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Bate-papo com convidados

BATE-PAPO COM Oscar Filho - 05/06/2009 às 15h30

Repórter do "CQC" conversa sobre as matérias que faz para o jornalístico-humorístico da Band. O sucesso do quadro "Fala Na Cara", os micos que já pagou em gravações e o tapa que levou de Hector Babenco em uma de suas primeiras reportagens para o programa são outros assuntos do papo com o humorista que continua fazendo shows de stand-up comedy. Sozinho está em cartaz com "Putzgrill" e, ao lado de Danilo Gentili, Marcela Leal e Marcelo Mansfield, apresenta o "Clube da Comédia", às quartas-feiras, no Teatro Procópio Ferreira (São Paulo).

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    (03:04:41) Naty Queiroz: Boa Tarde Oscar !!

    (03:05:32) Ana Cecília Canto: Boa Tarde Pequeno Poney >.>

    (03:05:33) Larissa: Boa tarde!!

    (03:34:20) Oscar Filho: O nome do meu espetáculo solo é "Putzgrill" e também estou no Clube da Comédia.

    (03:21:13) Talitha: Boa tarde Oscar Qual foi a situação mais chata q vc passou durante as gravações do Fala na cara? Por favor mande um beijo pra mim

    (03:36:40) Oscar Filho: Talitha, um beijo. Não teve nenhuma situação chata. A situação do Maluf foi muito engraçada, pois a menina não quis abraçá-lo no final, foi muito espontâneo. Ela deve ter virado heroína na roda de amigos. Mas talvez uma situação chata tenha sido a do Cesar Maia. Foram com duas equipes até o RJ para gravar com ele, estava tudo certo e ele não quis fazer. Falou na hora que não dava. Foi uma situação muito esquisita, estranha mesmo. Ele diz que depois que ele saiu da prefeitura do Rio, depois que ele sai de um mandato fica seis meses em banho-maria, que não pode conversar porque é meio que religioso o lance de política para ele, ele não pode fazer nada que saia do que ele planejou antes. Então ele não podia falar com o povo. Aquilo foi bizarro, saímos de lá muito nervosos. Daí acabamos fazendo o quadro Palavras Cruzadas com ele e perguntamos se ele já tinha sacaneado alguém, se já tinha feito alguém de bobo. E ele disse que pelo que ele sabia, não. Mas ele tinha acabado de nos fazer de bobos.

    (03:37:58) Oscar Filho: Sobre o quadro Fala na Cara do CQC: É uma idéia incrível, mas as pessoas têm medo, não sei se é isso ou ignorância, mas os políticos têm medo. Por exemplo, o Kassab falou que vai fazer, mas está dando um tempo, assim como o Eduardo Paes do Rio de Janeiro. Tem políticos que até seria bacana fazer, mas as pessoas não conhecem, então é um quadro muito difícil. Seria incrível com o Kassab, não acho que seria ruim.

    (03:21:17) Marcela Ramos: Oscar Você acha que a internet prejudica os humoristas de stand up? O que você acha dos fãs que vão ver os espetáculos de stand up e gravam para jogar no youtube?

    (03:42:04) Oscar Filho: Marcela Ramos, quanto acontece isso comigo tento conversar com a pessoa numa boa, peço para tirar o vídeo. A intenção da pessoa é dividir e não de sacanear. O intuito da coisa é muito legal, mas na maioria das vezes é uma câmera de celular ou de máquina fotográfica e a imagem é ruim. As pessoas acabam vendo o texto da forma que ele não é. Então acaba atrapalhando neste sentido. Depois as pessoas pedem desculpas, diz que não sabiam, até porque não sabem o que é direito autoral. Mas isto nunca me atrapalhou, nunca fiquei ofendido. É um mais sacal quando você conserva com a pessoa e ela se faz de morta, demora três meses para me responder. Porque afinal de contas aquilo é meu. Acho que isto não mata a piada. Eu tirei o vídeo do Fantasia porque achei que as pessoas não iriam rir no show, é o texto mais conhecido meu. Mas no final do espetáculo todos querem ver ao vivo. No final das contas as pessoas mesmo já tendo visto o vídeo querem ver aquilo ao vivo. Então eu achava que aquilo atrapalhava, mas não tanto. O texto da batida do carro também.

    (03:42:49) Oscar Filho: Eu fui ao programa da Hebe e percebi que no stand up para televisão o cuidado é outro, não é o mesmo tempo do palco. O stand up puro é mais difícil de ir para a TV. Tanto é que na TV o stand up puro só tem no Serginho Groisman e no programa do Jô Soares. No Cilada tem um pouco, mas não é o cara com o microfone, é uma adaptação. O Faustão está fazendo, mas não é stand up, é puro. Tanto é que os humoristas de stand up que foram lá tiveram que dar uma adaptada. O que é louvável, pois as pessoas ficam sabendo um pouco do que é o stand up. Nos EUA não tem muito stand up na TV, vemos mais especiais como o do Chris Rock. A televisão brasileira ainda não está preparada para isso.

    (03:21:25) Claudia Ramos: Oscar o que mudou na sua vida depois do CQC?

    (03:44:57) Oscar Filho: Claudia Ramos, eu fiquei mais bonito, mais galã. É engraçado, na primeira vez que fiz um show, foi em Atibaia, uma menina veio chorando e me agarrou e eu comecei a tirar sarro dela e enquanto isso vi que ela estava sentido de verdade uma emoção ali. Eu achava que isto acontecia só com o Gianecchinni ou com o Tom Cruise. Mas é muito louco, pois não sou esta pessoa para as pessoas me acharem um Deus. Eu só tenho 1,68 de altura. Então mudou no sentido de que as pessoas me olharem como uma pessoa inalcansável. Não sei por que as pessoas agem assim, mas tento tirar esta barreira que fica entre mim e a pessoa que está me assediando.

    (03:50:35) Moderadora/UOL:

    Oscar Filho conversa sobre o "CQC" e seus shows de humor (Flavio Florido/UOL)

    (03:21:32) Marcela Ramos: Oscar quais são os seus ídolos no humor brasileiro hoje?

    (03:46:43) Oscar Filho: Marcela Ramos, gosto muito dos caras com quem comecei. Gosto muito do Danilo Gentili, do Rafinha também. Inclusive estou no stand up por causa do Rafinha. Ele tem um texto ousado e no começo eu ficava assustado com isso. Acho que ele ousa de uma forma que tem que ousar. Tem gente que diz que o CQC está saindo da linha, mas qual o problema com isso? E tem muita gente nova começando como o Maurício Meirelles e o Renato Tortorelli. Mas os ídolos são os caras que todos conhecem como o Jô Soares e Chico Anysio. Um cara que eu presto atenção mesmo é o Pedro Cardoso pelos textos que faz, ele é um gênio.

    (03:47:24) Oscar Filho: Sobre a diferença entre humorista e comediante: Por exemplo, um ator que faz humor, Selton Mello é mais um comediante. Humorista é aquele que escreve e faz as coisas. A Denise Fraga é uma comediante e eu humorista.

    (03:21:39) Daniela Eggers: na suas apresentações como Putz Grill é no improviso ou tem texto tudo decorado e tudo mas ?

    (03:51:25) Oscar Filho: Daniela Eggers, por exemplo, quando fazíamos no começo saíamos do público e ia lá e fazia, então parece que é tudo na hora, mas tem um roteiro que temos que seguir. Até tem humoristas que fazem isso nos EUA, nem sei que é. Mas é muito complicado improvisar, pois tem que ter um feeling aguçadíssimo da platéia. Vamos dizer que no meu solo tem 90% de texto e 10% de improviso. Na platéia sempre tem o cara que ri mais alto, a menina que não para de rir, alguém que deixa cair a bolsa ou o celular e faz um barulho, sempre tem algo que acontece, tem a luz ou o microfone que falha. Você tem que lidar com aquilo e se finge que não é com você pensam que você está morto no palco. As pessoas esperam que eu brinque com tudo, tem que ser um Serginho Malandro.

    (03:37:58) Oscar Filho: A platéia que não ri de nada é sempre complicada. Mas parto sempre do princípio de que a culpa é minha. Se vou me apresentar em algum lugar, as pessoas que vão lá compraram o meu ingresso, estão pagando para me ver, isto quer dizer que ela querem me ver. E se por acaso não estão rindo é porque eu estou muito ruim. Ainda bem que isto não aconteceu até hoje. Em Cuiabá teve um cara que entrou para sacanear, não sei, ele entrou bêbado. Eu brinquei com ele, peguei um pouco mais pesado e chegou uma hora em que eu tive que parar o show para perguntar para ele o que estava acontecendo. Este foi um caso mais extremo, em que eu tive que parar o show mesmo para a pessoa ver que eu estava passando dos limites.

    (03:37:58) Oscar Filho: Acho que fiquei mais engraçado com o CQC, bem ou mal estou entrando na vida das pessoas, acho que se ganha mais créditos.

    (03:25:04) Baim: Oscar, como vc foi parar no CQC? Te 'descobriram' pelo stand up comedy?

    (03:37:58) Oscar Filho: Baim, eu fazia o Clube da Comédia, coloquei um vídeo no youtube e o diretor do CQC na Argentina um ano antes de o programa começar viu o vídeo e quis fazer um teste. Estou no CQC por causa do Youtube. Foram três testes. Um eu fiz pela Band, eles nem falaram para que era. Só falaram que eu tinha que pegar notícias e falar de uma forma engraçada. Eu fiz, acho que fui bem neste dia. Daí fiz outro teste com o Serra, foi muito ruim porque o Serra não quis falar e não consegui chegar perto. Outro foi um show da revista Rolling Stones, não tinha muita gente, tinha quatro argentinos falando em espanhol e eu não sabia uma palavra em espanhol. Foi muito esquisito. Teve uma hora em que eu não sabia mais o que fazer. Mas daí rolou.

    (03:23:58) Caroline Zorek: Boa Tarde Oscar, Primeiramente, gostaria de dizer que adoro seu trabalho, e gostaria de saber...quem foi a primeira pessoa que o chamou de Pequeno Pônei, e se vc gosta de ser chamado assim?Brigada Beeijos!

    (03:37:58) Oscar Filho: Caroline Zorek, engraçado que eu nunca tive um apelido, nunca. Porque apelidos geralmente começam em escola e pegam se você der atenção. Então como nunca me irritei com nenhum tipo de apelido nunca nenhum apelido pegou. Daí o Tas fez uma palestra com o Caco Galhardo. E o Caco falou de um personagem dele que é o Pequeno Pônei que gosta rock vai na galeria do rock, compra discos, fuma, é baixinho, meio invocado e é fofinho. Ele não gosta de ser fofinho, não quer ser assim. Então foi mais por isso, não pelo tamanho. As pessoas acham que é pelo tamanho, mas é pelo cartum do Caco Galhardo. Não me incomodo com isso, acho legal porque dá uma espécie de identificação. É um apelido. É engraçado porque quando faço shows as pessoas me dão pôneis, já tenho uma prateleira cheia de pôneis.

    (03:37:01) Aimê: Oscar, de quanto em quanto tempo você muda os textos de seu stand up?

    (03:37:58) Oscar Filho: Aimê, eu mudava a cada mês. Mas depois que entrei no CQC ficou muito complicado de fazer. Para fazer isso perde-se um tempo grande. Então faz muito tempo que não escrevo nada, escrevo linhas e vou introduzindo em meu show pouco a pouco. Estou gostando muito de escrever para o meu blog (blogoscarfilho.zip.net). Mas para stand up já faz um tempo que não escrevo.

    (03:37:09) BrettPetropolis: O que você achou das restrições que a Band fez para evitar processos judiciais , passando a gravar o CQC?

    (03:37:58) Oscar Filho: BrettPetropolis, o CQC é um programa ligeiramente anárquico então corre-se este risco. O Rafinha, por exemplo, é um cara que não tem papas na língua. Isto talvez pudesse acontecer mais cedo ou mais tarde. Acredito que aconteceu por causa daquele lance do Sex Dolls. Se verem o vídeo verão que o Tas não teve a intenção de falar, escapou, ato falho. Muita gente achou preconceituoso e tudo o mais. Eu vi o vídeo e não vi intenção e ele se desculpou logo depois. Acho que a Band tem que se cercar de algumas seguranças para não se dar mal. Talvez percamos um pouco da espontaneidade. Como é gravado, todas as piadas correm o risco de serem censuradas. Falando com o Rafinha ele me disse que até agora não teve nenhuma piada vetada. Não sei se é uma obrigação a Band fazer o CQC ao vivo.

    (03:38:00) @titazinha: Eu queria saber até onde o assédio da mídia e dos fãs incomodam. A invasão da privacidade agora que você é uma pessoa pública e querem saber o que você faz fora do CQC e dos palcos.

    (03:37:58) Oscar Filho: @titazinha, tem uma frase, não lembro de quem, que diz que você luta a vida inteira para ser reconhecido e quando é reconhecido coloca óculos escuros. É o nosso caso, literalmente. Eu batalhei muito para continuar trabalhando e para isso tem que estar na mídia também, pois ela ajuda muito. Então não me incomoda. Talvez uma ou duas situações me incomodaram porque as pessoas passaram do limite achando que tinham o direito de te invadir fisicamente. Na Virada Cultura, por exemplo, um cara jogou uma caixinha de cigarro na minha cabeça. Eu perguntei para ele e perguntei qual o objetivo de fazer aquilo. Se quiser falar comigo vem e aperta a minha mão. Não tinha por que fazer aquilo. Tecnicamente sou eu quem tem que deixar isto acontecer, eu que coloco limites.

    (03:43:16) Bia Luz: O que você acha do humor como o do programa "Pânico"? Vc acredita que ele limita a capacidade dos artistas em geral? Obrigada, te adoro

    (03:37:58) Oscar Filho: Bia Luz, faz muito tempo que não assisto o Pânico. Mas teve uma coisa que fizeram que eu gostei muito. Foi quando o Chico Pinheiro estava fazendo aniversário e na hora do programa eles subiram uma faixa dando parabéns. Eles quebraram a segurança da Globo de uma maneira muito inteligente. Primeiro soltaram um ursinho para testar. Outra coisa, aquele lance de fazer a dança do siri por trás de uma reportagem séria é muito anárquico. É muito legal porque está quebrando aquilo que é sempre do mesmo jeito. Foram coisas que eu ri bastante, mas tem quadros que eu não vi. Tem o quadro do Silveira e do Silveirinha que eu vi e não gostei e concordo com o que aconteceu com o Wagner Moura. Achei um absurdo, é esta coisa da invasão física. Não é necessário o cara passar um gel na cabeça, qual o objetivo disso ou de jogar uma torta na cara do cara? É muito mais legal quando a piada é tão bacana que o cara ri com você e muito mais legal quando você faz uma piada criticando o cara e ele ri de você sem perceber que você o está criticando.

    (03:37:58) Oscar Filho: O Pânico é entretenimento puro e o CQC se propõe a colocar um pouco do social também. São coisas diferentes. Assim como o Casseta e Planeta também é diferente e outros programas de humor. A comparação foi feito porque o Pânico foi o primeiro programa a tirar a celebridade do conforto então isto iria acontecer fatalmente. Se o CQC surgisse primeiro iria dizer que o Pânico é o novo CQC. Mas as pessoas já sacaram que tem muitas diferenças. O Pânico tem o público dele, nós temos o nosso e poucas pessoas vão migrar. Mas enfim, cada um na tua. Tem que ter Pânico, tem que ter CQC e tem que ter mais. As pessoas não têm escolha. Tem que ter a possibilidade de mudar e escolher o que querem.

    (03:37:58) Oscar Filho: Sobre o Zorra Total: Eu não assisto e não posso falar. O Diogo Portugal que é meu amigo e está lá fazendo eu não consegui ver. As pessoas criticam muito o Zorra Total, mas ele é um dos maiores ibopes da Globo. Se é maior ibope é bom? Não sei, mas as pessoas assistem. Se as pessoas assistem é porque elas querem assistir, ficam procurando. Então tem que ver quem critica, às vezes fica meia dúzia de pessoas criticando. Tem que ter escolha, se tivesse só o Zorra Total na televisão seria um saco, assim como se tivesse só o CQC ou o Pânico. Tem que ter coisas para as pessoas poderem comparar e ir atrás do que elas querem. A televisão tem que ter um pouco mais de possibilidades.

    (03:37:58) Oscar Filho: Agora está mais tranquilo para conciliar os shows com as gravações. Temos umas datas que podemos tirar de folga, são quatro datas no mês e usamos para fazer os shows.

    (03:45:12) Jac: O q vc acha dos novatos em stan-up, e qual a dica q vc dá á eles q estão começando agora??

    (04:07:33) Oscar Filho: Jac, é legal, sempre lutamos no Clube da Comédia para que tivesse uma cena de stand up no país até para podermos migrar. Tem uma coisa que o Fernando Caruso inventou que é o Comédia Vertical que é um meio onde todos os humoristas trocam idéias. Lá eles fizeram um mapa do stand up no país. Tem muitos grupos fazendo. Eu tento acompanhar para ver onde estão fazendo. Assim o stand up tem a possibilidade de não ser uma moda. Eu posso ir fazendo para sempre. Uma dica, tem que gostar do que se faz, é uma dica para qualquer coisa, se quer ser médico tem que gostar de ser médico. O stand up cobra muito de você. Tem que ficar ligado o tempo inteiro. Quando eu comecei eu andava com um caderninho, tudo era motivo para uma possível piada. Fica até meio chato, neurótico.

    (04:08:25) Oscar Filho: O primeiro passo para ser humorista de stand up é escrever, colocar no papel o que achar engraçado para depois ler. Taí, uma dica bacana é ver os vídeos de stand up que estão no youtube, selecionar as piadas que acharem mais engraçadas. Recolher e pensar porque acha graça nas piadas. Se é a surpresa ou a comparação. Porque a pessoa poderá começar a entender a estrutura. Por que é engraçado, qual o motivo da graça.

    (04:09:37) Oscar Filho: Fazer rir tem a ver com uma equação matemática porque você cria uma expectativa, leva o público para uma coisa e corta e aí tem o riso. No humor a pessoa sabe que vai rir, daí fica uma coisa tensa e quando a fazem rir ela solta uma gargalhada.

    (04:04:47) Marcelo: Oscar,, na sua opinião o CQC veio para modificar o humor da televisão sem apelar para a pornografia?

    (04:10:37) Oscar Filho: Marcelo, não sei se veio para isso. As pessoas dizem que gostam muito quando vamos atrás dos políticos. Então é mais o objetivo mudar a visão política. O forte do programa é a parte política. Mas o programa está mudando. O Pânico mudou também.

    (04:04:43) @camilaffranca: Oscar, no episodio do Babenco, vc sentiu vontade de revidar? Ou vc acha que o fato dele ter perdido o controle, significa que sua pergunta o desconcertou, feriu o ego?

    (03:37:58) Oscar Filho: @camilaffranca, eu sabia que a pergunta que eu iria fazer para ele era pesada. Esperava de tudo menos uma porrada. Eu nunca imaginei isso. Ele saiu tanto do seu equilíbrio que precisou me bater para responder a pergunta. E o pior é que ele não me bateu quando eu fiz a pergunta, mas quando eu perguntei o era um bolha. Não foi a pergunta que eu fiz antes. Então não revidei porque eu não imaginava e não é o caso, ele que estava desequilibrado e não eu.

    (04:04:33) O Shleper: Oscar, como foi para você contar aquela piada, acho q foi no programa da Hebe, que ninguem riu e voce ficou super sem grança?

    (04:13:39) Oscar Filho: O Shleper, se você pega o vídeo da Hebe na íntegra e aquela edição do CQC verão que eles editaram esta parte para parecer que foi ridículo. Se compararem verão que não é a mesma coisa. Mas fazer o programa da Hebe para mim foi estranho, estava ali o Sergio Reis e o Latino. Tinhas umas velhas lá com os caras e senti que enquanto eu estava falando elas não estavam entendendo nada. Também eles fizeram eu mudar o roteiro muitas vezes, foi horrível. Aquele dia foi estressante, mas este vídeo foi editado, pois a idéia era ferrar os coleguinhas.

    (04:06:48) Thiago Batelli: Você esperava um sucesso tão rápido e tão grande do CQC?

    (04:15:20) Oscar Filho: Thiago Batelli, não esperava. Conversando com o Danilo momentos antes de fazer a entrevista com o Agnaldo Timóteo nós achávamos que não iria dar certo. Não botei muita fé. Mas quando vi o primeiro programa no ar, quando vi pronto vi que iria dar certo e tem dado certo.

    (04:06:58) TiagoAngelelli: Você já teve alguma discussão ruim com algum integrante do CQC?

    (04:15:56) Oscar Filho: TiagoAngelelli, não tem isso. Eu me afino mais como Danilo porque a gente divide o palco. O Rafael Cortez, por exemplo, não nos vemos tanto, mas quando a gente se vê nos divertimos muito. Então não tem este lance de amizade, de os caras serem todos amigões, mas também não tem desentendimento. A gente se sacaneia muito, mas não tem uma competição. É muito tranquilo ali.

    (04:07:30) luiz-goiânia_GO: Quais foram as principais dificuldades para vc chegar onde esta?

    (04:17:43) Oscar Filho: luiz-goiânia_GO, talvez acreditar. Porque quando eu morava em Atibaia e dizia que queria ser ator as pessoas debochavam. Agora as pessoas podem ver, como estou na televisão é mais palpável, mas ser ator ou humorista é muito abstrato, como viverei disso? Outras profissões podem mostrar, provar, mas teatro não. Não é do cotidiano da pessoa entender o que se passa neste mundo, é mais fácil ver o que é mais palpável. Tem que acreditar em uma coisa em que não se está vendo. Em que não se está tendo um resultado físico daquilo. Já pensei em desistir, mas continuei.

    (04:06:30) Fran Pardini: Boa tarde Oscar, sou uma grande fã do seu trabalho! Eu quero saber como foi para você um ator de stand up comedy passar a integrar o CQC, que apesar de humorístico não deixa de ser um programa jornalístico.Você já havia tido alguma experiencia como repórter?

    (04:18:53) Oscar Filho: Fran Pardini, não tinha experiência como repórter antes. É muit louco porque sai de Atibaia para ser ator e virei repórter em um programa de humor. É muita mudança. Chegou uma hora em minha vida em que eu resolvi parar de fazer planos e deixar a vida me levar e aí as coisas foram acontecendo. Tem um frase do John Lennon que diz que a vida é o que acontece lá fora enquanto você está fazendo plano aqui dentro. Agora estou muito feliz, me divertindo com o que está acontecendo. Está sendo uma experiência muito gratificante.

    (04:07:46) xibrusk: Fala da sua formaçao! vc estudou teatro? estudou comedia? leu "A Arte Poética" do aristóteles? fez faculdade? curso de stand-up?

    (04:21:31) Oscar Filho: xibrusk, eu fiz de tudo um pouco, mas a minha formação é no Indac (Instituto de Artes e Ciências) onde eu fiz três anos de especialização. Então sou ator formado. Eu já li muitos livros de interpretação, queria ser ator mesmo. E tinha esta facilidade para o humor. Eu não estudei stand up, mas observei muito. Eu tenho uma coisa física que sempre quis desenvolver no teatro, então tentei juntar isto no stand up. Eu estava no grupo chamado Os Cretinos há três anos e tinha muita necessidade de escrever para mim, coisas minhas e sem usar figurino. E não sabia como fazer isso. Quando soube do formato do stand up fiquei encantado. Eu queria encontrar uma forma de humor que fosse universal, que atingisse grande para das pessoas ao mesmo tempo. Mas não sabia o que fazer, daí o Rafinha me ligou me convidando para fazer o Clube da Comédia com o Marcelo Mansfield e a Marcela Leal. Peguei um texto do Marcius Melhem, não sabia que era dele, depois ele me ligou puto e eu pedi desculpas e disse que não sabia que era dele. Aí entendi que não podia usar textos dos outros e comecei a escrever.

    (04:11:27) Israel: Oscar porque nao foi colocado uma mulher no CQC como foi falado ?

    (04:22:12) Oscar Filho: Israel, é o formato. Pensaram o formato com sete homens. Na Argentina saiu o cara que inventou e entrou uma mulher e as pessoas estão adorando. No Brasil seria interessante uma mulher.

    (04:09:37) CQ teste: primeiro parabéns pelo sucesso!, agora a pergunta, primeiro agetne passa mao pra depois meter a porrada! rsrsrs o Sucesso de voces esta muito grande, voce acha q pode ocorrer igual no panico, outras emissoras tentando desmachar o elenco , fazendo melhores proposta igual acontenceu com o mendigo gluglu e atualmente a samambaia? vc estao preparados para isso?

    (04:24:20) Oscar Filho: CQ teste, pode acontecer, claro, estamos na televisão com muitas pessoas nos vendo e muita coisa deve passar pela cabeça das pessoas. Mas não sei como é estar preparado para isso. Os caras que cuidam do CQC no Brasil são muito inteligentes, sabem o que estão fazendo exatamente, então eles devem estar preparados para isso. Depende de qual é a proposta. Talvez eu trocaria por outra coisa, mas não sei o quê, depende muito. No teatro dependeria muito, qual papel, o quê e onde? Na novela também não sei se é isso o que eu gostaria de fazer, virar um burocrata da arte de interpretar. Porque agora estou vivendo um momento de humor, talvez mais tarde. Tenho muita vontade de fazer cinema. Se aparecesse um projeto muito legal talvez me balançaria, mas é muito difícil especular.

    (04:12:11) Mara: Eu adoro o Marcelo Tas, acho ele uma das pessoas mais inteligentes e criativas da mídia brasileira. Como é trabalhar com ele?

    (04:25:07) Oscar Filho: Mara, vejo muito pouco o Tas, é mais o Rafinha e o Marco que eu tenho contato. Ele é um cara totalmente independente, isto é muito legal. É uma honra trabalhar com ele. Eu gosto dele mesmo, é um exemplo, um cara que admiro sem puxar o saco de ninguém.

    (04:16:28) Lindoya: Oscar, pq vc acha q tem tão poucas mulheres no stand up comedy?

    (04:27:13) Oscar Filho: Lindoya, acho que a mulher é mais vaidosa que o homem. Então para um homem subir em cena e colocar uma roupa de mulher e fazer um trejeito como se estivesse de sutiã ou qualquer coisa do gênero, ele se permite ser mais rídiculo. Já a mulher é como se ela tivesse um limite até onde poder ir. Falo no geral. As humoristas boas não estão nem aí, coçam o saco e cospem no chão, se auto detonam, coisas que tem a ver com o humor. Então é mais complicado para as mulheres mais sérias e vaidosas. Por isso no quadro com humor não é equilibrado com o homem. Ser mulher deve ser complicado, o homem não está sendo julgado a todo tempo e a mulher está todo o tempo. Então é uma coisa de cultura mesmo.

    (04:16:02) Junior Taqua: Algum político já lhe pediu para entrevist´-lo, (mesmo sabendo que vai rolar alguma zoeira com ele), apenas para aparecer na mídia??? abraços

    (04:27:39) Oscar Filho: Junior Taqua, político não, mas já aconteceu com artista, de ficar rondando.

    (04:29:23) Oscar Filho: Eu fiz pouca matéria de política porque não me chamam. Adorei fazer o quadro Tapa na Cara. Fui o último a entrar no CQC então sobrou para mim pautas de mulheres nuas e celebridades no geral. Este ano nem fiz pauta de Playboy. Eu tenho muita vontade de fazer pautas com políticos. Porque eles eu gostaria de atacar. Era bom fazer pauta da Playboy, mas chegou uma hora em que não tinha mais de onde tirar idéias para as piadas. Então seria legal se pudesse acontecer um revezamento para se renovar.

    (04:27:45) morena: vc já perdeu a paciencia com alguém quando estava gravando?

    (04:32:39) Oscar Filho: morena, já, foi com um ator jovem muito premiado que fez vários filmes e está indo muito bem. A assessoria não tinha me explicado que tinha dois eventos acontecendo, ele foi para um evento e eu fui para outro sem saber o que estava acontecendo. Era um prêmio e um filme e ele não sabia do filme. Eu perguntei do filme e ele achou que eu estava tirando sarro dele e começou a ser irônico. Então eu vi o troféu em sua mão e perguntei se ele tinha ganhado um prêmio. Aí ele ficou mais puto ainda porque eu tinha que saber que ele estava ganhando um prêmio. Foi de uma vaidade do cara, saiu pisando duro e xingando. Foi um mal entendido, conversando se chegava longe. Por causa da vaidade às vezes as pessoas se armam de um jeito que não é necessário. Este não foi para o ar. É o caso do Paulo Betty, ele me recebeu de uma maneira muito estranha. Eu tenho azar ou será sorte porque no caso do Babenco serviu para impulsionar o programa.

    (03:37:58) Oscar Filho: Sobre a agressão do Babenco: Se eu o processasse e ganhasse, supondo que fosse R$ 50 mil, estarei dizendo para todo mundo que por R$ 50 mil qualquer um pode vir dar um tapa na minha orelha. Então prefiro não processar. Um tapa na orelha não tem preço.

    (04:28:20) Mineiro: vc ta pegando mais mulher depois que começou aparecer na Tv?

    (04:33:09) Oscar Filho: Mineiro, sou um cara muito tranquilo, sou homem de uma mulher só. Estou namorando.

    (04:34:36) Oscar Filho: Continuem vendo o CQC e dando esta força. Também acompanhem o que faço, vejam a minha agenda em meu site (www.oscarfilho.com.br) e no site do Putz Grill (www.putzgrill.com.br). Obrigado.

    (04:34:40) DeboraUOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Oscar Filho e de todos os internautas. Até o próximo!

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