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Bate-papo com convidados

BATE-PAPO COM Roberto Justus - 20/05/2008 às 16h00

Apresentador comentou a estréia de mais uma temporada do reality show que comanda na Record. Em "O Aprendiz 5 - O Sócio", Justus procura pela segunda vez um candidato a uma vaga de sócio em uma de suas empresas e a quem também dará o atrativo prêmio de R$ 2 milhões, o maior da televisão brasileira.

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  • Conheça os candidatos da temporada
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  • Veja a íntegra da conversa:

  • Participaram do Bate-papo 6505 pessoas


    (04:06:10) Roberto Justus: Boa tarde a todos os internautas.

    (04:06:02) Roberto Justus: Nunca é agradável demitir alguém, continuo achando difícil e quanto mais vou me envolvendo com eles com o passar do programa fica mais difícil. Já gravamos o décimo episódio e hoje a noite vai ao ar o quinto. Sei que esta demissão não tira o emprego de ninguém, mas tirar o sonho de uma pessoa que concorreu com milhares de outras para poder estar lá é muito difícil.

    (03:56:42) Jaqueline: Você está satisfeito com os candidatos desta temporada do programa?

    (04:07:39) Roberto Justus: Jaqueline, o nível dos participantes é excelente. É muito difícil participar de uma seleção como esta, é complicado estar sob a pressão das câmeras em um ambiente em que não está acostumado, em uma competição de pessoas de bom nível, na pressão que eu faço neles, naquela sala de reunião, com milhões de pessoas te assistindo. É um cenário que ninguém consegue estar a vontade. Fora isso, na edição do programa nós colocamos muitos de seus erros. É natural as pessoas gostarem de ver onde eles falham, não só onde acertam. Nós tentamos fazer um mix que não seja tão desleal com eles porque eles acertam bastante também. Mas o que acaba sendo discutido na sala de reunião e o que acaba ocasionando a saída é sempre a coisa ruim, o erro, por isso o enfatizamos mais. Os ganhadores que fizeram muita coisa certa não estão lá. Então estou satisfeito com o nível dos candidatos, fizemos uma seleção como nunca havíamos feito antes. O Sebrae nos ajudou bastante. No decorrer das provas vocês verão como eles vão melhorar ao se acostumar com a situação.

    (03:59:55) Tiago: Justus você vê muito de você no início de sua carreira nos participantes de O Aprendiz?

    (04:08:16) Roberto Justus: Tiago, em várias situações eu me enxerguei. Aliás, eu me coloco no lugar deles o tempo todo para ver se eu faria diferente alguma coisa, como eu resolveria. Para ser sincero, em muitas situações eu não saberia o que fazer. Ninguém é dono da verdade e ninguém tem todas as informações. Eu tenho mais experiência que eles, estou no mercado de trabalho há mais de 30 então obviamente que eu tomaria algumas decisões mais adequadas em algumas situações, em outras não. Mas nestas tarefas que dou para eles já me vi em situações que vivi. É interessante observar isso. Para mim é inadimissível a falta de caráter ou não ter ética. Eles estão competindo entre si e um só vai ganhar. Muitos usam de artifícios para passar a perna no outro. Fico muito atento a isso e não gosto. De resto, o cara que não tem ênfase, determinação, que não tem garra, que não é agressivo em uma seleção dessas não tem a menor chance de ir para a frente.

    (04:00:02) Rê*: Boa tarde Justus. Eu gostaria de saber se você já se arrependeu de ter demitido alguém?

    (04:09:59) Roberto Justus: Rê*, são mais de 60 programas e demissões e olhando com calma, em algumas decisões eu preferi ter tomado outra decisão. Já aconteceu. Mas nenhuma vez eu achei que tirei alguém que tivesse real chance de ganhar no início ou no meio do programa.

    (04:00:11) Denis - SP: Boa tarde Roberto...vc não acha que o nível intelecto e cultural dos participantes dessa edição está abaixo das anteriores? Se acha que sim, pq?

    (04:09:04) Roberto Justus: Sobre os ganhadores dos outros programas: A Viviane do primeiro Aprendiz é uma fera, uma pessoa genial e brilhante. É diretora de novos negócios do Grupo Newcomm. Está super bem e acabou desenvolvendo uma carreira muito boa no grupo. O segundo ganhador, Fábio Porcel, acabou saindo do Brasil. Ele patinou um pouco no dia-a-dia. É uma pessoa muito bacana, um cara muito inteligente. Acabou não se adaptando muito no esquema do grupo e resolveu fazer carreira no exterior. Foi para a Grécia, depois para a Inglaterra e esta retornando agora. Até estou marcando para conversar com ele. O Anselmo, que ganhou um emprego lá fora, ficou trabalhando em Nova York. Eu estava esperando a sua volta para reencorporar ele aqui, mas ele não quis voltar, foi uma opção dele. Por mim ele ainda estaria no grupo. Ele está morando em Los Angeles e está montando um produtora lá. É um advogado brilhante. O Tiago é o meu sócio, estamos na fase final de desenvolvimento do produto e até temos uma oferta de uma empresa interessada em adquiri este produto. Estamos analisando se devemos ou não continuar com ele. Mas mesmo que esta empresa compre o produto eu o quero junto comigo na incubadora de negócios. E o novo ainda não sei quem vai ser.

    (04:13:08) Roberto Justus: Denis - SP, não acho, as pessoas por mais que estejam bem preparadas neste ambiente acabam falhando. Hoje a noite vai ao ar o Quiz Show, um programa de perguntas e respostas de conhecimentos gerais. Você verão grandes candidatos pisando na bola devido aos dez segundos que tem para responder, pela dificuldade da pressão com o auditório lotado, sendo filmados o temo todo. É muito complicado. Se eu fizesse o mesmo Quiz Show com eles um a um eles responderiam 80% das perguntas. Eles não foram tão mal assim, alguns foram muito mal e outros razoavelmente. O cenário em que estão atrapalha bastante o desempenho deles, eles são muito melhores do que estão pensando. São pessoas cultas, grande parte estudou fora, tem uma formação acadêmica bacana. O público gosta do Quiz Show porque interage, quer responder e brincar em casa.

    (04:02:29) Cayo Nilsen-Ctba: Roberto, muitas pessoas criticam suas atitudes no Aprendiz, por ser muitas vezes rude. Claro que tais atitudes são necessárias, porém, você não acha que muitas vezes você acaba intimidando os candidatos? Impedindo eles de se expressarem mais?

    (04:14:36) Roberto Justus: Cayo Nilsen-Ctba, a parte de jogo e dessa seleção é esta pressão sobre eles. Ver como eles reagem a isso é parte importantíssima para avaliar estes candidatos. Eu sou uma figura dentro deste cenário importantíssima para fazer esta pressão. Se eu não fizer isso não terei uma seleção da forma que eu queria porque quem sai do Aprendiz e consegue suportar toda esta pressão vai ser um melhor executivo e um melhor sócio no futuro. O mundo que está aí fora exerce uma grande pressão sobre nós. Eu não sou desumano ou mal-educado com eles, mas calro que sou duro, muito mais do que na vida real, porque na vida real não estou enfrentando um projeto de dois meses com ninguém, eu vivo uma vida com meus colaboradores, com meus sócios e funcionários. Eu vou em cima deles com tudo o que tenho de exigência porque tenho muito pouco tempo para avaliá-los. Não é fácil, mas faz parte do jogo ser assim.

    (04:06:55) Publi. Ronaldo Ch: Justos, assisto O Aprendiz, e não concordo com as escolhas dos participantes em relação as provas. Por que será que eles são tão inconsequentes?

    (04:15:51) Roberto Justus: Publi. Ronaldo Ch, não é um cenário comum, viver dentro deste tipo de pressão é completamente diferente para a pessoa. Elas às vezes perdem a noção do que é certo ou errado devido a isso. São cenários que não estamos acostumados a conviver. No programa não conseguimos mostrar tudo porque não dá tempo. O programa tem uma hora de duração, uma tarefa como a do exército foi feita em quatro ou cinco dias, a recompensa leva três dias, na sala de reunião leva de duas horas a duas horas e meia e eu só posso colocar 18 minutos no ar. Por isso a edição é importântíssima. O dossiê é quase uma bíblia para eles, tem quase 50 itens para lerem, por isso às vezes algum item passa despercebido. Talvez seja uma inconsequência ou leviandade deles de não olhar aquilo com mais atenção. Mas nesta história tem muita informação, tem que fazer um monte de coisas e ao mesmo tempo acompanhar o dossiê. As pessoas em casa só vêem o errado, mas e os outros 49 itens que acertaram do dossiê.

    (04:30:21) Geovanna/UOL:

    Roberto Justus participa de papo sobre "O Aprendiz 5 - O Sócio" (crédito: Flavio Florido/UOL)

    (04:08:34) Denis - SP: Roberto...a falta de uma personalidade forte na sala de reunião, é uma coisa que eu sinto falta...a minha opinião por tal fato é que as pessoas se preparam "curricularmente" e se esquecem de se preparar emocionalmente para uma possível decisão direta. Concorda comigo?

    (04:18:15) Roberto Justus: Denis - SP, às vezes acho que falta um pouco de coragem deles na sala de reunião até para me enfrentar. Eu sempre esperei que algum aprendiz tenha argumentos suficientes para poder me enfrentar em determinada situação e se ele estiver, eu seria o primeiro a reconhecer e voltar atrás. Só um que teve coragem de me enfrentar e até me demitiu. Mas levou uma lição de moral importante porque agiu contra o contrato de novo, não era o seu papel fazer aquilo. Mas pelo menos teve personalidade de se colocar nesta situação.

    (04:08:59) EDY: boa tarde roberto , comente o episodio de voce nao ter demitido nenhum participante

    (04:20:43) Roberto Justus: Edy, esta prova foi muito emblemática porque eles vieram de duas provas ruins onde não foram bem e o público ficou decepcionado com o desempenho deles, assim como eu. Mas quando veio em seguida esta prova do exército eles se superaram. Foi impressionante o que aguentaram porque não estava preparados fisicamente nem espiritualmente. Por isso não seria justo demitir alguém. Também a diferença entre os dois grupos foi muito pequena. A Record me deixa completamente livre, por isso o programa é espetacular, não tem roteiro na sala de união, eu faço o que sinto que tenho que fazer na hora. Eles me dão o roteiro, discutimos os assuntos e em cima disso vamos pautando tudo o que vai acontecendo. Claro que depois editamos, mas o que foi dito foi dito. Antes da sala eu recebo relatórios completos. Inclusive fotos. Não consigo ver todas as cenas, porque estão sendo editadas e o programa é muito dinânico, então não dá tempo. Mas para poder entender algum caso grave eu vejo a cena. Os relatórios vem com foto, levantamento, desempenho de grupo etc., um acompanhamento minucioso para que eu possa ser muito justo sem cometer nenhum deslise.

    (04:10:25) johnnyObravo: voce nao acha que o programa ja esta ficando cansativo pelo fato de ja ter cinco edicoes e acabar ficando como o bbb que foi recorde de baixa audiencia e criticas?

    (04:23:39) Roberto Justus: johnnyObravo, em primeiro lugar, não acho que está cansativo até porque havia um clamor popular para ter mais uma edição. E o BBB foi muito bem de audiência, a Globo não faria a sua sétima edição se não tivesse retorno. Só fiz de novo este programa porque existe uma demanda e um público querendo ver e o acha interessantíssimo. E tem várias inovações.

    (04:24:38) Roberto Justus: As inovações são boas. O programa tem uma espinha dorsão chamada tarefa, resultado, recompensa ou castigo e a demissão. Não mexemos muito no programa, mas se olharem do primeiro para o quarto, a sala de reuniões é totalmetne diferente, cresceu visualmente, a edição é muito mais ágil. No começo as pessoas tinham dificuldade de entender o que esta acontecendo e hoje a edição dá um show de compreensão e de rapidez. O programa não fica chato um minuto. Mesmo entrando um pouco tarde, as pessoas acompanham e passa rápido porque está muito bem feito. Então temos aí um bom programa e as pessoas tem gostado.

    (04:11:16) Raphael: o que o senhor define como uma boa administração?

    (04:25:36) Roberto Justus: Raphael, uma boa administração é definida por uma direção de uma empresa ou por pessoas competentes que sabem o que está fazendo. Também que saibam reter e atrair talentos. Quem faz a empresa são as pessoas, sabem criar um ambiente feliz, sabem criar um RH estratégico que se preocupa com pessoas e não um RH funcional. Quem entrega os serviços são as pessoas. Então uma boa administração passa por tudo isso, ter visão do negócio como um todo, tentar colocar as pessoas chaves nos melhores postos da empresa, tentar administrar custos de forma eficiente e buscar receita de forma eficiente.

    (04:12:45) Richard: percebe- se que durante as reunioes os participantes ficam sem palavras, vc acha que é nervosismo ou incompetencia?

    (04:26:33) Roberto Justus: Richard, em uma discussão às vezes a pessoa fica sem ter o que dizer, fica em um beco sem saída. Não é fácil enfrentar pessoas com argumentos fortes e com o dom da palavra como o caso do Walter Longo e o meu, pessoas que têm informação na mão. Mas não acho que eles ficam sem palavras, eles falam bastante. Claro que chega a um ponto em que não os deixo falar mais porque senão ficaria um lero-lero que vocês não iriam aguentar.

    (04:15:34) Denis - SP: Roberto, as frases montadas e já "manjadas" na sala de reunião...te incomodam? Se sim, vc dá uma atenção especial à elas caso se repitam para uma possivel demissão?

    (04:27:25) Roberto Justus: Denis - SP, fico incomodado com os clichês, por exemplo, "feedback" é uma palavra que não estou mais ouvindo, não dá mais. Quando usam palavras que não cabem a uma situação me incomoda. A Fernanda está sempre usando um pouco de terminologias que não são usadas no cotidiano. Eu chamei a sua atenção quando ela usou "verbalização", isto ninguém usa no dia-a-dia. As pessoas devem se expressar como quiserem, mas frases feitas e clichês para impressionar causam um efeito contrário.

    (04:17:33) Eduardo: Boa tarde, estou lendo seu livro construindo uma vida e está sendo muito bom pra mim, você acha que seu livro ajuda seu leitor a liderar com mais eficiência?

    (04:29:11) Roberto Justus: Eduardo, o meu livro é de uma história de um empreendedor que começou do nada e construiu o maior grupo de publicidade do Brasil e que teve percalsos durante a vida como qualquer um de nós. Tem vários exemplos importantes para as pessoas para entenderem que nunca devem desistir de seus sonhos, devem serem muito persistentes. O segundo livro, "O Empreendedor", é quase que de auto-ajuda para quem quiser ser um líder de sucesso. Tem exemplos mais práticos. O resultado final deles foi muito bacana.

    (04:39:08) Geovanna/UOL:

    Roberto Justus participa de papo sobre "O Aprendiz 5 - O Sócio" (crédito: Flavio Florido/UOL)

    (04:30:47) Roberto Justus: Sobre as provas, a melhores são aquelas que são supreendendes para eles e os tiram do ambiente que costumam trabalhar. Como a prova do exército onde é possível descobrir características que talvez nem eles mesmos sabiam que tinham. Tem vários tipos de provas, cada uma demanda deles certa característica.

    (04:26:11) Risam: Qual sua opinião sobre a juniorização de alguns departamentos de marketing de algumas grandes empresas ?

    (04:31:52) Roberto Justus: Risam, de certa forma acho triste porque cada vez mais tem pessoas que tem muito poder para dizer não e pouco para dizer sim. Assim acabam jogando fora oportunidades de sucesso, grandes idéias, porque a pessoa que as estão recebendo não tem a menor noção do que está fazendo.

    (04:27:34) Richard: Como o Sr. definiria Liderança e quem é o seu maior referencial?

    (04:32:46) Roberto Justus: Richard, liderança é visão e determinação. Principalmente visão porque quanto mais longe você enxerga, mas longe irá chegar. O líder tem que ter uma visão abrangente de tudo o que o cerca, não só em seu universo dos negócios, mas também no universo do mercado. Não consigo imaginar um grande líder que não pense grande. No mundo tem vários líderes. No mundo político tem o Mahatma Gandhi e até o Bill Clinton, um cara fantástico. Aí se pode pôr um Jack Welch. Tem vários nomes.

    (04:27:46) anny16: Roberto, caso algum dos participantes chegar a ir mais além, e chegar ao ponto de te demitir, vc iria respeitar essa vontade ou como apresentador e personagem iria "brigar" pelo seu espaço?

    (04:34:33) Roberto Justus: anny16, estamos em uma competição que fica clara como no mundo dos negócios, não pode chegar a alguém e dizer que vai demiti-lo, você que está procurando emprego, não pode fazer isso. Um candidato que luta contra outros 50 mil, entra no programa como aprendiz e lá diz que vai me demitir, e uma brincadeira de mau gosto.

    (04:35:48) Roberto Justus: Sobre o sócio, vou depender um pouco do perfil do ganhador, claro que vamos crescer junto, então espero que esta pessoa possa complementar as minhas qualidades e melhorar os meus defeitos, crescer comigo. A idéia é colocá-lo em uma holding fora do grupo de publicidade para ser um gestor.

    (04:28:18) Joao: Roberto qual sua dica para se conseguir um bom emprego?

    (04:38:45) Roberto Justus: Joao, eu recomendo que em uma entrevista você vá com a maior sinceridade possível, se vista adequadamente. Venda o seu produto da melhor forma possível, sem demonstrar ser o que não é. Se for assim, a sua chance de passar uma mensagem será muito maior. Quando for mentir, tem que saber que ela tem pernas curtas. O pessoal da entrevista tem muita experiência, o tom de voz já demonstra muita coisa. Um dos piores erros talvez seja não conhecer a empresa. Já demiti pessoas no Aprendiz por isso.

    (04:28:34) Denis - SP: Roberto, na minha visão raciocínio rápido e visão futurista, estão entre as qualidades que pode levar alguém ao sucesso ( profissionalmente ). Vc vê isso em alguém nesta edição?

    (04:41:02) Roberto Justus: Denis - SP, o pensamento rápido é uma qualidade importante assim como a visão de futuro. Eu penso muito rápido, mas nem sempre isso é a melhor estratégia. Melhor quando a pessoa pensa duas vezes antes de agir. Tem que haver um equilíbrio entre as duas coisas, é a história da inteligência emocional. No Aprendiz pessoas que não começaram bem me surpreenderam e pessoas que começaram leões terminaram como carneirinhos.

    (04:30:39) Babis: Você acredita que a idade diferencia os participantes? Por exemplo, um participante mais velho pode levar vantagem por conta de experiência?

    (04:42:18) Roberto Justus: Babis, é natural que na vida quem viveu mais tenha mais experiência, mas os mais jovens levam vantagens em outro campo, como a energia e a vontade. Para mim não tem nada disso, o que existe é a competência, o mais importante.

    (04:31:24) Babis: Você já pensou em contar com a participação do público na escolha do demitido? Acredita que poderia dar certo? Ou são critério muito específicos, já que o escolhido será seu sócio/funcionário

    (04:43:45) Roberto Justus: babis, seria praticamente impossível, pois seria muito injusto. O público escolhe o mais simpático, o mais agradável e divertido. Mas eu não estou procurando isso e sim competência. Ser querido do público não vai influenciar.

    (04:33:25) mar: pq escolher pessoas que não tem envolvimento com comunicação, não entendem de fato?

    (04:44:43) Roberto Justus: mar, ele pode ser um bom sócio independente de sua formação.

    (04:33:39) MatheusSB.: Olá, meu nome é Matheus, tenho 17 anos e gostaria de saber se há algum projeto futuro para a criação de um modelo de programa como "O Aprendiz", mas voltado para jovens? Seria viável esse formato de programa?

    (04:45:53) Roberto Justus: MatheusSB., não pensamos nisso ainda até porque o Aprendiz está caminhando para o fim. A Record que se importa com audiência está estudando fazer um Aprendiz com celebridades. Tem que se pensar que antes de tudo é um programa de televisão.

    (04:39:18) Natasha: Justus, algum dos vencedores de alguma das edições anteriores de O Aprendiz já o decepcionou em seu desempenho na hora do trabalho real?

    (04:46:26) Roberto Justus: Natasha, sempre tem coisas no dia-a-dia de todo mundo, não vou citar os defeitos, mas ninguém é perfeito e todos erram. Mas decepção nenhum me deu.

    (04:45:10) Geovanna/UOL:

    Roberto Justus diz que o carisma dos candidatos perante o público não define o vencedor do programa (crédito: Flavio Florido/UOL)

    (04:40:20) kaka: Eu sou apaixonada pelo programa o Aprendiz, tanto a versão brasileira quanto a americana, mas tenho a impressão de que os candidatos americanos têm mais autoestima. Quando são questionados eles são mais incisivos, mais firmes, o que o sr acha?

    (04:48:08) Roberto Justus: kaka, concordo plenamente. Assisto o programa americano, lá eles têm uma personalidade diferente. Eles são educados de uma forma mais rígida, então são mais duros em relação ao tratamento que se dá a eles. Os brasilerios são mais relaxados, é o nosso estilo de ser, mais bonachões. Para o lado afetivos, como somos mais românticos e sensíveis é uma vantagem grande, mas para o trabalho é ruim.

    (04:44:18) Bruno Guerra: lendo o livro o monge e o executivo estive diante de certa situação colocada na prova ocorrida no Exército, em que os correntes teriam um treinamento militar e ñ enquadraram-se na essência da prova, relutando sempre. Qual a sua visão no contexto dos participantes diante dessa resistência em ñ querer tirar algo positivo diante de casos sem nexo para a profissão?

    (04:49:14) Roberto Justus: Bruno Guerra, não concordo, todos eles admitiram que foi a melhor experiência que já passaram em suas vidas, não imaginavam o quanto poderia ser útil. Tudo o que foi feito lá pode-se aplicar no mundo corporativo. Não sei o que está neste livro, mas o que fizemos com eles foi inesquecível.

    (04:46:49) Felipe: Boa tarde Roberto... no seu ponto de vista ate que ponto ter um sócio na empresa é eficaz? Como saber se pode confiar mesmo nesta pessoa? E até que ponto o programa " Aprendiz " é um jogo de Marketing?

    (04:52:01) Roberto Justus: Felipe, sociedade é como casamento, porque não se sabe o que vai acontecer no futuro, as pessoas mudam. A diferença desta sociedade é que eu já sou uma pessoa consolidada neste negócio e a pessoa que virá comigo vai me ajudar nesta sociedade. Agora se não se pode ter confiança em uma pessoa ela jamais poderá ser minha sócia. É um risco, eu jamais buscaria sócios por meio de um programa de televisão, mas é claro que eles não vão jogar fora esta oportunidade.

    (04:48:45) kate: Roberto realmente fico abismada como você pensa rápido e faz perguntas rápidas, solução frente solução. Gostaria de saber se existe uma técnica para isso, se cursos ajuda ou a pessoa tem que ter o dom mesmo ?

    (04:55:45) Roberto Justus: kate, é dom, eu nunca fiz nenhum curso. Ao dom se soma muito interesse e muita informação. O que se tem de conteúdo é o que se cria em sua vida, então vá atrás do conteúdo. O que tenho é experiência e isto não vem por acaso, vem com muito estudo e muita leitura, eu aprendo com as pessoas e onde for. Quando um homem acha que já sabe tudo é porque é o fim de sua vida.

    (04:57:40) Roberto Justus: Sobre a formação, tudo na vida tem que começar com algo. Nós crescemos absorvendo informação dentro da escola. Isto nos trás uma base importante. Quem faz o estudante é o seu nível de interesse. Quanto mais se preparar entrará melhor no mercado de trabalho. É muito importante falar línguas, ter interesse por assuntos diversos. Vejo muita gente inteligente que entende muito de um assunto só, mas não tem uma visão eclética das coisas. Hoje no Quiz muitas perguntas que foram feitas nem foram para o ar. Mas tem todas as informações que dizem como são os participantes.

    (04:48:57) Max: O que vc considera um profissional com experiência? O que é experiência relevante? Ela se restringe a atividades profissionais ou uma excelente formação acadêmica com experiência em pesquisas de alto nível no Brasil e no exterior pode compensar?

    (04:59:09) Roberto Justus: Max, é vergonhoso hoje uma pessoa entrar no mercado de trabalho desinformado. Em minha época não havia internet, não tinha telefone celular, não havia esta facilidade de buscar informações como agora.

    (04:53:14) Gyselle: Sua mente, príncipios são as como de antes? Sei que tu fostes um motoboy, como reelembra de seu passado? O que mudou?

    (05:01:01) Roberto Justus: Gyselle, não sei do que você está falando, motoboy é uma categoria incrível. O meu pai tinha uma grande construtora quando eu nasci, construiu Brasília, o Congresso Nacional, o metrô de São Paulo. Então eu nasci muito confortavelmente. Graças a Deus, pude estudar nas melhores escolas, tive uma infância confortável. Só que eu fui buscar o meu depois, ele vendeu esta construtora em 1979, dois anos depois eu montei a minha própria agência. Eu estou na profissão há 27 anos. Construi a minha carreira sozinho. Não fui motoboy, mas teria o maior orgulho de dizer que fui motoboy uma vez na vida. Os princípios éticos, a forma de conduzir a sua vida, a forma de ser dificilmente mudamos. Agora, a experiência te trás visões diferentes das coisas, formas de atuar diferentes, calma e paciência que te ajuda a buscar os seus objetivos de forma mais eficiente.

    (04:55:37) Mentoris: em um dos programas que eu assisti, um dos participantes quis "espionar" a outra equipe. vc acha que as atitudes deles no programa vao ser as mesmas na sociedade??

    (05:01:58) Roberto Justus: Mentoris, a pessoa que age assim de repente pode burlar um contrato ou algo assim. Eu sempre falo que não existe meio roubo, mas existem coisas mais graves e outras menos graves. Tentar ver o que o concorrente está fazendo, a espionagem industrial, é um pouco menos grave do que tentar corromper as pessoas ou passar a perna em alguém. Há uma diferença muito grande em má-fé e esperteza.

    (04:59:07) elijah: Roberto, que atitudes ou situações você, figuradamente, DEMITIRIA da existência do Brasil? E do mundo???

    (05:04:36) Roberto Justus: elijah, primeiro seria a fome no mundo, uma coisa inadimissível em 2008. Também a corrupção, a violência urbana e a desigualdade social. Buscaria paz e tranquilidade. A educação é muito importante. Eu admitiria principalmente a felicidade que é uma viagem e não um destino. Curta durante a vida, pois ela é boa. A oportunidade está aí, um pouco mais para um, um pouco menos para outro, mas vai conseguir.

    (05:05:16) Roberto Justus: Estou fazendo de tudo para que vocês tenham o melhor programa possível. Espero que me acompanhem até o fim, terá surpresas incríveis. Agradeço ao UOL pelo espaço, foi um prazer.

    (05:05:49) Geovanna/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Roberto Justus e de todos os internautas. Até o próximo!

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