seja, pelo fato de serem pobres, na grande maioria, sabemos que muitas mulheres que visistam os presos tem outros parceiros do lado de fora. isso também ajuda a rápida transmissão.


 (19:15:48) bia fala para Paulo Garfunkel: como os presidiários têm acesso à camisinha no Carandiru?


 (19:17:02) Paulo Garfunkel: William: Tem, mas isso é um tipo de contaminassão muito particular... mas não temos muito dados sobre isso. Tem uma história, contada pelos policiais, que alguns presos tentaram atirar sangue contaminados nele. Mas, como disse, são casos particulares e não representam a maioria.


 (19:17:46) Chiquita pergunta para Paulo Garfunkel: vc possui ajuda do governo p/ fazer esse tipo de trabalho no Carandiru?


 (19:18:04) Selecionador UOL: Cauê Nicolai

Paulo Garfunkel no Bate-papo UOL


 (19:18:06) Paulo Garfunkel: bia: Elas são distribuídas. Muitas vêm de doações, algumas da Secretaria de Saúde e outras campanhas.


 (19:18:57) Rogério fala para Paulo Garfunkel: Qual é a responsabilidade do sistema penitenciário, quando um preso é contaminado involuntariamente, através de uma relação sexual forçada por exemplo?


 (19:19:14) Paulo Garfunkel: Chiquita: Não. A ajuda é toda da UNIP, Universidade Paulista de SP. Assim como uma ajuda de custo para mim e o Líbero - o cartunista.


 (19:22:15) Karla/Salto fala para Paulo Garfunkel: como eles fazem para saber...tem exames periodicamente....?


 (19:22:51) Paulo Garfunkel: Rogério: Sei que eles t~e muita dificuldade de ter acesso aos remédios. Muita coisa vem da ajuda de outros presos ou as famílias mandam muita coisa. Um exemplo é o trabalho do Dr. Drauzio Varella.


 (19:24:41) Chiquita pergunta para Paulo Garfunkel: e o trabalho no pressidio feminino , vc participa e como


 (19:24:59) Paulo Garfunkel: Karla/Salto: Existem. Inclusive o Dr. Drauzio tem uma preocupação por este controle. Não tenho total certeza, mas acho que todos os detentos passam pelo exame.


 (19:26:12) Carlos.. fala para Paulo Garfunkel: Vc acha que este projeto pode vim a ajudar não somente os presidiarios, ou seja poderia servir como ajuda para as pessoas aqui do lado de fora... pois ha ainda muita gente desenformada aqui....


 (19:26:18) Paulo Garfunkel: Chiquita: Não. infelizmente. A gente conseguiu o acesso no Carandiru por meio do Drauzio, e ele não tem trabalhos no presídio feminino. Mas se houver chance, certamente adoraríamos.


 (19:28:25) Jana fala para Paulo Garfunkel: Além do tratamento médico existe algum acompanhamento psicologico? com estes presos


 (19:29:13) Selecionador UOL:

Pin-up da Revista O Vira-Lata


 (19:29:15) Paulo Garfunkel: Carlos: Seria ótima fazer um projeto para todas as classes envolvidas. Já fizemos, inclusive, trabalhos encampados pelo Min. da Saúde para caminhoneiros, prostitutas de baixa renda para prevenção da Aids.


 (19:30:06) Georges Lacombe fala para Paulo Garfunkel: Entre os presos existe discriminação com relação aos soropositivos?


 (19:32:51) Paulo Garfunkel: Jana: É muito difícil administrado de presos, inclisive se eles estão juntos. Mas o acompanhamento psicológico funcionarai com 500 detentos. O Carandiru tem quase 8 mil presos.


 (19:33:30) Selecionador UOL:

Drauzio Varella passa o recado


 (19:34:59) INSTI fala para Paulo Garfunkel: A fonte de informações de vcs. baseam-se sempre nas informações do Dr. D]rausio Varela quantos aos presidiarios dcom HIV? Não existe outra fonte informativa de outro setor de saude existente na Secretaria da Saúde ?


 (19:35:03) Paulo Garfunkel: Georges Lacombe: Não. eles dividem cela e tudo mais. Eles se ajudam muito por causa deste contato.


 (19:36:54) madsom fala para Paulo Garfunkel: PAULO, vc pensa em fazer algum trabalho musical, baseando-se nessa experiência junto aos detentos?


 (19:38:40) Selecionador UOL: Cauê Nicolai

Paulo Garfunkel no Bate-papo UOL


 (19:38:52) Paulo Garfunkel: INSTI: O número caiu bastante. Pra ser sincero, a minha área não é bem essa. No Carandiru trabalho com a comunicação, e por isso estou sem estes dados. E falando do Drauzio, é eles mesmo que nos supervisiona, ainda mais por ter convivido muito tempo com os presos, ele nos ensina muito sobre a linguagem dos detentos.


 (19:41:05) Paulo Garfunkel: madsom: Eu ouço muito o que eles fazem, samba, RAP. Penso em fazer do Vira-Lata um desenho animado ou um site com a mesma temática, claro que tudo isso vai ter som.


 (19:41:14) bia fala para Paulo Garfunkel: como os carcereiros lidam com os soropositivos?


 (19:42:25) Selecionador UOL:

Capa do último O Vira-lata


 (19:42:45) Paulo Garfunkel: bia: Superbem. O problema é bem próximo e são bastante solidários.


 (19:44:04) Georges Lacombe fala para Paulo Garfunkel: Já se pensou em usar o Vira-lata como roteiro para um peça teatral a ser representada pelos detentos?


 (19:46:38) Paulo Garfunkel: Georges Lacombe: Já pensei num musica. O Vira-lata tem muita ação e gostaria. E essa seria uma boa idéia para os presos. Já pensei em fazer um filme, mas isso envolve muita gente... demoraríamos muito.


 (19:48:00) marcelo fala para Paulo Garfunkel: Há grupos/facções dentro do Carandiru que atrapalham a distribuição desse material?


 (19:49:12) Paulo Garfunkel: marcelo: Não. pelo contrário. Há excessão dos "irmãos", os religiosos, que não gostam muito. Porém há excessão.


 (19:49:54) INSTI fala para Paulo Garfunkel: Se este seu projeto do Vira-lata é tão completo no seu contexto não houve interesse Institucional ainda porquê?


 (19:50:34) bia fala para Paulo Garfunkel: e os travestis? como recebem o gibi? e as esposas dos presos? gostam?


 (19:51:54) alexis fala para Paulo Garfunkel: O vira lata tem tematica ou disenhos homosexuais?


 (19:52:16) Paulo Garfunkel: INSTI: Não sei... Queremos que o Min. da Saúde de Adm. Penitenciária adote nossa causa. Acho que a temática do gibi atrapalha um pouco, pelo fato do Vira-Lata ser ex-detento, um cara das ruas. Mas temos outros projetos nosso que foram encampados pelo governo: para caminhoneiros e prostitutas.


 (19:52:52) Selecionador UOL:

O primeiro O Vira-lata


 (19:53:21) bia fala para Paulo Garfunkel: como a unip se interessou por algo não politicamente correto?


 (19:53:29) Paulo Garfunkel: bia; Das esposas eu não sei o retornos sobre o gibi, aí não sei como dizer. Os travesti gostam... o Vira-Lata é bonitão e as mulheres são como eles gostariam de ser.


 (19:55:17) Paulo Garfunkel: alexis: Não, as vezes agente coloca um ou outra travesti mas isso não é constante.


 (19:57:27) Paulo Garfunkel: bia: Na verdade os Dr. Drauzio é um dos fundadores do Objetivo e isso facilitou muito. O Di Gênio, diretor da UNIP, tem uma certa gratidão com o Dr. Drauzio e isso fez com que nosso projeto fosse encampado pela Universidade UNIP.


 (19:59:21) Paulo Garfunkel: Para mim é muito legal ter feito esta conversa. Agradecço a todos que participaram do Bate-papo. Também agradeço o Dr. Drauzio e o cartunista Líbero. Tenho inclusive um e-mil para conversar com os interessados pelo projeto: paulogarfunkel@hotmail.com

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