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Bate-papo com convidados

BATE-PAPO COM Roberto Justus - 19/05/2009 às 16h00

Empresário comenta o desempenho dos participantes da sexta edição do reality show "O Aprendiz". Desta vez, os candidatos ao prêmio de R$ 1 milhão e um estágio de pelo menos um ano em uma das agências do Grupo Newcomm, com um salário mensal de R$ 10 mil, são todos estudantes universitários.

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  • Participaram do Bate-papo 4027 pessoas


    (04:02:55) Nathanael: Roberto boa tarde, primeiramente é um prazer falar contigo e lhe desejo mais sucesso ainda!

    (04:02:55) Luciana _ MG: boa tarde

    (04:03:04) Emerson: ola roberto tudo bem

    (04:03:39) Roberto Justus: O Aprendiz 6 - Universitário valeu muito a pena, os estudantes surpreenderam em vários aspectos. Em primeiro lugar com a emoção, é muito mais um sonho para eles do que para um profissional já experiente. Eles vivem o programa de uma forma muito mais intensa, se divertem mais, se emocionam mais e sofrem mais, vemos isto nas demissões, é impressionante. E não deixam nada a desejar aos profissionais no sentido do trabalho que eles têm feito. Quer dizer, eles têm surpreendido nas provas. Quando vocês vêem as salas de reuniões, eu levanto muito muito os defeitos deles e os acertos acabam passando. Então o que eles fazem de muito bom acaba não aparecendo tanto. Mas eles são muito bons. Estou muito impressionado. Estou com muita dificuldade nesta reta final para decidir dos seis que serão eliminados daqui para frente.

    (03:46:10) nicolau: ? No seu último BP disse que é sempre difícil demitir alguém, acabar com o sonho de uma pessoa. Por serem novos, estagiários, mtas vezes a 1ª demissão, fica mais difícil?

    (04:04:53) Roberto Justus: É difícil demitir. Alguém me comentou que o Danilo Gentilli no teatro de stand comedy diz que não entende o Aprendiz porque eu fico demitindo as pessoas sendo que nem os contratei ainda. No fundo ele tem razão. Estou demitindo simbolicamente no sentido de dizer que acabou um sonho. Demito da chance de vir a trabalhar comigo, não estou tirando o emprego. O que torna a situação um pouco mais fácil, duro é dizer um chefe de família que ele perdeu o emprego, é muito mais complexo. Mas não deixa de ser difícil porque é uma forma de eliminar alguém do processo, sendo que eles vivenciaram muita coisa para chegar até aqui. Um dia recebi um e-mail de uma mãe de um dos participantes dizendo que eu não demito apenas os filhos, mas a família inteira. Porque acaba um sonho de um filho, isto é muito difícil para as mães também. Então imagina esta missão que tenho duas vezes por semana, não é fácil.

    (03:45:58) CAROLA: ? Estamos com 5 finalistas, e vcs tão em que grau da prova?

    (04:05:43) Roberto Justus: Carola, a frente de gravação foi maior, agora estamos reduzindo. Faltam quatro programas, sendo que o último é ao vivo. Eu já estou no último programa, estou gravando com os dois finalistas do Aprendiz 6 - Universitário que, graças a Deus, não vazou. Esta lista que vazou ficou para trás. Lamentei muito porque isto nunca aconteceu antes. A regra do jogo é que eles têm que manter sigilo quando saem. E não tem como fazer o programa ao vivo. É uma série de gravações e tem muita coisa. Fiquei triste, chateado, mas o Aprendiz é tão forte. As pessoas não gostam de saber antes, querem curtir no dia.

    (03:46:05) maricota: Justus, na prova do quiz, uma das respostas estava errada (quem foi o inventor do automóvel). a Record não comentou a questão, gostaria que você falasse sobre essa gafe.

    (04:07:35) Roberto Justus: maricota, isto acontece quando se tem um quiz enorme. Eu recebo as perguntas e respostas, particularmente passou batido para mim também porque o Henry Ford criou a primeira linha de montagem e não o automóvel. O automóvel foi criado pelo Gottlieb Daimler e pelo Karl Benz. Mas foi muito próximo do Henry Ford. É como quem inventou o primeiro avião, foi o Santos Dumont ou os Wright Brothers? Nos EUA eles falam que foram os Wright Brothers. Então a resposta não foi exatamente correta, reconhecemos que foi um erro de revisão. Mas a pessoa que respondeu não acertou, então acabou não prejudicando.

    (03:47:09) renata: ? Na última temporada lembro que houve críticas qto ao nível dos candidatos. Como tá isso nesta temporada? Acha que os universitários estão bem preparados?

    (04:08:55) Roberto Justus: renata, as pessoas têm que entender que o que assistem são erros, batemos mais em cima do erro na edição do que do acerto. Infelizmente a espinha dorsal do programa é assim. Falamos de erros, temos que pegar os erros de quem errou mais e demitir um deles. Não estou buscando quem acertou mais, mas sim no sentido de que as estou deixando chegarem até o fim, quem acertou mais vai ganhar o programa. Durante o processo eu elimino pessoas e só consigo eliminar em cima de seus erros, faço comparações e acertos. Eu sei o nível deles porque os vejo nestas 2.000 horas que gravamos. O público assiste em casa 18 ou 19 horas. Eu jogo fora 1.982 horas de gravação. Então imagina o que eles trabalham. O público não está vendo, mas o nível deles é muito bom, é surpreendente. Nunca imaginei que garotos de 18 a 25 anos pudessem ter um nível de maturidade tão grande para poder enfrentar provas da forma como estão enfrentando agora.

    (03:47:22) marina: ? Vc acha que está mais severo nessa edição?

    (04:09:50) Roberto Justus: marina, estou igual, acho que em certos momentos como a demissão da Maitê estou até suave demais. Fica difícil não se emocionar junto com eles. Mas em nível de exigência sei que a minha é absolutamente fora de propósito, até maior do que na vida real, pois tenho pouco tempo para avaliar estas pessoas, por isso sou mais exigente com eles.

    (04:10:50) Roberto Justus: São 2.000 horas de gravações ou mais. Eu não consigo assistir tudo, recebo relatórios da produção e dos conselheiros. Também muitas vezes acompanho a entrega das tarefas e vejo que eles estão fazendo. E com tudo isto entro na sala preparado para levantar os erros deles e discutir os seus erros. Mas o fascinante do Aprendiz é que não tem roteiros. Não sei qual a reação que eles vão ter. Isto é muito legal porque não é uma novela, é a vida real, é reality. Por isso conseguimos fazer reuniões espetaculares. Não tem como se preparar para a sala de reuniões a não ser em cima do desempenho.

    (03:47:34) pedro: ? Vc já fez episódios que não demitiu ninguém e outro que demitiu 2 pessoas. Como é lidar com isso na hora de manter o ritmo do programa?

    (04:12:19) Roberto Justus: pedro, é muito legal a liberdade que temos no Aprendiz de tomar decisões diferenciadas. Eu não tenho a menor idéia e nem o meu diretor de quantos vou demitir, isto vai depender do que está acontecendo na sala na hora. Sobre a história de inventar que quem foi pior não viaja, é fascinante, começar a montar cenários diferenciados sem perder a espinha dorsal do programa. É muito legal poder manipular o programa para o bem, para torná-lo mais interessante e mais complexo para os participantes. Eles têm uma vantagem pois já acompanharam os programas anteriores. E esta vantagem competitiva eu tiro quando os surpreendendo com estas novidades.

    (04:13:34) Roberto Justus: Ouvíamos dos aprendizes que muitas vezes alguém não ia tão bem na tarefa e era carregado pelos outros. A vida real também é assim. Então nada melhor para eles do que avaliar as pessoas que não estão tão boas para tirar da viagem. Isto aconteceu até a oitava prova porque os menos fortes já tinham saído. Isto foi idéia minha e o pessoal gostou muito porque também deu mais um momento de emoção naquela hora.

    (03:49:32) diego: ? Apenas 1 homem entre dos 5 finalistas. Isso prova que as mulheres amadurecem mais rápido e sabem lidar melhor com pressão, com menos idade?

    (04:14:36) Roberto Justus: diego, na verdade é uma coincidência, começamos com dez mulheres e oito homens. Então a vantagem competitiva era delas, tinham mais chances de chegar a final. Nos programas anteriores a Viviane foi a única que ganhou o programa. Inclusive a final do ano passado foram dois homens. Então não tem muito esta coisa de homem e mulher, aconteceu assim. O Rafael e o Pedro Ferraz eram fortes candidatos. Havia vários caras que poderiam chegar, mas foram caindo durante as provas. Estas coisas estão fora do meu controle. Eu decido, mas não sei o desempenho deles. Não mereceram ficar naquele momento e ficaram as meninas. Agora, o Rodrigo está aí, é um dos favoritos do programa na minha opinião. Vamos ver o que acontece.

    (04:00:32) zeh: ? Sobre a sala de reunião, ano passado disse que ficava incomodado com clichês como "feedback" esse ano tá melhor? E o erro de português (Rutênio)?

    (04:15:59) Roberto Justus: zeh, já aprendemos a isolar os clichês da avaliação ou a isolar da avaliação, mas não dou mais tanto valor quando vejo que é frase feita. Mas não posso admitir que um universitário que estuda em uma boa universidade não saiba escrever. Escrever a língua portuguesa é o básico. Pode ter um erro coloquial na conversa do dia-a-dia. Mas certas palavras que às vezes não existem no vocabulário como "seje" e "esteje" ou "escultar" é uma brincadeira. Como vai ganhar um Aprendiz um cara destes? Como um cara vai ser contratado precocemente com um salário de R$ 10 mil, que é enorme para um trainee, sem saber escrever? Isto é o mínimo que exijo deles. Foi lamentável e ele escreveu duas vezes na mesma carta. Então somado a outras coisas saiu por isso.

    (04:02:18) denis-sp: Boa tarde Roberto...vc não acha que o nível intelecto e cultural dos participantes dessa edição está abaixo das anteriores? Se acha que sim, pq?

    (04:18:21) Roberto Justus: denis-sp, eu nao consigo convencer as pessoas entenderem. Primeiro que não é abaixo, eu mostro a parte fraca deles e não o que eles têm de bom. Deixaram a desejar no quiz show, mas já mostramos que há pessoas travam perante o medo e a pressão. A pessoa pode esquecer até o seu próprio nome. Eles responderiam com muito mais facilidade diante de outra situação. As pessoas têm certas limitações e buscamos estas limitações para fazer uma triagem. O mais gritante foi fizer no quiz show que NY era a capital dos EUA, claro que a Ana Paula sabe, mas isto pesou muito. O nível deles é bom e é o nível médio dos estudantes brasileiros.

    (04:03:25) marcio: Justus você vê muito de você no início de sua carreira nos participantes de O Aprendiz?

    (04:20:07) Roberto Justus: marcio, sempre olhamos para um jovem e vemos algumas características similares ao que tínhamos. Ninguém é exatamente igual. Eu era super ansioso e queria fazer as coisas acontecerem. Era muito inquieto e vejo isto em alguns deles. Tento me colocar no lugar deles e penso em como eu reagiria. Eu seria um bom líder e seria meio rebelde na hora em que dissessem algo no qual eu não concordasse. Com certeza eu iria enfrentar o Roberto Justos. Já tive enfrentamentos, mas derrubei facilmente. O João já me enfrentou, mas com argumentos absolutamente insossos e com questionamentos do Aprendiz fora de propósito. Isto não é enfrentar. Se quer mostrar que tem coragem de enfrentar, questiona com argumentos inteligentes, com a verdade. Aí terá uma discussão com um nível bacana. Ainda vou achar esta pessoa.

    (04:06:28) Elder Franco: Existe alguem em quem você se espelhou para ser um grande Empresario ?

    (04:21:12) Roberto Justus: Elder Franco, sempre tem. Na minha época um grande empresário que virou a própria mesa foi o Lee Iacocca. Ele era um grande executivo da Ford e foi para a Chrysler que estava quebrada na época e fez uma virada histórica. O Jack Welch foi outro grande empresário cuja forma pessoal de conduzir os negócios acabou imprimindo valores intangíveis para a General Electric sem precedentes na história. Enfim, tem vários grandes empresários que nos inspiram pela forma como agiram, inclusive no Brasil. Temos sempre que usar como benchmark, como exemplo, pessoas admiráveis e tentar seguir seus exemplos colocando o seu marco pessoal. Mas eu sou muito de admirar, nunca olhei para estas pessoas de outra forma, querendo ter o que elas têm, sendo invejoso. Mas sim como referência para melhorar a minha própria performance.

    (04:08:37) JORGE AMARAL: Boa Tarde Roberto, qual foi a maior surpresa positiva e a negativa nesta edição com os Aprendizes universitários?

    (04:22:15) Roberto Justus: Jorge Amaral, a negativa sem dúvida foi com o João Granja que mexeu com a credibilidade de uma forma absolutamente injusta na minha visão. E a positiva foi o conjunto de universitários e até ele mesmo, o nível, a vontade deles e a forma como se envolveram com o programa. Isto é o ponto positivo do Aprendiz Universitário. Também as idéias da produção, a linearidade de qualidade do programa foi tão bacana, isto faz parecer que o programa passa rápido demais. Então a grande surpresa foi vontade dos universitários e a qualidade final do programa.

    (04:23:01) Roberto Justus: A desistência da Rebeca foi outro ponto negativo. Eu respeito mais alguém que não conseguiu ir a frente em um ambiente de pressão tão grande do que alguém que questiona a regra do jogo de alguma coisa que ele já conhecia. Porque não trouxemos nenhuma novidade ali e de repente começaram a achar que éramos uma entidade do mal querendo prejudicá-los. Ela fraquejou em certo momento. Chama isto de decisão e eu de desistência. Não gosto de pessoas que desistem, mas ela desistiu, provou que não era para ser a vencedora deste programa e foi para casa mais cedo. Mas é uma pessoa querida, então só fiquei decepcionado com ela, porque ela poderia ter deixado outras pessoas com muito mais vontade ter continuado. A teria tirado antes se soubesse que ela iria desisitr. Mas estas coisas nunca se sabe.

    (04:11:08) JORGE AMARAL: Roberto , a Maitê foi demitida e você ficou muito emocioado, você esta mais emocional desta edição?

    (04:24:19) Roberto Justus: Jorge Amaral, logicamente, tenho filhos na idade deles, então fico um pouco mais envolvido emocionalmente com eles. A Maitê já ganhou o Aprendiz Especial de uma forma brilhante, mostrou um desempenho incrível apenas com 18 anos, uma desenvoltura na sala de reuniões, uma menina genial, acima da média. Claro que em certo momento perante os outros participantes não poderia mais continuar. Mas foi uma emoção muito grande olhar para aquela carinha e dizer que ela iria sair, pedi desculpas pela sua demissão. Foi uma pena, mas não havia outra alternativa.

    (04:19:50) ande22: Você já chegou a sentir pena ou raiva de algum participante?

    (04:25:40) Roberto Justus: ande22, tive muita pena da Maitê, também muita pena do Lucas que tinha seus dramas pessoais, era um sonho dele, mas não me influencio por estas coisas. A Carlinha que tinha voltado dos EUA e teve todo um trabalho para entrar no Aprendiz e saiu logo na segunda prova. Foi o choro mais compulsivo até hoje. Deu pena de algumas pessoas. Também tive pena da atitude da Rebeca, apostei muito nela, a segurei em várias reuniões apostando que ela pudesse dar a volta por cima e crescer mais ainda no programa. Enfim, se este tipo de coisa é normal no dia-a-dia da vida, imagina no programa. Eu disse no programa que deveria ter mantido o Lucas, não sei se ele ganharia, mas pelo menos tinha mais vontade de ficar. Mas isto faz parte, não posso prever o que vai acontecer.

    (04:19:59) davi 28: Você já se arrependeu de alguma demissão?

    (04:25:59) Roberto Justus: davi 28, não me arrependo de nenhuma demissão. Tudo o que aconteceu até agora foi muito justo, as decisões aconteceram conforme tinha que acontecer.

    (04:20:28) Odair Rodrigues: Boa tarde, Roberto! Acompanho seu trabalho como apresentador, e o admiro muito como empresario. Neste aprendiz 6 o que é mais facil de identificar, aquele que quer o prêmio o aquele que quer o trabalho?

    (04:27:17) Roberto Justus: Odair Rodrigues, eu seria falso ao dizer que só quero aquele que quer trabalhar comigo. Obviamente que R$ 1 milhão na conta de um jovem que está começando a vida faz toda a diferença para ele. Então é natural que ele queira este prêmio, mas não pode só querer isso. Porque R$ 1 milhão pode acabar em alguns anos. Então tem que buscar oportunidades de fazer outros muitos milhões. É esta visão e é esta ambição positiva que eles têm que ter. Eu tento identificar neles quem tem vontade de ter R$ 1 milhão, o que é natural, mas que está olhando muito mais para a chance de carreira ao meu lado. É esta pessoa que vai levar o Aprendiz e não a que busca apenas o dinheiro como o Álvaro que disse claramente que o que importava para ele era o dinheiro. O que o Álvaro disse não me surpreendeu, mas me decepcionou. Isto foi um dos motivos para a sua saída. Ele já estava andando na prancha há algum tempo e já que ia cair no mar, eu só dei o empurrão final quando ele soltou esta frase.

    (04:24:35) Matheus F: Olá Roberto. Quando você contrata um aprendiz, como ele é visto pelo pessoal que já trabalha com você? Existe um certo tipo de ciúmes?

    (04:28:24) Roberto Justus: Matheus F, não tenha dúvida da dificuldade de um aprendiz para entrar no ambiente de trabalho de pessoas que vieram por outras fontes. Isto faz com que esta pessoa tenha o dobro ou o triplo da responsabilidade de conquistar as pessoas dentro da empresa e mostrar que tem o seu valor independentemente de ter R$ 1 milhão no banco e um salário maior que o dos outros.

    (04:31:05) Roberto Justus: Sobre os vencedores dos Aprendizes anteriores: A Viviane continua no grupo, é diretora de Novos Negócios e Conteúdos aqui da Young, está fazendo um trabalho brilhante há cinco anos, contribui com a empresa de forma incrível. O Porcel hoje tem sua empresa de treinamento, mas logo depois do Aprendiz resolveu viajar o mundo, ficou um pouco deslumbrado. Não conseguiu unir os dois mundos da fama que ganhou com os negócios. Ainda dá palestras. É um sujeito formidável. Pena que acabou não se adaptando ao ambiente de trabalhon o dia-a-dia, mas ficou conosco por dois anos. O Anselmo trabalhou um ano na Wunderman, eu o convidei para trabalhar aqui e ele preferiu ir para Los Angeles montar uma produtora. Não teve como segurá-lo, a opção foi dele e achava que ele tinha jeito para fazer carreira conosco. O Tiago ficou sendo meu sócio com o negócio do Drywash e acabamos vendendo este produto para a marca mãe, pois teria muito trabalho, eu teria que desviar muito o meu negócio para poder dar atenção a isto. Então propus a ele que ele ficasse com a marca ou que a vendêssemos e ele preferiu vender. O Clodoaldo é meu sócio na área de siderurgia, estamos montando um negócio muito interessante e tenho fé que irá crescer bastante. A Elise é diretora de RH do nosso grupo, saiu no Aprendiz 2. E temos a Bia que foi vice do Aprendiz 3 e é executiva da contas aqui. Muito boa profissional.

    (04:33:34) Roberto Justus: Sobre os cursos dos participantes: Hoje sou o presidente e CEO da maior empresa de publicidade do Brasil e sou formado em administração de empresas. O presidente da maior empresa de comunicação do mundo, a WPP, é de administração de empresas, se chama Martin Sorrell. Este negócio não é feito só para publicitários. Também precisa de um comandante de negócios que tenha uma noção muito boa de como administrar uma empresa. Claro que depois fiz administração e marketing assim como pode fazer estes novos futuros candidatos. Agora, não vou trazer ninguém para o programa que faz um curso muito fora da área como botânica, biologia ou veterinária. Agora, um advogado, um administrador, alguém que estuda ciência da computação, hoje o mundo está ficando digital, as agências estão se digitalizando, enfim, um administrador de empresas, um publicitário, até um arquiteto que pode ser um grande diretor de artes depois. Não tem que se limitar a um curso de propaganda, um psicólogo pode trabalhar na área de pesquisa ou na área de RH muito bem. Tem vários aspectos das formações que cabe muito bem dentro do grupo de comunicação publicitária. Então dá para ser abrangente, mas sem estes excessos.

    (04:23:07) gurtat: Neste ano tivemos um novo meio de divulgação usado tb pelos "aprendizes" o TWITTER, pra ti essa ferramenta vai estar mais presente a partir de agora? qual o papel do twitter na mídia? @gurtat no twitter

    (04:35:26) Roberto Justus: gurtat, o twitter é mais um fenômeno interessante dentro desta era digital onde podemos acompanhar a vida de outra pessoa por meio destes sites de relacionamento, não deixa de ser uma ferramenta de relacionamento, mas por enquanto é um fenômeno que não sabemos onde vai parar. Temos vários outros fenômenos como o Second Life que morreram antes que as pessoas imaginavam. Mas como é um mercado muito novo e em evolução, muitas coisas surgem, grandes idéias surgem, algumas vingam e outras não. Por enquanto o twitter está parecendo ser uma coisa interessante, mas pago para ver dentro desta área digital quais destas novas idéias irão vingar daqui para frente. Não estou no twitter, dizem que estou, mas não. Pensei em fazer, mas não tive tempo ainda.

    (04:27:24) Bruno-SP: Roberto, qual é a característica que mais lhe impressiona em um aprendiz??

    (04:36:21) Roberto Justus: Bruno-SP, em um candidato que vier a trabalhar comigo a característica é o caráter em primeiro lugar. Depois se a pessoa for determinada e tiver paixão por aquilo que faz. Quando a pessoa mostra que tem vontade e quer fazer acontecer nenhum limite existe para ela. Tem que ter garra e determinação. Claro que o talento é importantíssimo, tem que ser inteligente, tem que ser bem formada, mas isto tudo é natural. O que mais me impressiona é quando vejo um batalhador incansável esta é a pessoa que irá fazer a diferença.

    (04:57:48) Ronald - Fortaleza: Olá Roberto Justus, Antes de mais nada, Parabéns pelo formato do programa, é muito bom e é um aprendizado para todos. Gostaria de saber, qual dica você da para quem está pensando em abrir o primeiro negócio, empreender em um mercado bastante concorrente e ser um "novato" no mercado..? Qual seu conselho?

    (04:27:32) RenanBorges: Boa tarde Roberto, qual é a sua mensagem para quem sonha em ser um empresário?

    (04:37:48) Roberto Justus: RenanBorges, é um pouco de tudo o que acabei de falar, mas esteja no ramo que você goste, só acredito no sucesso de uma pessoa que ama o que faz. Tem que amar o que faz e ser um grande profissional no que for fazer. Não consigo ver barreiras para pessoas que tem muita vontade e para quem sabe aproveitar oportunidades, pois elas acabam vindo de uma forma ou outra. Não é que todo mundo será dono de empresa e nem milionário, não é assim, a felicidade e o sucesso dependerá de cada um, da visão que você tem daquilo que você quer ser e de onde quer chegar, a sua ambição. Muitas pessoas ficarão felizes se forem tocar uma pousada em uma praia com um pé na areia e outros ficarão felizes em ser cidadãos do mundo, viajar o mundo inteiro e fazer a diferença. Então é muito difícil mensurar o que é o sucesso. Mas para qualquer um deles, seja na praia em uma pousada ou no mundo, tem que fazer o que gosta da melhor forma possível com os melhores recursos que tem, para fazer frente aos concorrentes.

    (04:29:56) Bruno_mr: Roberto, boa tarde. Acompanho todos os programas desde o primeiro aprendiz, acredito ser um dos programas mais inteligentes do país. A minha pergunta é qual foi a edição que mais lhe agradou e/ou surprendeu mais?

    (04:39:23) Roberto Justus: Bruno_mr, eu sou suspeito para dizer que é o atual. Mas o atual Aprendiz é mais completo, tem provas mais interessantes e a penúltima será inacreditável. Também a forma de como eles participaram do programa enriqueceu muito. Como eles são bons eu também vou crescendo no programa, então este é o melhor de todos.

    (04:29:59) Vagnerha: Qual foi a demissão mais difícil que voce já fez?

    (04:40:40) Roberto Justus: Vagnerha, a demissão mais difícil foi a do Peter Collins. Ele me demitiu antes de eu demiti-lo, disse que ele era o CEO de sua vida, então me demitia. Aí foi muito difícil. Eu tinha uma grande chance de dar uma virada nele sob pena de encerrar todos os Aprendizes para sempre ali. Pois foi a primeira vez que um cara teve uma coragem, uma ousadia destas contra todas as regras. Se eu não tivesse dado um troco nele à altura e o colocasse em seu lugar, coisa que acabei fazendo, eu sacrificaria muito a minha credibilidade e a do programa. Então foi a demissão mais complexa que eu tive neste aspecto. E teve outras mais emocionais como a da Maitê e de várias outras pessoas de outros programas também, muito difíceis. Teve coisas muito emocionantes, foi difícil tirar estas pessoas.

    (04:32:10) gabriel: Roberto, no momento da decisão de quem demitir, você pensa mais no programa ou no futuro, na sua empresa?

    (04:42:12) Roberto Justus: gabriel, eu penso muito mais na minha decisão do momento, o que não aceito é na pressão por ibope, por audiência. O que está por traz do sucesso programa é a sua credibilidade. As pessoas sentem isso. Se eu segurar alguém porque for polêmico acabarei com a minha credibilidade e a do programa. Isto neste programa não acontece, o diretor não dá opinião.

    (04:32:14) Edmilson: Quais os critérios que você usa para selecionar os participantes?

    (04:44:14) Roberto Justus: Edmilson, os critérios são vários, claro que pelo número de pessoas é complexo. Primeiro fizemos uma triagem cortando pelos cursos muito fora da área, depois pela idade. Depois cortei quem não falava inglês, pois em uma multinacional precisa falar. Fomos fazendo os cortes até que fizemos uma dinâmica com eles de perguntas e respostas. E na segunda parte da dinâmica quando vem pessoalmente eles falam sobre o que fizeram para pegar os malandros que dão para professores responder. Vamos fazendo uma triagem até chegar a 5.000 nomes, daí outro tipo dinâmica que leva para 1.000. Daí 800 vão para entrevista pessoal e destes 150 vão para teste de vídeo e aí só vão 17. Um deles buscamos no Aprendiz Especial que foi a Maitê.

    (04:40:55) guto: roberto voce tem interesse de fazer o aprendiz celebridades assim como o Donald Trump fez??/

    (04:45:08) Roberto Justus: Uma coisa que o Aprendiz me ensinou é de nunca mais dizer se vai ter mais. Estamos olhando para o que vamos fazer, a Record imagina que ainda cabe o Universitário 2. Mas dependerá muito de como for este programa. Já Aprendiz Celebridade seria derrubar demais o programa. Não sei que tipo de celebridade se sujeitaria a ser demitido em rede nacional. Então se baixar muito o nível o programa não seria muito legal. Por enquanto estamos pensando na possibilidade do Aprendiz Universitário 2. Eu faço contrato com eles por temporada.

    (04:32:24) Carol: Há a possibilidade de algum aprendiz demitido (em qualquer das edições) tornar-se um funcionário do grupo em outra ocasião? Estou perguntando pois já passou muita gente excelente pelo programa e mesmo não ganhando merecia uma chance de trabalhar com você

    (04:45:31) Roberto Justus: Carol, isto já aconteceu em duas ocasiões com a Elise e com a Bia.

    (04:34:46) Neto-sp: boa tarde Roberto, como vc avalia hj a perspectiva do jovem na iniciação da carreria profissional, visto que seu programa esta justamente dando foco nisso, o jovem de hj é melhor do jovem do passado ?? vc ja teve seus 20 poucos anos, como vc avaliaria isso hj ? melhorou ou piorou ? visto que hj com tantas e tantas destrações que ocupa a mente dos jovens.

    (04:47:45) Roberto Justus: Neto-sp, o jovem de hoje tem uma vantagem competitiva enorme ao jovem de minha época, hoje tem a internet e a possibilidade de buscar informações em todos os lugares. Na minha época isto era muito restrito e hoje o jovem está muito mais maduro intelectualmente ou pelo menos tem condições para isto. Na minha época eu não tinha muita fonte, foi outra época, o mundo evoluiu muito de lá para cá. Agora, transformar informação em conhecimento é outra coisa.

    (04:36:35) VendedordeCarrosSP: voce ja pensou no aprendiz 7 ser so de microempresarios??

    (04:48:40) Roberto Justus: VendedorCarrosSP, não pensei nisso. Já me ofereceram para fazer com pessoas acima de 50 anos. Com a medicina como está 50 anos hoje é 35 anos do passado, estou advogando em causa própria. Mas é verdade, estas pessoas tem muito a entregar e pouca gente quer contratar. Dão valor só para a juventude quando eles têm muita experiência e muita visão, muita coisa na cabeça. As pessoas não vão esquecendo o que aprenderam, pelo contrário, podem aplicar muito bem isso. Este seria um programa interessante, mas não sei se daria o mesmo ibope dos jovens.

    (04:40:30) ROBSON: Roberto, o que vc acha de dar oportunidades para quem tem mais de 30, 40, no seu O Aprendiz? Na verdade, a vida não é um eterno aprendizado?

    (04:49:09) Roberto Justus: Robson, eu já dei oportunidades, no Aprendiz Sócio tinha um professor com mais de 50 anos, tinha várias pessoas mais velhas, não tinha limite de idades.

    (04:42:43) NailsonPalmasTo: Roberto, esses caras não me parecem Universitários... mas bem, até que eles estão mandando bem. mas vc pretende repetir a dose?(Um novo Aprendiz Universitário)

    (04:49:31) Roberto Justus: NailsonPalmasTo, já respondi, tem chances...

    (04:44:24) Lombardi: Roberto, em um processo seletivo admissional em uma de suas empresas, você acha que sobrepõe-se a formação acadêmica ou a experiência profissional?

    (04:50:19) Roberto Justus: Lombardi, são as duas coisas, agora, o grau e o peso destas coisas dependerá do cargo. Um assistente não precisa de tanta experiência, aí a formação já pesa. E um diretor precisa mais de experiência. Então dependerá do grau de exigência do cargo.

    (04:44:37) Paulo Miotto: Você não acha que os cargos com que os aprendizes vencedores entram em suas empresas são altos demais para quem está começando? Não deveria começar um pouco mais baixo e ir assumindo posições aos poucos, assim como é nas empresas? gato

    (04:51:19) Roberto Justus: Paulo Miotto, primeiro que o universitário entrará como trainee. A Vivi que hoje é diretora começou como gerente e subiu a escala hierárquica por méritos próprios. Ninguém entra com cargo alto, jamais correria este risco em minha empresa antes de testá-los.

    (04:49:12) Continental Voip: você ja levou alguma cantada de alguma candidata, tentando ganhar pontos com o Sr.?

    (04:53:01) Roberto Justus: Continental Voip, eu não tive relação pessoal com estas meninas, eu não misturo as coisas e elas também não. Dentro do negócio isto não combina. Não se deve misturar relacionamento pessoal com relacionamento profissional. Claro que a mulher e o homem usam seu charme, seu carisma e o seu poder de sedução para conseguir coisas. Isto ajuda, é uma arma que pode ser usada desde que não seja com vulgaridade. A mulher executiva tem esta força, é mais bem recebida, às vezes mais bem atendida porque está bem vestida, maquiada e charmosa. O homem é bobo mesmo, então acaba dando mais oportunidades para a mulher e a mulher vai aproveitar isso. Já com a mulher não tem essa, a mulher é muito mais esperta do que o homem, ela não vai se levar a pôr um sedutor no meio do trabalho. E o homem não, pode não acontecer nada, mas ele sempre irá dar mais espaço e ouvir um pouco a mais por ser uma pessoa que usa o seu charme. As meninas podem usar o seu charme no Aprendiz, não irei demiti-las por causa disso, não posso misturar as coisas. Prefiro ver uma mulher bonita na minha frente do que um homem, sem dúvida, mas no Aprendiz eles são assexuados. Preciso manter uma conduta irrepreensível neste sentido. Sou um ser humano, poderia estar sujeito a isso, mas tomo o maior cuidado para que as coisas não se misturem.

    (04:49:58) R.M.: Roberto, você não teme um dia ser "demitido" pela Young do Exterior ou mesmo pelo grupo WPP, digamos pelo próprio Sir Martin Sorrel?

    (04:54:33) Roberto Justus: R.M., é difícil me demitirem, não sou empregado deles, sou sócio da companhia, tenho um pedaço importante da sociedade aqui no Brasil e toco o negócio aqui sem interferência nenhuma deles. Enquanto eu estiver feliz no trabalho eu poderei continuar aqui e quando eu não for posso até vender as minhas ações para eles, pois sou tão dono quanto eles. Nunca fui demitido, nunca fui empregado de ninguém, gostaria de ter me demitido algumas vezes por erros que cometi durante a minha carreira. Comecei na empresa do meu pai e assim que sai montei minha agência de publicidade aos 25 anos de idade. Desde aquela época eu sou patrão e não empregado, por isso nunca tive o risco de ser demitido, tive risco de errar, já errei, já perdi dinheiro, já tomei decisões erradas, um monte de coisas que todos fazem, sou um ser humano igual a todos. E acabei acertando mais do que errei em minha vida, senão não seria bem sucedido. Mas não há nenhum problema em ser empregado.

    (04:50:04) Bruno: Numa reunião em sua empresa vc age exatamente como no programa ou ali vc encarna um "personagem Roberto Justus

    (04:55:26) Roberto Justus: Bruno, na verdade eu sou eu no programa, mas com um tom um pouco acima do dia-a-dia. Em meu trabalho prezo o ambiente da felicidade, não dá para ser um carrasco no dia-a-dia. Mas tanto eu como o Walter Longo somos muito exigentes, não admitimos falhas no negócio. Eu particularmente sou muito perfeccionista, mas a forma como conduzo o dia-a-dia e tirar o que a pessoa tem de melhor é completamente diferente do que faço no programa. Lá só tenho três meses para julgar e aqui fora tenho a vida toda. Mas o nível de exigência é o mesmo.

    (04:50:28) Marcos Silva: Roberto , se depois de um certo tempo ( já pós contrataçao ) o seu " socio " tiver limitaçoes tecnicas que só aparecerao pós a sua contrataçao , qual seria sua decisao ? pois esse risco existe , concorda ?

    (04:56:20) Roberto Justus: Marcos Silva, este não é sócio, é funcionário, então após completar um ano se não desempenhar de acordo com o que a função exige, se não forem úteis para a empresa não serei obrigado a contratá-los. No caso do sócio é quando quiser, pode ser no primeiro dia e pode durar 20 anos.

    (04:50:55) Thiago Neres: É possível ser um grande chefe e líder amigo dos funcionários se você tem um posto alto e responsabilidades grandes?

    (04:57:10) Roberto Justus: Thiago Neres, claro que sim. O meu estilo de gestão é o estilo portas abertas, entra quem quer, fala o que quiser, tem que ser acessível, me mandam e-mail e eu respondo, me ligam e eu respondo. Faço questão de me comunicar com os meus funcionários para saberem que estamos fazendo, quais são os objetivos da empresa. Isto só se consegue fazer em um ambiente de trabalho se estiver disponível e se não se achar acima das pessoas ou em um cargo inatingível. Este é o princípio do fim, se você se fechar no Olimpo de sua sala e não atender as pessoas e não for acessível às pessoas o fim da empresa estará ali, principalmente no caso de uma empresa que lida com gente, como a minha.

    (04:51:45) Silvio_GRU: Você gosta de pessoas que tenha uma personalidade forte e saibam se impor.Até que ponto essa personalidade forteé boa??

    (04:58:13) Roberto Justus: Silvio_GRU, ter personalidade forte é fundamental para a pessoa poder fazer sucesso em um mundo tão competitivo quanto o nosso. O que não se pode é querer impor o respeito, isto se conquista. Impõe-se respeito com atitudes corretas, com decisões inteligentes, com relacionamentos saudáveis, aí se consegue conquistar o respeito das pessoas. A imposição nunca leva a nada. Personalidade forte eu tenho, mas não imponho as minhas ideias, se a pessoa quiser entender, entende, se eu estiver em um cargo hierárquico superior e a pessoa quiser discordar, se tiver razão vou acatar, se não, ela vai ter que acatar, pois tenho um cargo maior do que a dela. Mas não vou impor, não é este o estilo de gestão desta empresa.

    (04:55:46) Brenno Aragão: tenho notado q nesse aprendiz os universitarios chegam sempre a sala de reunião com um bode espiatorio pronto e muitas vezes esse é mesmo demitido, voce tem pensado em uma maneira de coibir essa pratica??

    (04:59:23) Roberto Justus: Brenno Aragão, você deveria assistir aos outros episódios, pois você está se referindo aos dois primeiros episódios. O Guilherme infelizmente foi um pouco de bode expiatório. Na verdade pode até ser a opinião verdadeira deles, todos acharam que ele realmente foi o mais fraco e ele acabou sendo demitido porque os meus conselheiros também acharam. Na segunda sala quando este exercício acabou voltando coincidentemente ou não veio a história da Carla. Aí eu tirei a Carla antes da segunda parte da sala, voltei com três pessoas do mesmo jeito e mandei a Raissa embora. Ou seja, o plano deles, se foi tirar alguém, acabou sobrando para mais uma pessoa. A partir daí nunca mais senti isso. Acho que foi um bom sinalizador para eles de que isto não funciona. Isto às vezes é natural, as pessoas identificam um candidato menos ineficiente.

    (04:57:13) Mr. Jack: como sua empresa está passando por toda essa crise financeira mundial?

    (05:00:31) Roberto Justus: Mr. Jack, a crise mundial está aí, o mundo está começando a dar sinais de recuperação. O Brasil estava muito bem nos últimos anos, mais preparado, o nosso sistema financeiro sólido não sofreu os mesmos problemas que o internacional. Os sinalizadores da nossa economia já estão um pouco melhores, nos abalou, não foi a marolinha que o presidente disse, porém não foi um desastre tão grande. As nossas empresas estão operando mais ou menos no mesmo nível que do ano passado. A perda é muito pequena. Este primeiro quadrimestre me surpreendeu positivamente. Estou muito animado com o que pode vir no segundo semestre, a recuperação virá antes do que muitos imaginam.

    (04:58:09) Echeverria: Roberto, qual é o segredo para manter a frieza e rapidez de raciocínio imensas que você tem na sala de reunião? É inacreditável, pois vc nunca perde uma discussão ou algo do tipo.

    (05:02:35) Roberto Justus: Echeverria, obrigado. Realmente o dom que tenho neste sentido de poder responder aos questionamentos e discussões imediatamente eu desenvolvi há muito tempo. Sou empresário há quase 30 anos, já enfrentei muitos tipos de reuniões, tenho este patrimônio de conhecimento que me permite discutir com qualquer um em qualquer nível. Não vou ganhar todas, sei que não sou o dono da verdade, mas tenho um alto nível de conhecimento para poder discutir com estas pessoas principalmente em um ambiente de negócios. Para esta garotada foi difícil discutirem conosco. Frieza é importantíssimo, não se pode perder a razão. Porque na hora em que se perde a razão tudo o que disser não fará mais sentido. Sempre falo que o conteúdo é fundamental, mas a forma como se coloca as idéias para as pessoas em qualquer tipo de relacionamento, pode até ser pessoal, pode acabar com o conteúdo, perde a razão. Nunca faltei com respeito a estas pessoas. Fui duro, mas nunca as tratei com falta de educação. Isto para mim é o fim do mundo, não tem cabimento. Tem que discutir em alto nível se possível, mas nunca com falta de respeito.

    (05:02:39) Roberto Justus: Obrigado a todos.

    (05:03:07) Debora/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Roberto Justus e de todos os internautas. Até o próximo!

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