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Bate-papo com convidados

BATE-PAPO COM Lissah Martins e Ricardo Vieira - 03/07/2009 às 17h00

Atores conversam sobre o musical "A Bela e a Fera de Disney" em cartaz no Teatro Abril, em São Paulo até 26 de julho. O espetáculo, que abriu a série de musicais da Broadway no Brasil em 2002, voltou aos palcos paulistas após pedidos do público. Baseado no desenho de Walt Disney, vencedor de dois Oscars e única animação da história a concorrer ao prêmio principal (Melhor Filme), a montagem teatral ultrapassou a marca de 13 mil apresentações pelo mundo. No elenco, 40 atores brasileiros -dentre eles Lissah Martins (Bela), Ricardo Vieira (Fera), Murilo Trajano (Gaston), Marcos Tumura (Lumiere), Rodrigo Miallaret (Maurice) e Jonathas Joba (Dindon)- se revezam como cantores e bailarinos, acompanhados de uma orquestra de 20 músicos ao vivo.

  • De volta, musical tem concorrência
  • Veja a entrevista com o elenco
  • Fotos do espetáculo
  • Assista à íntegra do bate-papo:

  • Participaram do Bate-papo 200 pessoas


    (04:01:54) Jair Filho: Boa Tarde Lissah !

    (04:02:03) Misssgn: Ola

    (04:02:43) RAFAEL TRALBACK: Olá a todos

    (04:02:51) Misssgn: Ate qd fica a temporadada de A bela e a fera?

    (04:08:37) Lissah e Ricardo: Misssgn, a temporada do musical "A Bela e a Fera de Disney" irá até 26 de julho.

    (04:12:04) Lissah e Ricardo: Nós entramos para o teatro musical e para isto tem que ter vida de atleta mesmo. Vida regrada, nada de balada, nada de bebida, nada de gelado. (Lissah) Dormir bem e se alimentar bem. Não é só uma questão de ficar doente, mas de ter um preparo físico mesmo. São sete apresentações por semana. Tem que se preparar senão não aguentamos fazer o espetáculo. (Ricardo) Estou prometendo fazer academia desde que comecei a fazer a Bela e o máximo que consegui fazer foram algumas aulas de balé clássico. Nos ensaios não temos tempo para ir para a academia e quando entra em cartaz estamos tão preocupados em nos recuperar nos dias de folga da semana que foi cansativa para começar bem a próxima que acabamos escolhendo ou ir para a academia e voltar cansado ou ficar em casa e descansar. (Lissah) Eu já não tenho esta escolha. O personagem é muito difícil, o figurino é muito pesado e quente, então preciso ir para a academia para fortalecer a musculatura, para ter um preparo físico para aguentar tudo aquilo. Na época dos ensaios eu não conseguia, pois era exaustivo. Por mais que seja cansativo eu preciso. (Ricardo) Já no meu caso os figurinos são mais leves, para quem vai interpretar mais a Bela exige mais respiração. Então evito andar de carro, sempre que posso ando a pé para não ficar parada. Como preferi não fazer academia procurei outras alternativas para melhorar o meu desempenho. (Lissah)

    (04:12:53) Lissah e Ricardo: Para cuidar da voz tem sempre que fazer aula, eu tento o máximo possível cuidar da voz. É difícil porque no primeiro ato do espetáculo a Fera grita muito com a Bela, tem que cantar, é um esforço vocal muito grande. Eu faço aula de canto para manter a técnica e manter a voz melhor possível. (Ricardo)

    (04:02:51) Leco: A diferença entre uma peça infantil e uma adulta é muito grande na questão de atuação?

    (04:16:07) Lissah e Ricardo: Leco, a grande diferença não está em ser um espetáculo adulto ou infantil, o que muda é o personagem, então é sempre diferente, mas a diferença maior é do público, sentimos que as crianças interagem muito mais, eles se entregam mesmo, mergulham na história e têm reações muito espontâneas o que é muito legais. Eles mandam uma energia para o palco, a energia deles que movimenta tudo aquilo. (Lissah) Mas não é um espetáculo infantil. Apesar de ser um espetáculo da Disney ele não é só para criança. Elas parecem que estão dentro do palco quase participando e os adultos acompanham de outra maneira, acompanham a história, a nuance dos personagens, a trama mesmo. A diferença no caso seria mais a resposta do público mesmo. Então não é um espetáculo infantil, é para a família inteira. (Ricardo) A diferença entre os dois é mais de personagem mesmo. O público adulto presta atenção e não aplaudem muito, é tudo mais tranquilo, não tem a interação de quando tem crianças na platéia em que é muito legal. Quando fiz "Miss Saigon" não tinha momentos onde a platéia podia rir. Era muito trágica. E agora tem. Às vezes temos sessões fechadas para escolas e é engraçado que perdemos alguns momentos e ganhamos outros. Tem momentos que não tocam tanto os adultos e quando tem público infantil eles ficam loucos. Ao mesmo tempo em que os adultos morrem de rir enquanto as crianças não entendem. Então fica aquele silêncio. (Lissah)

    (04:02:54) Leco: Olá, Há momentos de emoção mesmo na apresentação da peça ?

    (04:17:18) Lissah e Ricardo: Leco, sim, nós dois somos dois chorões, várias vezes nos emocionamos. O personagem é tão bonito, a transformação que acontece com a fera durante o espetáculo por causa da Bela, quando começa a enxergá-la com outros olhos, começa a deixar de ser um monstro para ser um príncipe novamente me emociona. (Ricardo) No começo chorávamos bastante. Às vezes tínhamos que parar um pouco para continuar. (Lissah)

    (04:04:03) RAFAEL TRALBACK: Qual foi a maior dificuldade do processo de seleção?

    (04:18:45) Lissah e Ricardo: Rafael Tralback, para mim é a dança, como não sou bailarina demoro um pouco para pegar as coreografias. Os bailarinos pegam as coreografias de primeira e eu pago mico. (Lissah) A maior dificuldade mesmo é a questão de estar sendo testado. Na hora de ser avaliado esquecemos tudo, a música, gaguejamos. O bacana de fazer uma audição desta é mostrar o seu melhor e sair tranquilo sabendo que apresentei o melhor que eu tinha. (Ricardo)

    (04:22:11) Lissah e Ricardo: No musical "A Bela e a Fera de Disney" veio outra produção, mas para cada país é um elenco diferente. Foram feitas novas audições para todos os personagens aqui, apesar de ter atores que participaram da outra vez. (Lissah) É um novo elenco e uma nova direção. Na primeira vez o espetáculo era dirigido por americanos e agora por ingleses, por isso tem uma leitura diferente. A direção é diferente e a forma de contar tudo isso tem alguma diferença. Eu participei da primeira montagem. (Ricardo) Na primeira montagem eu não conhecia musical, não tinha acesso a isso. Queria cantar e quando cheguei a SP fui assistir este espetáculo e quando vi todos cantando achei muito legal e quis fazer isso um dia. Queria que voltasse para eu fazer. Fiquei com isto na cabeça, mas desencanei. E acabou acontecendo. Fiz "Miss Saigon" para sentir o gostinho e fiquei sabendo um pouco antes de acabar que estava começando as audições de "A Bela e a Fera". (Lissah) Eu participei da primeira montagem, mas fazia outro personagem e quando voltou quis participar, não pensei que fosse fazer a Fera. (Ricardo)

    (04:05:33) Talita Cari: Como foi a preparação vocal para o espetáculo?

    (04:23:05) Lissah e Ricardo: Thalita Cari, a impressão que dá é de como se estivéssemos em uma faculdade. Tem sala para tudo, vamos trocando de sala com os diretores para aprender cada parte do espetáculo para depois montar este quebra- cabeça. (Ricardo)

    (04:04:23) thata: oi lissah, sou sua fã, vou assistir o espetáculo no domingo às 16 horas, é você que estará lá? ou a substituta?,

    (04:25:03) Lissah e Ricardo: thata, estarei desde que não aconteça nenhuma emergência. Na época do "Saigon" tínhamos alternantes porque vocalmente é um espetáculo muito puxado para o personagem que eu fazia. É diferente desta vez, eu não alterno, estou em todas as sessões. E só em caso de emergência a substituta entra. (Lissah) Um espetáculo como este não pode parar, o teatro tem 1.600 lugares, todos tem um substituto no espetáculo. Normalmente ele é do elenco. (Ricardo)

    (04:02:54) william nicoliello: Lissah,antes de mais nada quero dizer q sou muito seu fã,desde do rouge..eu queria saber como foi pra vc sair de um grupo pop e entrar no mundo do teatro??foi difícil...e outra pergunta q todos od fãs do rouge querem saber..o rouge vai voltar???espero q sim,pq a musica brasileira sem o rouge o naum dá..sou te fã,bjs William Taubaté-sp

    (04:28:19) Lissah e Ricardo: william nicoliello, não sei se o Rouge irá voltar, tem que perguntar para as meninas. Com o fim do nosso contrato abriram tantas portas para nós. Quando acabou teríamos que continuar tudo de novo e estávamos todos a fim de experimentar outras coisas. Se isto estivesse acontecido eu não estaria aqui hoje fazendo uma coisa que eu queria tanto. Eu achava que iria ser difícil sair do mundo pop para o teatro, que iria rolar um pouco de preconceito. Como era um espetáculo mais de conceito achei que não iriam querer uma cantora pop no elenco. Até escondi isso, os gringos sabiam porque estava em meu currículo, mas para eles não fazia diferença nenhuma. Depois, mais para o final, dando uma fuçada nas comunidades do Orkut que rolava um preconceitosinho, mas depois até eu me surpreendi, era uma coisa mais minha do que do público, um medo meu. Depois que estreamos tivemos muitos elogios da crítica, isto me deu força para correr atrás, não parar, estudar e realmente provar calando a boca de muita gente. (Lissah) Graças a Deus está mudando esta coisa de que ator só pode ser ator. Se a pessoa faz bem outra coisa, que mal tem? (Ricardo)

    (04:30:03) Geovanna/UOL:

    Cena do espetáculo "A Bela e a Fera de Disney" (João Caldas/Divulgação)

    (04:07:54) Marcello-Azolino: Até onde vai a influência dos estúdios Walt Disney na produção de vocês?E gostaria de saber se o filme é o guia do musical ou tem espaço para improvisar coisas que nao estão no filme da "Bela e a fera"?

    (04:30:15) Lissah e Ricardo: Marcello-Azolino, existem diferenças, mas não chegam a ser improvisos. É uma coisa do texto mesmo, do filme. (Lissah) O que acontece é que o filme tem uma hora e pouco e o musical da Brodway normalmente tem três horas. Então tiveram que esticar esta história. A história é a mesma e as músicas que estão no filme estão no musical, acontece que algumas cenas do filme foram transformadas em números musicais e muitas cenas foram reescritas para ter uma dinâmica diferente para virar um espetáculo grandioso como este. E tudo passa pelo critério da Disney. (Ricardo)

    (04:07:59) carola: Essa é a segunda montagem da Bela e a Fera no Brasil. Vocês sentiram algum tipo de pressão por causa disso?

    (04:31:57) Lissah e Ricardo: carola, eu achava que iria ser um pouco mais, principalmente porque foi um elenco maravilhoso na primeira produção, achava que as pessoas iriam cobrar mais de nós, mas foi tranquilo, não teve esta cobrança. As pessoas não estavam esperando que superássemos, pois é outra produção. (Lissah) Comparações existem, uma coisa é trazer um musical novo e outra é trazer o mesmo musical. Aí se compara com o que teve antes. O espetáculo é tão bonito e como já faz sete anos da primeira montagem que o público foi renovado, muitas pessoas não assistiram. (Ricardo)

    (04:32:47) Lissah e Ricardo: São 40 atores e a equipe completa tem mais de 150 pessoas. Eu tenho um camareiro, uma peruqueira e um maquiador. É um entra e sai do camarim que é uma loucura. Quando começa a música do espetáculo é lindo. (Ricardo)

    (04:33:26) Geovanna/UOL:

    Cena do espetáculo "A Bela e a Fera de Disney" (João Caldas/Divulgação)

    (04:16:50) Juliana Chiavassa: Qual momento vocês consideram como mais marcante, emocionante, de todas as apresentações?

    (04:34:47) Lissah e Ricardo: juliana Chiavassa, a cena que mais me toca e que mais gosto de fazer é a cena em que a Fera dá de presente a biblioteca do castelo para a Bela e ela fica encantada. E como a Fera não sabia ler e Bela lê para ele em voz alta. (Ricardo) A que mais gosto e me divirto muito é quando desço para jantar e a Fera não desce para jantar. É o primeiro bate-boca dos dois. Isto mostra para as pessoas que tudo pode ser dito a qualquer pessoa e a qualquer momento dependendo do jeito. (Lissah) É uma cena divertida de fazer. (Ricardo)

    (04:16:29) RAFAEL TRALBACK: Quais as diferenças do musical que está em cartaz agora em 2009 do que estava em cartaz em 2002?

    (04:35:55) Lissah e Ricardo: Rafael Tralback, o elenco é diferente, o espetáculo é o mesmo, mas a forma de contar esta história é diferente. Ouço falar muito que o espetáculo está mais emotivo. (Ricardo)

    (04:16:14) Marcello-Azolino: Vocês costumam ir a Nova York assistir aos shows da Broadway? Quais espetáculos foram marcantes para vocês pessoalmente?

    (04:37:00) Lissah e Ricardo: Marcello-Azolino, eu nunca fui. (Lissah) Já fui algumas vezes e adoro. Os espetáculos mais marcantes para mim são "Os Miseráveis", "Cabaret" e "Chicago". (Ricardo)

    (04:27:10) Marco/SP: Por que não se pode tirar fotos, nem nos intervalos???

    (04:37:49) Lissah e Ricardo: Marco/SP, não sei, eles não deixam nem tirar foto do teatro no intervalo. Durante o espetáculo existem milhões de motivos, quebra o clima, tem a questão dos direitos autorais etc. (Ricardo)

    (04:18:25) Guilherme: Ricardo, além do peso do figurino, qual a maior dificuldade de ser a Fera?

    (04:39:58) Lissah e Ricardo: Guilherme, a diretora me falou no teste que estaria todo coberto com máscaras etc, mas ela precisaria ver a emoção acima de tudo isso. Então esta foi a dificuldade foi carregar todo este figurino e conseguir por meio dele trazer uma emoção, mostrar o que está lá dentro. E a dificuldade de fazer o trajeto da Fera, uma pessoa que está de mal com o mundo, ele não é só um monstro, é uma pessoa amargurada. E a Bela vai quebrando tudo isso. O figurino pesa de 10 a 11 quilos, fora a peruca que tem um quilo. (Ricardo)

    (04:21:23) Guilherme: Já aconteceu algo inusitado em cena que vcs tiveram que se virar pra resolver?

    (04:41:47) Lissah e Ricardo: Guilherme, teve o dia em que eu cuspi no olho da Lissah. (Ricardo) Teve dias que tivemos crises de risos, mas parar para resolver não tivemos. Eu sou muito riso frouxo e ele também. Ele sempre cospe na minha cara. (Lissah) É por causa da máscara. (Ricardo) O público não entende porque estamos rindo, mas riem também. (Lissah)

    (04:22:08) Jair Filho: É verdade Que poderá Ser Lançado um Cd Com a Trilha Sonora Do Musical?

    (04:42:12) Lissah e Ricardo: Jair Filho, tem no elenco original da Broadway, mas aqui não saiu.

    (04:24:45) Marcello-Azolino: Existe algum trecho particular do musical que vocês conseguem eleger como preferido?Vocês poderiam dar uma palhinha de algum trecho do musical?

    (04:43:35) Lissah e Ricardo: Marcello-Azolino, a minha parte preferida é a da biblioteca. (Ricardo) A minha preferida é aquela mesma, da sala de jantar. Da parte musical, a sensação que eu tenho é que não tem música. (Lissah) São textos cantados, então dá a impressão de não ter. (Ricardo) Sobre a palhinha, nunca cantamos juntos, só temos um momento no final, não cantamos juntos. (Lissah)

    (04:43:52) Geovanna/UOL:

    Cena do espetáculo "A Bela e a Fera de Disney" (João Caldas/Divulgação)

    (04:34:54) Talita Cari: são usados microfones pelos atores no teatro?

    (04:45:46) Lissah e Ricardo: Talita Cari, é sim, com um teatro com capacidade para 1.600 pessoas tem que ter. Senão o povo do fundo não iria ouvir. (Lissah) E a orquestra também tem. E para manter isto em um nível equivalente todos nós somos microfonados. (Ricardo) Lá tem uma profundidade, é difícil projetar a voz até lá no fundo. Mas é tudo equalizado para não parecer que é amplificado. (Lissah) É tudo ao vivo lá, nada é playback. Tem uma qualidade sonora maravilhosa. O coro é muito bonito e é tudo ao vivo. (Ricardo)

    (04:35:46) FERA: este espetaculo proporciona algum tipo de formação a novatos na area?

    (04:46:55) Lissah e Ricardo: Fera, eu nunca estudei nada e aprendi lá dentro. Eu estava com planos de estudar quando mandei o meu material para a "Miss Saigon". (Lissah) Se você tem talento e consegue fazer o que eles precisam irá aprender muito durante o espetáculo. (Ricardo)

    (04:34:36) Guilherme: Lissah, houve alguma preocupação em mascarar sua ascedencia oriental com maquiagem apesar de não ser tão aparente?

    (04:48:17) Lissah e Ricardo: Guilherme, para as audições eu não tive problema. E na caracterização dos personagens todas as meninas usam a mesma maquiagem, basicamente é a mesma coisa. Teve um momento em que eu fiquei oriental, a cor preta diminuía o meu olho e dava a impressão de ser mais puxadinho, então só uso branco e rosa. (Lissah)

    (04:39:57) Denise: Vocês pensam em seguir atuando em musicais? Quais papéis vcs gostariam de fazer?

    (04:49:08) Lissah e Ricardo: Denise, eu realizei o meu sonho, mas agora não sei. (Lissah) Eu vim do teatro, já fiz alguns musicais, adoro tanto o teatro convencional como musical. Adoraria fazer o apresentador de "Cabaret". (Ricardo)

    (04:43:26) Marcello-Azolino: Quais cantores ou cantoras influenciam vocês em suas carreiras musicais?Vocês teriam interesse em estrelar algum musical na broadway em NY?

    (04:53:14) Lissah e Ricardo: Marcello-Azolino, eu sou totalmente pop, tanto que não conheço nome de cantores e atores da Broadway. Sou muito pop, todas as cantoras pop da prateleira eu gosto. (Lissah) Gosto de vários musicais, mas não tem nenhum ator ou cantor da Broadway preferido. É muito difícil estrelar na Broadway, sonhar não custa nada, mas é muito difícil. (Ricardo)

    (04:45:55) Juh: como voces reagiram quando receberam a noticia que estavam confirmados nesses papeis ?

    (04:55:59) Lissah e Ricardo: Juh, eu nunca comemorei tanto esta vitória, foi o máximo. Quando a nossa produtora me ligou eu estava em uma festa de aniversário e depois retornei e ela disse que eu iria ser a Bela. (Lissah) Para mim foi uma surpresa porque não fiz o teste para a Fera. E na terça a noite tocou o meu celular e eu estava comendo pizza com os meus alunos e família, foi difícil de acreditar, contei para todos e virou uma festa. (Ricardo)

    (04:46:03) Juliana Chiavassa: Se tivessem que escolher uma história para montar um musical, qual seria?

    (04:56:39) Lissah e Ricardo: Juliana Chiavassa, todos da Disney, foi apaixonada pela Disney. (Lissah) Eu adoraria que "Corcunda de Notre Dame" virasse um musical. (Ricardo)

    (04:57:07) Geovanna/UOL:

    Cena do espetáculo "A Bela e a Fera de Disney" (João Caldas/Divulgação)

    (04:48:39) Nicola Peluso: Vocês não pensam em difundir essa idéia de musicais pelo Brasil todo? Nós aqui de Belo Horizonte sonhamos em ir pro Rio, pois aqui nao tem nenhuma escola de musicais, o que e ruim, porque podemos perder futuros grandes atores, cantores e dançarinos. Abram uma academia em Belo Horizonte! O que acham disso?

    (04:57:51) Lissah e Ricardo: Nicola Peluso, é uma pena, realmente é uma cultura que está começando, a quantidade de musicais em cartaz tanto aqui como no Rio é grande. E realmente não é difundido no país inteiro, é uma pena que percamos muitos talentos. Também é uma pena não conseguirmos viajar pelo Brasil com o musical. (Ricardo)

    (04:49:47) RAFAEL TRALBACK: Por que o musical está apenas em São Paulo e nao no resto do pais?

    (04:51:07) Juliana Chiavassa: A temporada não pode ser prolongada em São Paulo?

    (04:58:46) Lissah e Ricardo: Rafael Tralback e Juliana Chiavassa, é possível, provavelmente está sendo discutindo entre os superiores, mas esperamos que sim, é um espetáculo lindo.

    (04:52:15) WKSW: Lissah, vc sentiu alguma dificuldade em atuar e cantar ao memso tempo???

    (05:00:30) Lissah e Ricardo: WKSW, em "Miss Saigon" tínhamos que ter muito mais atenção nas músicas, não podia ser cantado, tinha que passar a emoção para que as pessoas entendessem o texto dentro das músicas para que entendessem a história. Eu nunca tive uma técnica para cantar e para musical tinha que ter uma técnica para me proteger mesmo. No começo foi difícil e agora é diferente, entro no ritmo mais rápido. (Lissah)

    (04:51:21) Adoro teatro: aqui é o Ricardo Vieira, queria saber do meu chara Ricardo Vieira, e da Lissah Martins qual a dica que eles podem falar para quem quer ser ator como eu?

    (05:04:15) Lissah e Ricardo: Adoro teatro, é sempre estudar, isto é fundamental, fazer uma boa escola, ler bastante livros de teatro. Ir bastante ao teatro, ao cinema, mas principalmente estudar. Tem gente talentosa que nunca estudou como a Lissah, mas independente disso vale a pena estudar assim como em outras artes. Assim irá despertar muitos conhecimentos e sensações dentro de você que poderá utilizar em cena. (Ricardo) Eu não fiz nada, então arrisque. De tudo o que aconteceu em minha vida toda, foi de arriscar. Só me escolheram porque gostaram da voz e do tipo físico. O meu teste de dança foi um fiasco, foi horrível. A minha amiga disse que foi muito engraçado. Me passaram e depois me pediram para fazer umas aulinhas de balé clássico e eu fiz três vezes por semana. Tem que estudar, como tem muita gente nova vindo agora se pararmos esta galerinha nos engole, então tem que estudar sempre. (Lissah) Nós trocamos bastante durante os ensaios, costumo falar que a minha Fera não seria nada sem a Bela dela. Nós conversamos bastante. (Ricardo)

    (05:05:57) Lissah e Ricardo: Venham assistir ao espetáculo "A Bela e a Fera de Disney", ele toca muito as pessoas. É como se fosse um sonho, então venham sonhar conosco. (Ricardo) Olho para as pessoas e elas saem muito bem, contentes, é tudo muito mágico, assim acabamos mergulhando na magia Disney, saímos de encantadas. (Lissah) Não percam, pois como é a segunda vez, com certeza não voltará para o Brasil. Obrigado. (Ricardo)

    (05:06:21) Geovanna/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Lissah Martins e Ricardo Vieira e de todos os internautas. Até o próximo!

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