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Bate-papo com convidados

BATE-PAPO COM Thomas Stavros - 01/07/2003 às 18h00

Thomas Stavros, sobre a peça

Diretor da companhia de teatro "Fulanus di Tal" fala sobre a peça "Clube Privê", em cartaz no teatro Bibi Ferreira, em São Paulo.

(18:00:47) Thomas Stavros: Quem tem de agradecer aqui sou eu!! O UOL está dando a maior força para a divulgação da peça. Um alô geral a todos!! Espero que se divirtam!


(18:00:50) Richard Kings pergunta para Lucila Camargo: Thomas, gostaria de saber quais são as suas influências dentro do universo da dramaturgia?


(18:01:36) Thomas Stavros: Richard Kings, basicamente é o Teatro Grego que me influencia. Até porque eu sou filho de Grego... Aristófanes, Menandro, Eurípedes...


(18:01:41) sadad fala para Thomas Stavros: Boa tarde, Thomas! Este é seu primeiro espetáculo?


(18:04:00) Thomas Stavros: sadad, boa tarde!! Este não é o meu primeiro espetáculo. Tenho 14 anos de profissão. No Teatro Cultura Inglesa eu estava apresentando "Embalos de Sábado a Noite". Mas este é o primeiro espetáculo em que eu produzo.


(18:04:04) ANDRÉ fala para Thomas Stavros: EM QUE MOVIMENTO LITERÁRIO VC GOSTA DE SE BASEAR


(18:05:36) Thomas Stavros: ANDRÉ, olha.. não tenho um movimento específico. Como trabalho em Teatro, as peças que eu escrevo passeiam por vários movimentos. Procuro fazer um teatro de entretenimento, que envolve o público com a diversão... Tudo com muito humor. A gente explora problemas do cotidiano, sim, mas com muito humor e sutiliza.


(18:05:38) Lucas fala para Thomas Stavros: olá, onde a peça está em cartaz? no bibi?


(18:06:51) Thomas Stavros: Lucas, no mês de julho estamos indo pra Brasília. Vamos inaugurar o espaço do Blue Tree Park. Mas voltamos em São Paulo, para o Bibi Ferreira, no final de agosto, começo de setembro.


(18:06:51) Lucas fala para Thomas Stavros: li que a peça é "ambientada nos anos 70 e regada a black music", de onde vocês tiraram esses elementos, de que influência?


(18:08:39) Thomas Stavros: Lucas, boa pergunta... Esta história começou entre eu e os demais componentes do grupo. Este não é o meu primeiro texto que estou jogando no mercado. Eles queriam saber se eu conseguiria expor a vida de uma época que eu não vivi... Foi um desafio que resolvemos encarar. Daí também vem a Black Music, que influenciou muito a década de 70.


(18:09:50) Nikita fala para Thomas Stavros: Quem são os outros atores da peça e onde eu posso ver vcs?


(18:11:10) Thomas Stavros: Nikita, você pode nos ver no Bibi Ferreira no final de agosto. Estou trabalhando com Evandro Miúdo, que vem da safra dos atores de Brasília, e Ricardo Reis.


(18:11:16) Richard Kings pergunta para Thomas Stavros: No que se baseia a filosofia da cia?


(18:12:55) Thomas Stavros: Richard Kings, esta é uma pergunta bem legal. Quando a gente desenvolveu a companhia, elaboramos o 'Teatro do Respeito'. Esta é a filosofia que os 'pais' do teatro pensaram quando desenvolveram a técnica. A gente quer usar o teatro para entreter e ensinar. A gente explora na peça valores de uma sociedade construtiva, como ética, moral, amizade, verdade...


(18:12:59) ANDRÉ fala para Thomas Stavros: EU ENCARO O TEATRO NOS DIAS DE HOJE COMO UM DOS ELEMENTOS MAIS DIFÍCEIS PARA SER PRODUZIDO , PRINCIPALMENTE HOJE, O QUAL ESTAMOS CERCADO DE ELEMENTOS QUE NÄO TRAZEM NENHUM MEIO CULTURAL PARA NOS VC CONCORDA COMIGO


(18:15:07) Thomas Stavros: André, não posso dizer que concordo plenamente. Com relação à produção do cinema, o cinema investiu demais. O teatro agora está se reciclando, por meio de companhias jovens e recursos mais modernos. E mais.... os incentivos devem ser, e estão sendo, repensados. A produção de teatro é mesmo difícil, mas temos de ter esperança.


(18:15:28) lipe fala para Thomas Stavros: como vc criou esta peça?


(18:17:15) Thomas Stavros: lipe, eu penso muito antes de escrever. Eu pensei bastante de como seriam os personagens, como seria a história... Daí, eu sentei no computador e digitei tudo em uma semana. Foi rápido porque estava tudo na minha cabeça. Este é um caminho muito natural escrever e dirigir. Como a história saiu da minha cabeça, a direção é uma continuação disso tudo.


(18:17:18) juca fala para Thomas Stavros: Quanto tempo levou pra montar a peça?


(18:19:48) Thomas Stavros: juca, ótima pergunta! Eu levei uns 50 dias para montar a peça. Tinha de aproveitar a chance de estar no elenco de "Jamais te Esquecerei", do SBT.


(18:19:50) cris fala para Thomas Stavros: Vc pretende fazer ou já fez televisão?


(18:20:48) Thomas Stavros: cris, fiz TV duas vezes: participei de "Pequena Travessa", e na seqüência fiz "Jamais te Esquecerei". A minha casa é o teatro. É lá que me sinto mais a vontade.


(18:20:53) Nikita fala para Thomas Stavros: é impressão minha ou eu te vi na novela do SBT


(18:25:46) Thomas Stavros: Nikita, em uma não... mas em duas: "Pequena Travessa" e "Jamais te Esquecerei". Agora só falta você ir me ver no teatro!


(18:25:47) Nikita fala para Thomas Stavros: Vc já tem outros projetos para outras peças com a companhia?


(18:30:57) Thomas Stavros: Nikita, tenho sim. Estou terminando um texto que se chama "Masmorras da Vida", é uma peça que se passa no século 17. Mais projetos eu ainda não posso falar. Projetos, nós temos um milhão! Viabilizando, é que vira produto.


(18:30:58) Thiago fala para Thomas Stavros: Vc me parece ser muito jovem... Sempre teve a convicção de que nasceu para o teatro?


(18:33:35) Thomas Stavros: Thiago, sempre não... mas aos 6 anos de idade eu já tinha feito a minha decisão. Eu comecei a trabalhar com teatro aos 14 anos. Depois fiquei muito tempo se lidar com isso... De uns anos pra cá, é que eu voltei a trabalhar com o teatro. Em São Paulo, há muitos cursos bons de teatro e eu destaco a escola do Milton Travesso. E sou muito grato por tê-lo feito. Mas esta não é a solução. Me lembro de uma frase que o Milton dizia "O ator precisa de 1% de talento e 99% de suor!!"


(18:33:41) Dna. Juju fala para Thomas Stavros: voce diz que o teatro e a sua casa ,mas a TV TANBEM nao é uma grande apresentaçao de sua pessoa como ator/


(18:33:56) Thomas Stavros: Thiago, ele está totalmente certo! É preciso correr atrás.


(18:35:31) Thomas Stavros: Dna. Juju, um abração pra você! O que eu posso dizer é que eu gosto muito de interprtar, seja no teatro, TV e cinema. É que no teatro eu tive uma sensação ímpar. Eu entendi sua pergunta. Eu preciso fazer TV para ganhar mídia... Mas não é só isso. Eu não faria um personagem na TV do qual não gostasse.


(18:35:34) Gemeos fala para Thomas Stavros: e ai thomas vc é bem falado pelos atores...? qual dos atores vc se dá melhor?


(18:37:23) Thomas Stavros: Gemeos, no plano pessoal somos grandes amigos. Dos que estão no palco comigo, eu não sei escolher nenhum deles. Eles são grandes amigos. E mais que isso: eu poderia atribuir uma série de fatores, mas atribuo a Deus a nossa ótima relação e tudo que está acontecendo com nosso trabalho. A gente leva para as 4 linhas a nossa amizade.


(18:37:26) Richard Kings pergunta para Thomas Stavros: Embora o teatro seja importante para a nossa cultura, o preço ainda não é acessível às classes com menor poder aquisitivo. O que vc faria para mudar essa situação?


(18:40:13) Thomas Stavros: Richard Kings, o primeiro passo é começar re-administrar as cotas de patrocínio nas leis de incentivo, e depois mostrar para os empresários que as cotas de publicidade acabam sendo descontados no IR. No caso da minha peça, no encerramento, demos 50% da bilheteria demos para uma instituição. Se tivéssemos patrocínio, poderíamos doar 100%! Esta é uma das magias do teatro: unir na platéia pessoas de diferentes classes e diferentes níveis culturais, passando a mesma informação.


(18:40:17) lipe fala para Thomas Stavros: oi thomas sua paça so vai fica em sp?


(18:43:52) Thomas Stavros: lipe, estamos indo para Brasília, e ficamos dias 11, 12 e 13. Depois, no começo de agosto vamos para o Teatro da Unesp, em Presidente Prudente. Ainda teremos uma excursão pelo interior de São Paulo, mas as datas e os locais ainda não estão certos. Depois, voltamos para São Paulo no final de agosto e começo de setembro.


(18:43:55) Richard Kings pergunta para Thomas Stavros: Eu assisti a peça no mês passado e a achei muito divertida. Onde vc encontrou os atores e por que os selecionou?


(18:45:54) Thomas Stavros: Richard Kings, eu sou amigo do Miúdo desde o curso do Travesso, nós estudamos juntos. A gente planejava trabalhar comigo e estávamos procurando mais uma pessoa para dividirmos o palco. E aí, o Miúdo me apresentou o Ricardo Reis. Juntamos os 3 caras-de-pau e colocamos a peça no teatro. Eu um pouco mais cara-de-pau porque assino a direção da peça.


(18:46:44) Nikita fala para Thomas Stavros: Vc gosta de teatro experimental?


(18:51:35) Téo José: entra na sala...


(18:51:45) Thomas Stavros: Nikita, eu tenho a impressão de que você já tenha lido alguma coisa para mim... Eu respeito muito o trabalho do "teatro experimental", mas usaria outro nome para classificá-lo. Não acho que esta manifestação artística é teatro. Perece meio agressivo isso que eu estou dizendo, mas não é bem assim. Imagine se Aristónafes fizesse alguma coisa muito experimental quando apresentou as primeiras peças? Ele precisaria atingir todas as pessoas com a mesma linguagem. É nisso que eu penso.


(18:51:49) Dna. Juju fala para Thomas Stavros: e quanto ao cinema, existem planos em relação a este campo vc gostaria de dirigir ou atuar em algum filme se fosse convidado


(18:53:39) Thomas Stavros: Dna. Juju, já fui convidado. Estamos em negociação... Não me pergunte nada! É um filme ainda sem título que vai começar a ser filmado no segundo semestre. Também tenho planos de produzir um roteiro meu. Quero contar a história de um imigrante grego no Brasil, inspirado num romance.


(18:53:42) Nikita fala para Thomas Stavros: A peça de vcs é direcionada para o publico de que faixa etaria?


(18:55:09) Thomas Stavros: Nikita, quando eu escrevi, eu pensei que estivesse falando para um público com mais de 30 anos... Mas tenho me surpreendendo com o público. Tenho recebido a visita de muitas pessoas da terceira idade. A gente fala demais sobre relacionamento, e por isso não tem uma faixa etária definida: todo mundo pode se identificar.


(18:55:12) Richard Kings pergunta para Thomas Stavros: Gostei muito do nome da cia. De onde surgiu esta idéia?


(18:56:49) Thomas Stavros: Richard Kings, eu estava com o Ricardo Reis no carro e falei para ele que ninguém da Cia era conhecido... éramos uns "fulanus di tal"... O Ricardo adorou a idéia, e o Miúdo topou. Depois de Marisa, Antunes e Brown terem lançado o Tribalismo; queremos lançar o "Fulanismo".


(18:56:59) bruno fala para Thomas Stavros: Qual trabalho seu vc achou mais bacana


(18:58:56) Thomas Stavros: bruno, de todos até hoje... Bom, seu eu não falar que é o Durtra vou estar mentindo. Estou em Lua-de-Mel com este personagem.


(19:01:00) Thomas Stavros: Quero agradecer a todos, agradecer ao UOL pela oportunidade. Um grande abraço aos internautas! E espero que vocês venham ver nossa peça no Bibi Ferreira!


(19:01:05) Adriana/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Thomas Stavros.